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Mulher: Essência, resistência e valor. Por Ana Dalsasso

Por Ana Maria Dalsasso03/03/2026 14h30
Imagem gerada por IA

Celebrar o Dia Internacional da Mulher é mais do que marcar uma data no calendário. É reconhecer a trajetória de luta, resistência e contribuição feminina na construção da sociedade. A mulher sempre esteve presente nos alicerces da família, no desenvolvimento social e, cada vez mais, no mercado de trabalho, exercendo múltiplos papéis com competência, sensibilidade e coragem.

Ao longo da história, a mulher demonstrou uma força que vai muito além da resistência física. Trata-se de uma força moral, emocional e intelectual. Dentro da família, ela é frequentemente o eixo que sustenta valores, afeto e equilíbrio. No mercado de trabalho, conquistou espaços antes inimagináveis, assumindo funções de liderança, empreendendo, inovando e contribuindo de forma decisiva para o crescimento econômico e social. Mesmo diante de jornadas duplas ou triplas, a mulher segue produzindo, cuidando e transformando realidades.

No entanto, apesar dos avanços, a desigualdade ainda persiste. A discriminação no mercado de trabalho continua sendo uma realidade concreta. Mulheres exercem as mesmas funções que homens, mas muitas vezes recebem salários menores, enfrentam menos oportunidades de ascensão profissional e são julgadas não por sua competência, mas por sua aparência, maternidade ou vida pessoal. A meritocracia, tão defendida em discursos, nem sempre se aplica de forma justa quando se trata da mulher.

Mais grave ainda é o machismo estrutural que ultrapassa o campo simbólico e se transforma em violência. O feminicídio, expressão máxima dessa cultura de desvalorização da vida feminina, atinge números alarmantes e revela uma sociedade que ainda falha em proteger suas mulheres. A violência doméstica, psicológica e física nasce de uma mentalidade que enxerga a mulher como posse, como ser inferior ou como alguém que pode ser controlada. Combater esse cenário exige não apenas leis, mas uma profunda mudança cultural, baseada no respeito, na educação e na responsabilização.

Nesse contexto, é fundamental resgatar o verdadeiro significado da feminilidade. Valorizar a feminilidade não é diminuir a mulher nem enquadrá-la em estereótipos, mas reconhecer que sua sensibilidade, empatia, intuição e capacidade de acolhimento também são forças. A feminilidade não se opõe à competência, à liderança ou à autonomia; ela complementa.

Dar valor à mulher é respeitá-la em sua totalidade: forte e sensível, racional e emocional, profissional e cuidadora, quando assim desejar. É garantir igualdade de oportunidades, segurança, dignidade e liberdade de escolha. É reconhecer que a mulher não precisa deixar de ser quem é para ocupar seu lugar no mundo.

Neste Dia da Mulher, a homenagem mais verdadeira não está apenas nas palavras, mas no compromisso coletivo de construir uma sociedade mais justa, onde a força feminina seja reconhecida, a discriminação combatida, a violência erradicada e a feminilidade respeitada como parte essencial da identidade da mulher.

Valorizar a mulher é, acima de tudo, valorizar a própria humanidade!

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