Rompimento em adutora afeta abastecimento em Orleans; sistema começa a ser normalizado
Um rompimento na principal adutora que leva água bruta até a Estação de Tratamento de Água (ETA) causou falta de abastecimento em bairros de Orleans nesta quarta-feira (18).
Na manhã desta quinta-feira (19), o Jornal da Guarujá conversou com o diretor do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto de Orleans (Samae), Rossano Umberto Comelli, que detalhou o problema e explicou as medidas adotadas.
Segundo ele, o Samae conta com duas adutoras que trazem água da localidade do Rio Novo até a estação de tratamento. Uma delas, considerada a principal, com 250 milímetros de diâmetro, rompeu em um ponto mais baixo da rede.
“O Samae tem duas adutoras que trazem água lá da localidade do Rio Novo até a estação de tratamento. Uma dessas adutoras, que é a principal, de 250 milímetros, acabou rompendo num ponto mais baixo, numa curva com aterro. Com essas chuvaradas, o aterro acabou cedendo e a adutora também cedeu. Como é cano rígido, ela rompeu, rachou uma barra de seis metros de fora a fora e mais as conexões”, explicou.
Rossano destacou que o problema foi resolvido ainda na quarta-feira.
“A obra foi resolvida ontem. Meio-dia já estava chegando água na ETA, com vazão completa ou quase completa, porque entra ar na rede e daí ela se recupera totalmente e vai mais um tempinho. Mas os serviços foram feitos o mais rápido possível”, afirmou.
Ele também ressaltou o empenho da equipe. “Nosso pessoal está sempre pronto para vestir a camisa. Estavam lá bastante funcionários se ajudando para resolver o problema o mais rápido possível.”
O diretor confirmou que houve desabastecimento em algumas regiões.
“Ficou região sem água, sim. Ainda temos o bairro Oratório, que agora é que está chegando água”, disse.
Ele explicou que a entrada de ar nas bombas também impactou o sistema. “Outra coisa que ocasiona é entrada de ar nas bombas. À medida que a água vai chegando no nível das bombas, tira o ar e aciona o bombeamento novamente.”
Segundo Rossano, os reservatórios principais já estavam praticamente normalizados. “Os reservatórios da Santinha estão com 80%, 90%, que são os dois principais, fazendo distribuição. Os outros bairros estão em torno de 25%, 30%.”
O bairro Corridas também aguardava normalização no momento da entrevista. “É só questão de tirarem o ar da bomba que logo já chega também”, afirmou.
Novas regras para ligações
Durante a entrevista, Rossano informou que o Samae está passando a exigir padrão adequado nas novas ligações de água.
“A gente está pedindo agora que cada ligação nova faça um padrão. A gente fez um padrão de acordo com a Casan, Samae, Sisam e o que a lei preconiza, para que a coisa comece a se organizar”, explicou.
Ele relatou dificuldades enfrentadas pelas equipes. “Às vezes o leiturista não tem acesso porque tem cachorro, portão fechado. O pessoal que faz revisão ou corte também não consegue acessar.”
Rossano afirmou que o rompimento serve de alerta e que o município já trabalha em melhorias estruturais.
“Hoje a gente trabalha com 90 litros por segundo. Com esse novo projeto de captação no Rio Laranjeiras, poderíamos iniciar com 15 ou 20 litros por segundo a mais e depois ampliar, com possibilidade de chegar a 130, 140 litros por segundo. Com as duas adutoras, chegaríamos a 220 litros por segundo, o que nos daria uma ‘cancha’, pelas nossas contas, para mais de 45 anos em captação”, afirmou.
Ele também citou a ampliação no Morro da Santinha. “A ideia é fazer um novo reservatório com maior capacidade de dois milhões de litros lá na Santinha, e ampliar a ETA em mais de um milhão de litros.”
Segundo o diretor, parte dos projetos já está pronto e há recursos garantidos por meio de emendas parlamentares para aquisição de equipamentos.
Confira entrevista completa
