Vereador mais votado de São José, Cryslan de Moraes articula pré-candidatura a deputado estadual
Vereador mais votado da história de São José pelo Partido Novo defende combate à corrupção, redução de impostos e projeta crescimento da sigla em 2026
O vereador mais votado da história de São José pelo Partido Novo, Cryslan de Moraes, esteve recentemente em Orleans em busca de apoio para sua pré-candidatura a deputado estadual. A agenda incluiu conversas com lideranças locais e veículos de imprensa da região.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, na manhã desta segunda-feira (16), o parlamentar falou sobre sua trajetória política e os planos para o pleito.
Ao comentar a reeleição com votação recorde, Cryslan afirmou: “Eu fico feliz por esse reconhecimento e, de fato, a gente foi uma carreira que não posso nem chamar de carreira ainda, porque talvez é o início, mas a gente espera que a população, o trabalho, possa continuar aquele que a gente represente. A política é assim, a gente não depende só do político em si. São muitos candidatos, mas depende da população escolher aqueles que ela sente que deve representar seus interesses, suas ideias.”
Natural do interior do Paraná, ele destacou que iniciou na política a partir do movimento estudantil. “Eu saí do movimento estudantil muito cedo. Eu não tenho nem família aqui na cidade de São José, minha família é toda do interior do Paraná, mas talvez eu senti na política ali um ambiente de poder melhorar a vida das pessoas, de poder realmente fazer algo diferente do que a gente nunca viu, especialmente na área do esporte.”
O vereador relatou que experiências vividas na juventude influenciaram sua decisão de disputar um cargo público. “Eu vi que muitas vezes pessoas que eram para ser técnicas, que eram para trabalhar, para fazer o correto, eram apenas indicações políticas. Eu conheci um cara que nem ligar o computador sabia ligar e estava lá num cargo importante, de chefia. Eu saí um pouco decepcionado daquela vez.”
Formado em Administração Pública pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), onde atualmente cursa doutorado, ele lembrou que a primeira candidatura ocorreu em 2020, em meio à pandemia. “Foi tudo um cenário muito improvável, 360 candidatos, cidade em pandemia, mas a gente fez uma campanha muito na raça, foi um a um, conversando pessoa a pessoa, vizinha a vizinha. E deu certo.”
Crescimento do Novo
Ainda durante a entrevista, Cryslan falou sobre o cenário eleitoral e afirmou que o partido vive um momento de consolidação. “O que eu posso te falar, com muita garantia, é que esse é o ano que o Partido Novo mais vai crescer. E eu digo não só em Santa Catarina, mas no Brasil.”
Ele citou lideranças nacionais da sigla, como o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, apontado como pré-candidato à Presidência, além do deputado federal Marcel van Hattem e de Deltan Dallagnol. Em Santa Catarina, mencionou o prefeito de Joinville, Adriano Silva, indicado para compor como vice em eventual chapa majoritária.
Sobre Adriano, declarou: “Eu tenho uma proximidade muito grande e sinto ele como uma grande referência política. Essa união, esse aceite do Adriano, ao meu ver, vai dar uma grande projeção para ele e para o próprio Partido Novo em Santa Catarina.”
Propostas e bandeiras
Questionado sobre a linha de atuação na disputa estadual, o vereador afirmou: “Eu tenho um trabalho muito forte aqui sobre combate à corrupção, sobre transparência. Inclusive é minha linha de pesquisa do doutorado.”
Ele também criticou o que chama de recordes de arrecadação. “Hoje em Santa Catarina nós temos um recorde de arrecadação, bilionário de impostos, e esse dinheiro na verdade a gente está tirando do bolso das pessoas. Por que comemorar impostos? Se está sobrando dinheiro no caixa, vamos pensar em diminuir os impostos e deixar mais dinheiro no bolso da população.”
Segundo Cryslan, a pré-candidatura busca ampliar o diálogo com diferentes regiões do Estado. “Eu tenho interesse mesmo em ouvir, buscar um diagnóstico da realidade, para a gente poder entender melhor todos os cenários de Santa Catarina.”
A definição oficial das candidaturas dependerá das convenções partidárias, mas o vereador já intensifica agendas pelo Estado, incluindo a região Sul.
Confira entrevista completa
