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Presidente do Sindisaúde afirma em entrevista que acordo não foi totalmente cumprido no Hospital Santa Catarina

Complemento do piso e benefícios foram pagos, mas outras obrigações trabalhistas ainda não foram quitadas

Por Ligado no Sul11/02/2026 09h00
Foto/Divulgação

Santa Catarina viveu dias de apreensão diante da crise enfrentada pelo Hospital Materno-Infantil Santa Catarina, em Criciúma. A unidade, administrada pelo Instituto IDEAS, vinha acumulando atrasos no cumprimento de direitos trabalhistas, o que levou os trabalhadores a realizarem paralisação na última semana. Após mobilização da categoria e atuação do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e Região (Sindisaúde), os depósitos referentes aos direitos em atraso foram realizados e a greve foi encerrada.

Na manhã desta quarta-feira (11), o Jornal da Guarujá conversou com o presidente do Sindisaúde, Cleber Cândido, que detalhou a situação.

Segundo ele, os problemas se intensificaram nos últimos cinco a seis meses. “A gente vem tendo problemas há uns cinco, seis meses já, com questões de atraso em FGTS, atraso em pagamento de férias, de trabalhadores com empréstimos consignados que estão sendo descontados e não estavam sendo repassados para as instituições financeiras, negativando o nome dos trabalhadores”, afirmou.

O presidente também relatou atrasos no complemento do piso salarial e no pagamento de salários. “Agora em janeiro no pagamento de salário também teve atraso e as coisas vêm piorando cada vez mais”, disse.

Diante do cenário, os trabalhadores decidiram paralisar as atividades na semana passada. Conforme Cândido, parte das pendências foi resolvida naquele momento, como o pagamento do complemento do piso, vale-alimentação e vale-transporte. No entanto, outras questões permaneceram em aberto.

“Ficando pendente ainda a questão dos empréstimos consignados, FGTS e férias, que foram prometidas resolver até ontem, mas que ainda continuam pendentes hoje”, declarou durante a entrevista.

O sindicato chegou a convocar novo ato para a manhã desta quarta-feira. “O acordo firmado tem que ser cumprido, mas infelizmente não foi”, afirmou o presidente, acrescentando que a mobilização foi mantida por solicitação dos próprios trabalhadores.

Apesar da insatisfação crescente, o hospital manteve o funcionamento. “A gente sabe que é um hospital importante para a região. Inclusive os trabalhadores queriam até parar os serviços, mas a gente tem que ter uma responsabilidade também, não podemos parar assim a qualquer momento, temos que tentar negociar”, explicou.

Cleber também demonstrou preocupação quanto ao futuro da gestão. “Nós já temos históricos na nossa região de empresas que fizeram a mesma coisa. No final, os trabalhadores saíram com uma mão na frente e outra atrás. Ganha na Justiça, mas não leva, porque não consegue executar os valores”, alertou.

Ele ainda mencionou a responsabilidade do poder público. “A responsabilidade também é dos entes públicos, quando faz o chamamento de licitação e não acompanha o cumprimento dos serviços, por mais que há denúncias”, afirmou.

Segundo o presidente, o IDEAS administra outras unidades no país. “Eles têm muita administração de hospitais e UPAs pelo Brasil todo, ultrapassam aí a 30”, disse, acrescentando que já existem diversas ações trabalhistas contra o instituto. “Nós temos mais de dez ações trabalhistas coletivas contra eles.”

Após a confirmação dos depósitos referentes aos direitos trabalhistas em atraso, a greve foi encerrada. O sindicato, no entanto, afirma que seguirá acompanhando a situação e não descarta novas mobilizações caso os problemas voltem a ocorrer.

Confira entrevista completa

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