Orleans confirma novos focos do Aedes aegypti e inicia vacinação contra a dengue em adolescentes
Entrevista no Jornal da Guarujá reforça vacinação contra a dengue para adolescentes
O município de Orleans confirmou recentemente mais dois focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Os registros ocorreram nos bairros Barro Vermelho e Samuel Sandrini, elevando para quatro o número de focos identificados na cidade.
O tema foi abordado durante entrevista no Jornal da Guarujá, com a participação da coordenadora de Imunização de Orleans, Gileisi Debiasi Ceolin, e do coordenador de Endemias, Luiz Fellipe da Silva Garcia.
De acordo com Luiz Fellipe, o município realiza um trabalho permanente de monitoramento por meio de armadilhas instaladas na área urbana.
“Hoje o município de Orleans possui 109 armadilhas na área urbana. Essas armadilhas são vistoriadas a cada sete dias. A gente faz a inspeção, coleta as larvas e envia para o laboratório da Regional de Saúde, que identifica de que tipo de mosquito se trata”, explicou.
Segundo ele, os focos positivos foram confirmados no bairro Barro Vermelho, no sentido do Rio Novo, e em três pontos do bairro Samuel Sandrini.
“Nesse período é comum aparecer foco porque a temperatura está alta e chove bastante. Isso acaba sendo um ambiente propício para a proliferação do vetor”, afirmou.
Luiz também destacou a atuação dos agentes de endemias após a identificação dos focos.
“É nesse momento que os agentes entram em campo para orientar a população, eliminar criadouros e fazer esse trabalho de varredura, justamente para evitar que o mosquito se espalhe para outros bairros”, completou.
Apesar da confirmação dos focos, não há casos confirmados de dengue no município. A coordenadora de Imunização, Gileisi, reforçou que a prevenção depende diretamente do envolvimento da comunidade.
“A gente sempre fala que a dengue precisa da colaboração da comunidade. São situações simples do dia a dia que, se forem observadas, fazem com que os casos sejam raríssimos”, destacou.
Vacinação contra a dengue
Durante a entrevista, Gileisi também falou sobre a vacinação contra a dengue, que já está disponível para adolescentes de 10 a 14 anos em Orleans.
“A vacina é uma prevenção, mas isso não quer dizer que, se não cuidar do vetor, a doença não vai acontecer”, explicou.
Ela ressaltou que o principal objetivo da imunização é evitar formas graves da doença.
“A vacina tenta prevenir casos graves, hospitalizações e óbitos. Os sintomas da dengue são muito intensos, com muita dor no corpo, dor de cabeça, manchas pelo corpo e, em casos mais graves, até hemorragia”, alertou.
As doses estão disponíveis em todas as salas de vacinação do município, com atendimento das 8h às 11h30 e das 13h às 16h30.
“Esse horário diferenciado é por causa dos cuidados com a rede de frio. A gente precisa seguir esse protocolo para garantir a qualidade da vacina”, explicou Gileisi.
Luiz Fellipe chamou atenção para o risco regional e para a falsa sensação de segurança causada pela vacinação.
“O Aedes aegypti não transmite só dengue, mas também zika e chikungunya. A vacina ajuda, mas a prevenção continua sendo essencial”, afirmou.
Ele destacou ainda a importância das denúncias feitas pela população.
“Muitas vezes o foco não aparece naquela semana epidemiológica. Por isso, a denúncia da população é fundamental para que a gente consiga chegar antes da disseminação do mosquito”, disse.
Segundo o coordenador, o combate à dengue exige um esforço coletivo.
“A dengue é uma doença compartilhada. Não é só com vacina ou só com agente de campo. A população precisa ajudar para que o município não se torne infestado”, concluiu.
A Secretaria de Saúde orienta que a população mantenha os cuidados básicos, elimine recipientes com água parada e procure a unidade de saúde para vacinar adolescentes dentro da faixa etária indicada.
Confira entrevista completa
