Com presença regional, Biovita investe em tecnologia sem abrir mão do cuidado humano
O Jornal da Guarujá recebeu, na manhã desta quarta-feira (4), no estúdio da emissora, Vana Schultz, sócia-proprietária do Laboratório Biovita, para uma entrevista presencial sobre a história do laboratório, os serviços prestados e a expansão das unidades na região Sul de Santa Catarina.
Durante a conversa, Vana destacou as mudanças no perfil da população brasileira ao longo das últimas décadas e como isso impacta diretamente a área da saúde. Segundo ela, os dados mostram uma inversão clara na pirâmide etária. “Há cerca de 30 anos, a gente tinha em torno de 30% da população com menos de 14 anos e apenas 5% acima dos 60. Hoje, esse cenário mudou completamente. Temos menos de 14% de jovens e já estamos chegando perto de 20% de pessoas com mais de 60 anos”, afirmou.
Para a empresária, esse movimento exige uma mudança de mentalidade da população. “As pessoas estão se prevenindo mais, estão se preocupando com qualidade de vida e longevidade, mas acima de tudo com saúde”, disse. Ela também comentou sobre o aumento da expectativa de vida, destacando que as mulheres já alcançam, em média, 80 anos, enquanto os homens chegam a cerca de 73. “O homem ainda é mais desleixado com a saúde, se cuida menos, mas muitas vezes é puxado pela esposa para fazer exames e consultas”, observou.
Vana relacionou esse cenário diretamente aos avanços tecnológicos. “A tecnologia não retrocede. As descobertas vão trazendo mais segurança e mais visibilidade de onde a gente pode chegar”, explicou. Para ela, assim como não faz sentido abrir mão de um carro para voltar a andar a cavalo, o mesmo vale para a evolução da medicina, dos medicamentos, suplementos e exames laboratoriais. “Tudo que se estuda hoje é para que a gente viva mais e viva melhor”, completou.
Ao relembrar o passado, a sócia-proprietária destacou que, nos anos 1980, muitos exames só podiam ser realizados em grandes centros. “Antes, quando precisava fazer uma bateria de exames, não tinha jeito: era Porto Alegre ou Florianópolis. Hoje isso mudou completamente”, afirmou. Segundo ela, atualmente cerca de 90% dos exames realizados pelo Biovita são processados internamente. “A gente não precisa mais enviar para grandes centros, exceto quando falamos de biologia molecular, que exige uma estrutura muito específica”, explicou.
Sobre a terceirização de exames mais complexos, Vana ressaltou que o laboratório adota critérios rigorosos. “Antes de fechar qualquer parceria, a gente faz visita técnica, precisa conhecer quem vai receber a amostra do nosso paciente. Para o paciente, o que importa é receber o que tem de melhor”, disse.
Um dos pontos centrais da entrevista foi o atendimento humanizado, que, segundo Vana, sempre foi um dos pilares do Biovita. “A gente automatizou processos, mas entendeu que não dá para automatizar atendimento. São pessoas”, afirmou. Ela explicou que, embora a qualidade técnica seja obrigação e responsabilidade dos órgãos fiscalizadores, o que o paciente percebe é o acolhimento. “O cliente precisa se sentir acolhido. É por isso que a gente levanta essa bandeira do cuidado humano”, destacou.
De acordo com Vana, o laboratório trabalha para que cada paciente seja tratado como único. “A gente sempre fala nos treinamentos: trate como se fosse o primeiro e o último paciente daquele dia”, disse. Ela reconheceu que nem sempre a experiência é perfeita, mas afirmou que o laboratório mantém pesquisa de opinião e uma equipe de retaguarda no pós-atendimento para acompanhar a jornada do paciente.
A empresária também falou sobre a adaptação do atendimento às diferentes faixas etárias e necessidades específicas. “Cada pessoa tem um comportamento diferente. Tem quem queira rapidez, tem quem queira conversar, tem quem não goste de toque e quem goste”, explicou. No caso de pacientes autistas, Vana ressaltou a importância do contato prévio com a família. “A gente pergunta o que faz sentido para esse paciente: se gosta de silêncio, de música, de desenho. A partir disso, a gente prepara o ambiente”, relatou.
Segundo ela, essa escuta ativa é fundamental. “Não é atender como eu gostaria de ser atendida, é atender como o paciente quer ser atendido”, afirmou. Vana destacou ainda que o laboratório oferece coleta domiciliar e agendamento específico para garantir mais conforto e segurança.
Ao falar sobre a trajetória do Biovita, Vana definiu o principal diferencial do grupo como o inconformismo. “A gente nunca se conformou. Sempre quis algo melhor, diferente, fora do padrão”, disse. Ela relembrou que o laboratório surgiu há 22 anos, fundado por duas jovens recém-formadas, em uma realidade desafiadora. “Desde o começo, a nossa bandeira foi ser diferente”, afirmou.
Atualmente, o Biovita possui unidades em Braço do Norte, Orleans, São Ludgero, Criciúma, Tubarão, Laguna e Grão-Pará, além de parcerias regionais. O grupo também oferece serviços como sala de vacinas, coleta em empresas e laboratório veterinário em Tubarão. “A gente não entrega só exames, a gente entrega uma jornada de cuidado”, concluiu.
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