Vídeo: Cão é baleado, colocado dentro de um saco e abandonado para morrer no Sul de SC
Animal foi encontrado no bairro Santa Líbera, em Forquilhinha, e permanece internado
Após a forte repercussão do caso do cão comunitário Orelha, que foi espancado e deixado para morrer por quatro adolescentes na Praia Brava, em Florianópolis, um novo episódio de extrema violência contra animais voltou a chocar a região Sul de Santa Catarina.
Desta vez, um cão foi encontrado com vida nesta quinta-feira, 29, porém em estado crítico, no antigo lixão localizado no bairro Santa Líbera, no município de Forquilhinha. O animal estava dentro de um saco fechado, descartado em um ponto de reciclagem cercado por mata, local conhecido pelo abandono frequente de cães.
O resgate foi feito pela voluntária da causa animal Jessica Ronchi Donato, moradora do bairro Sangão, em Criciúma, que atua no cuidado e na alimentação de cães abandonados na região. Segundo ela, embora não costume circular com frequência por aquela área, o local é conhecido pelo descarte recorrente de animais.
Na noite anterior ao resgate, por volta das 21h30, Jessica esteve no local para alimentar os cães que vivem nas proximidades.
Ao retornar no dia seguinte para aguardar a chegada de casinhas doadas pela APACRI — Associação Protetora dos Animais de Criciúma, que seriam instaladas para oferecer abrigo aos animais abandonados, percebeu que um dos cães não aparecia e decidiu seguir mais adiante. Ao ouvir o choro do animal, parou o carro em uma área isolada, em meio à mata.
“Eu estava com o pé machucado e não consegui acessar o local. Um homem que passava de moto parou e me ajudou a entrar no mato. Foi ele quem conseguiu retirar o cachorro”, relatou.

O animal foi encontrado dentro de um saco, bastante apático e com sinais de agressão. Ele foi encaminhado imediatamente a uma clínica veterinária. Exames de ultrassom descartaram hemorragia interna abdominal, mas o raio-x revelou fraturas graves no crânio e na mandíbula, causadas por um tiro de chumbinho, com estilhaçamento ósseo na região frontal da cabeça.
Apesar da gravidade, o cão apresentou melhora nas últimas horas. Segundo Jessica, o animal passou a madrugada estável, já se alimentou e está sendo medicado. Novos exames ainda devem ser realizados para acompanhar a evolução do quadro clínico.
“Não é só o Orelha. Temos casos graves acontecendo muito perto da gente, praticamente debaixo do nosso nariz”, alertou a voluntária.
Os custos com internação, exames, medicação e acompanhamento veterinário são elevados. Por isso, Jessica pede apoio da comunidade para ajudar no tratamento do animal. As doações podem ser feitas via PIX, em nome de Jessica Ronchi Donato, pela chave (48) 99616-3567.
Conhecida pelo trabalho voluntário em defesa da causa animal, Jessica reforça que qualquer ajuda é fundamental para garantir a continuidade do atendimento e chama atenção para a recorrência de casos de maus-tratos na região.