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Delegado Ulisses Gabriel detalha investigação sobre morte do cão Orelha na Praia Brava

Por Ligado no Sul29/01/2026 09h30
Foto/Reprodução Internet

O cão comunitário Orelha, de aproximadamente 10 anos, que era cuidado por moradores da Praia Brava, em Florianópolis, morreu após ser vítima de agressões praticadas por um grupo de adolescentes. O caso gerou forte comoção e segue sob investigação da Polícia Civil de Santa Catarina.

Em entrevista ao Jornal da Guarujá, o delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, detalhou o andamento das apurações e os desdobramentos do caso. Segundo ele, a Polícia Civil tomou conhecimento da ocorrência no dia 16 de janeiro, quando surgiram as primeiras informações sobre maus-tratos contra o animal.

“A Polícia Civil iniciou imediatamente o trabalho investigativo e identificou que, do dia 4 para o dia 5 de janeiro, o cão Orelha foi agredido e, em decorrência dessas agressões, acabou morrendo”, afirmou o delegado.

Durante a investigação, a polícia apurou que outro animal, conhecido como Cão Caramelo, também teria sido vítima de violência. De acordo com Ulisses Gabriel, os adolescentes teriam jogado o cão na praia com a intenção de afogá-lo.

“Além do cão Orelha, identificamos que o cão Caramelo também foi alvo de agressões. Eles tentaram afogá-lo, jogando-o na praia”, relatou.

As investigações apontaram ainda que os adolescentes teriam cometido outros atos infracionais, como danos a um quiosque da praia e ofensas contra moradores e frequentadores da comunidade. No decorrer do inquérito, a Polícia Civil identificou que familiares dos adolescentes teriam tentado coagir um vigilante, que presenciou os fatos e realizou a denúncia.

“Dois pais e um tio dos adolescentes constrangeram um guarda vigilante que havia flagrado a situação. Diante disso, instauramos um inquérito por coação no curso do processo”, explicou o delegado.

Esse inquérito foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário, resultando no indiciamento de dois pais e um tio dos adolescentes. Já a investigação específica sobre as agressões aos animais ainda não foi finalizada, pois dois dos adolescentes envolvidos estavam em viagem ao exterior, com retorno previsto para os próximos dias.

“Assim que esses adolescentes retornarem ao Brasil, faremos a oitiva deles para concluir o inquérito e encaminhar a responsabilização ao Judiciário”, destacou Ulisses Gabriel.

Questionado sobre críticas que apontam possível impunidade em casos envolvendo adolescentes de famílias com maior poder aquisitivo, o delegado foi enfático:

“A Polícia Civil não faz distinção de quem é o autor. Já indiciamos autoridades, inclusive um prefeito, por maus-tratos a animais. Quem comete crime será responsabilizado. O julgamento cabe ao Poder Judiciário.”

Ulisses Gabriel também voltou a defender a necessidade de discutir a maioridade penal, afirmando que a legislação atual não acompanha a realidade social.

“Um jovem de 16 ou 17 anos sabe exatamente o que está fazendo, vota e tem responsabilidades. O Estatuto da Criança e do Adolescente é da década de 90 e não reflete mais a realidade atual”, afirmou.

Sobre a existência de imagens que comprovem as agressões ao cão Orelha, o delegado esclareceu que não há vídeo do momento exato da agressão, mas existem testemunhas e outros indícios que sustentam a investigação.

Durante a entrevista, Ulisses Gabriel confirmou ainda que adotou o Cão Caramelo, que sobreviveu às agressões.

“Estamos fazendo a adaptação, porque já tínhamos adotado outro cachorro. Agora estamos cuidando para que os dois convivam bem”, contou.

O caso segue em investigação e deve ter novos desdobramentos com o retorno dos adolescentes ao país.

Confira entrevista completa

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