Para uma melhor experiência neste site, utilize um navegador mais moderno. Clique nas opções abaixo para ir à página de download
Indicamos essas 4 opções:

Google Chrome Opera Mozilla Firefox Microsoft Edge
Ok, estou ciente e quero continuar usando um navegador inferior.

Feminicídios acendem alerta em Santa Catarina: Estado soma 36 casos em 2026

Sul catarinense registra quatro mortes de mulheres em menos de três semanas durante agosto

Por Ligado no Sul24/08/2026 10h30
Foto/Ilustrativa

Em meio às ações do Agosto Lilás, um dado chama a atenção em Santa Catarina: o Estado já contabiliza 36 feminicídios em 2026, segundo levantamento divulgado pela Polícia Civil. O número supera o registrado no mesmo período do ano passado e coloca novamente a violência contra a mulher no centro do debate.

O cenário ganha ainda mais relevância neste mês porque agosto marca os 20 anos da Lei Maria da Penha, considerada um dos principais instrumentos brasileiros de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres. A legislação foi sancionada em 7 de agosto de 2006 e, desde então, passou a estabelecer mecanismos de proteção, prevenção e responsabilização em casos de violência.

Em Santa Catarina, além dos feminicídios, a dimensão da violência pode ser observada pelo número de medidas protetivas solicitadas. Dados do Observatório da Violência Contra a Mulher da Assembleia Legislativa apontam 19.795 pedidos de medidas protetivas entre janeiro e julho de 2026. Em todo o ano de 2025, foram 31.655.

O levantamento estadual mostra que o feminicídio não é um problema restrito aos grandes centros. O Mapa do Feminicídio de Santa Catarina, elaborado pelo Ministério Público de Santa Catarina, reúne informações sobre os locais dos crimes, perfil das vítimas e dos autores, vínculos entre eles, existência de violência anterior e medidas protetivas. A ferramenta também aponta a interiorização dos casos e ajuda a identificar padrões que podem orientar ações de prevenção.

Em apenas 20 dias, entre 3 e 22 de agosto, quatro mulheres morreram em ocorrências classificadas ou investigadas como feminicídio, em Imbituba, Sangão e Criciúma. As vítimas tinham entre 19 e 68 anos.

No dia 3 de agosto, em Imbituba,  Viviany Souza de 47 anos, atacada com golpes de faca dentro da residência onde vivia com o companheiro. O homem, de 63 anos, foi preso. O filho da vítima, de 11 anos, presenciou a agressão e recebeu acompanhamento do Conselho Tutelar. O caso é investigado como feminicídio. 

Em Sangão, no dia 10, o corpo de Joviana Evelyn Iankovski, de 19 anos, foi encontrado dentro da casa do namorado. A jovem havia informado à família que iria até a residência do companheiro e, depois, as mensagens enviadas pelo celular levantaram suspeitas. O namorado, de 21 anos, foi preso e confessou o crime. Laudo apontou asfixia decorrente de constrição cervical.

O terceiro caso ocorreu em Criciúma, no dia 16 de agosto. Luana Mendes Darella, de 29 anos, foi encontrada morta em uma residência no bairro Fábio Silva, com sinais compatíveis com estrangulamento. Ela era mãe de duas crianças, de sete anos e quatro meses, que estavam na casa no momento da ocorrência. A investigação busca esclarecer a autoria e as circunstâncias da morte.

Já na madrugada de 22 de agosto, também em Criciúma, Neide Pavan Vieira, de 68 anos, foi morta a tiros dentro de uma residência no bairro Mina do Toco. No mesmo local, Afonso Becker, de 70 anos, também foi encontrado morto. O principal suspeito pela morte de Neide era o ex-marido dela, que foi localizado morto horas depois em uma área de mata. O caso é investigado como feminicídio e homicídio.

O feminicídio costuma representar o ponto extremo de um ciclo de violência que pode começar com ameaças, controle, agressões psicológicas, perseguição e violência física. Por isso, a identificação dos sinais e a procura por ajuda antes que a situação se agrave são consideradas fundamentais.

Os números estaduais e a sequência de casos registrados no Sul mostram que, mesmo duas décadas após a criação da Lei Maria da Penha, a violência contra a mulher continua sendo um dos principais desafios para a rede de proteção e para as forças de segurança.

Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190 ou pelo 180 que também recebe denúncias e oferece informações sobre os serviços disponíveis para mulheres em situação de violência.

 

 

0
0

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe essa notícia

VER MAIS NOTÍCIAS