SC tem adesão baixa à vacina da gripe e 137 municípios ficam abaixo da meta
Campanha entra na reta final e Secretaria de Saúde alerta para baixa adesão entre grupos prioritários, apesar da alta circulação de vírus respiratórios no estado
Há apenas poucos dias do fim da campanha de vacinação contra a gripe, o cenário em Santa Catarina ainda é de baixa adesão. Apenas um município conseguiu ultrapassar a meta entre os grupos prioritários: São Miguel da Boa Vista, no Extremo Oeste, que superou 93% de cobertura vacinal da população-alvo. Em contrapartida, 137 municípios seguem com índices abaixo de 40%, o que acende um alerta para a Secretaria de Estado da Saúde (SES).
Apesar das dificuldades na imunização, Santa Catarina mantém desempenho superior à média nacional, que está em 35%. A campanha termina no próximo domingo, dia 31, e a preocupação principal é acelerar a vacinação nos últimos dias.
“Reforçamos o pedido para que os municípios façam a busca ativa do público prioritário. Mesmo com o encerramento da campanha, é fundamental que a população continue procurando a vacina. Seguimos mobilizados para que os índices cresçam em todo o estado”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi.
Com a queda das temperaturas e o aumento da circulação de vírus respiratórios, a SES reforça a importância da imunização como principal forma de prevenção contra casos graves da doença. Uma nova remessa com 328 mil doses será distribuída às regiões de saúde nesta semana, ampliando o total recebido pelo estado para mais de 2 milhões de doses.
“Estamos entrando na fase final da campanha de vacinação contra a influenza e, infelizmente, as coberturas estão muito baixas. É importante reforçar que os grupos prioritários se vacinem o quanto antes. Temos observado um aumento dos casos de influenza no estado, além de hospitalizações e óbitos de crianças e idosos. A vacina é fundamental para reduzir os casos graves. Quanto antes as pessoas se vacinarem, mais cedo estarão protegidas”, destacou João Augusto Fuck, diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE).
Até o momento, menos de 40% do público prioritário foi imunizado em Santa Catarina. O grupo inclui idosos, gestantes, crianças pequenas, pessoas com comorbidades e outros perfis considerados mais vulneráveis às complicações da gripe.
Entre os idosos, a cobertura ultrapassa 41%, enquanto entre crianças de 6 meses a menores de 6 anos o índice não chega a 25%. A SES reforça que a baixa adesão aumenta o risco de internações e agravamento de quadros respiratórios neste período do ano.
Mesmo com a campanha na reta final, a orientação é que o público prioritário procure as unidades de saúde. Em 2026, já foram registradas 600 hospitalizações por influenza no estado, além de 125 internações em UTI e 50 mortes, números que reforçam o impacto da doença.
A vacinação faz parte das ações do Governo do Estado para reduzir casos graves, internações e mortes por doenças respiratórias no inverno. Além da imunização, a SES orienta cuidados básicos como higiene das mãos, etiqueta respiratória e isolamento em caso de sintomas gripais.
