Em São Ludgero, governador destaca investimentos em SC, fala sobre a Serra do Corvo Branco e critica demora em obras federais
Jorginho Mello afirmou que Santa Catarina tem cerca de 100 obras de infraestrutura em andamento, anunciou investimentos na SC-108 e voltou a criticar a demora em projetos federais
Durante as comemorações dos 64 anos de emancipação político-administrativa de São Ludgero, na última sexta-feira (13), o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), destacou investimentos do Governo do Estado em infraestrutura, educação, esporte e apoio aos municípios catarinenses.
“Eu tenho um problema bom na vida: estou com muita obra para inaugurar. Só de obras de infraestrutura nós estamos com cem obras. Já inaugurei quase cinquenta e até o dia 4 de outubro termina a temporada de inaugurações”, afirmou.
Segundo Jorginho, os investimentos abrangem diversas regiões do Estado. Como exemplo, ele citou a assinatura da ordem de serviço para a pavimentação da SC-108, em Anitápolis.
“Vou gastar R$ 70 milhões para fazer 12 quilômetros. A empresa já estava lá e a obra começa dentro de aproximadamente 30 dias”, disse.
O governador também ressaltou os investimentos realizados na educação catarinense e elogiou o trabalho da secretária estadual de Educação, Luciane Ceretta e da equipe da pasta.
“A professora Luciane Ceretta tem feito um trabalho na área da educação, recuperando os equipamentos e as escolas, deixando tudo bonito, com ar-condicionado, uniforme e material escolar para os alunos”, declarou.
Apoio aos municípios
Jorginho Mello reforçou sua postura municipalista e destacou a parceria com a administração de São Ludgero.
Ao lado do prefeito Paulo Sérgio Lorenzetti, o Paulinho, o governador afirmou que o Estado tem ampliado os repasses aos municípios.
“Eu gosto muito de ajudar os prefeitos, mas quero que eles correspondam, que trabalhem. O Paulinho tem feito isso com muita propriedade. Por isso sou municipalista. Ajudo os municípios para que possam fazer um grande trabalho”, afirmou.
Segundo o governador, obras e melhorias em espaços públicos do município também receberam recursos estaduais.
“Eles nunca ganharam tanto dinheiro de governo nenhum como estão ganhando no nosso governo. E a gente diz que vai dar o dinheiro e dá, não é só conversa”, acrescentou.
Serra do Corvo Branco deve permanecer fechada
Questionado sobre a possibilidade de liberação do tráfego na Serra do Corvo Branco ainda em julho, Jorginho indicou que a abertura deverá ser adiada para permitir o avanço das obras.
“Eu acho que não. Eu disse ao secretário Ricardo Grando (secretário da infraestrutura e mobilidade) que é melhor não abrir agora para que as frentes de trabalho possam avançar”, explicou.
O governador afirmou que a expectativa é concluir a intervenção até o final do ano.
“Quero inaugurar por volta de dezembro. Vai ser um cartão-postal de Santa Catarina. Estamos fazendo um trabalho que vai deixar a serra muito bonita, algo jamais visto no Corvo Branco”, declarou.
Resposta a João Rodrigues e cobranças a Brasília
Durante a entrevista, Jorginho Mello também foi questionado sobre declarações do prefeito de Chapecó e pré-candidato ao governo do estado pelo PSD, João Rodrigues, que recentemente afirmou que o governador deveria manter uma relação mais próxima com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para viabilizar investimentos federais em Santa Catarina.
Ao responder, Jorginho associou a relação institucional àquilo que considera compromisso com o Estado e com o país.
“Eu tenho relação com quem é sério, com quem trabalha, com quem honra o Brasil. Aí eu tenho relação”, afirmou.
Na sequência, o governador voltou a defender a atuação do Estado na execução de obras consideradas estratégicas e criticou a condução de projetos federais em Santa Catarina.
“Eu tenho trabalhado muito pra fazer os deveres de casa em Santa Catarina. Já fiz obras federais com dinheiro do Estado. Fizemos o trevo Antônio Heil, em Itajaí, fizemos o trevo de Maravilha e estamos atuando em várias frentes porque Santa Catarina não pode ficar esperando.”
Jorginho também retomou as críticas à demora em soluções para o Morro dos Cavalos e às discussões envolvendo concessões rodoviárias federais.
“Quando chove eu sempre fico preocupado com o Morro dos Cavalos. Aquilo ali, hora por hora desce um pedaço do barranco”, afirmou.
Jorginho Mello disse que o Governo do Estado chegou a apresentar uma proposta para executar uma intervenção no local com recursos estaduais, mas que a iniciativa não foi aceita pelo Governo Federal.
“Ofereci ao Governo Federal, ao Renan Filho, para fazer aquela obra no valor de R$ 300 milhões. Não aceitaram”, declarou.
O governador criticou a alternativa defendida pelo governo federal, que prevê a construção de túneis no trecho.
“Querem fazer os túneis de R$ 1,5 bilhão cada um. Mas então começa, não fica mentindo”, disparou.
Na avaliação de Jorginho, a população catarinense aguarda há anos por uma solução definitiva para o problema, enquanto os projetos seguem sem sair do papel.
O governador também comentou o processo de concessão da BR-101 Sul.
“Agora tem que passar para a Motiva que ganhou o pedágio do Sul, . tem que tirar da Arteris e dar para a Motiva, mas não fizeram nem o contrato da Arteris ainda e já vão repactuar o pedágio. Quanto é que vai custar o pedágio? Então é muita conversa e pouco serviço”, criticou.
Durante a entrevista, o governador reforçou que Santa Catarina contribui significativamente para a arrecadação federal, mas continua aguardando investimentos considerados essenciais em áreas como rodovias, ferrovias e logística.
“O nosso estado entrega muito para Brasília e recebe pouco”, concluiu.
