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31ª sessão da Câmara de Orleans tem debates acalorados sobre obras, educação e serviços públicos

Vereadores discutem problemas antigos e atuais, incluindo infiltrações na Casa Rosa, buracos nas ruas, iluminação pública e queda no IDEB

Por Ligado no Sul18/08/2026 10h26
Fotos/Redação

A 31ª sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Orleans foi marcada por debates acalorados entre os parlamentares, com discussões sobre problemas de infraestrutura, serviços públicos e educação. Ao longo da sessão, parte dos pronunciamentos acabou concentrada na responsabilidade por situações que começaram em administrações anteriores, mas que permanecem como demandas para o atual governo municipal.

Uma das questões levantadas foi apresentada pela vereadora Marlise Zomer (PSDB), que fez uma indicação para que o Executivo percorra as ruas do município e verifique a situação dos buracos e de outros problemas de infraestrutura. A parlamentar também solicitou atenção para as pedras que estão desbarrancando na comunidade de Ponte Preta.

Os pedidos provocaram discussões sobre a origem dos problemas e sobre quem deve assumir a responsabilidade pela solução. Em meio ao debate, os vereadores questionaram até que ponto situações deixadas por gestões anteriores devem continuar sendo utilizadas como justificativa para problemas que permanecem atualmente.

Infiltrações preocupam Rede Feminina

Outro tema que ganhou destaque foi a situação da Casa Rosa, sede da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Orleans. O vereador Joel Cavanholi (PL) levou à tribuna informações sobre problemas de infiltração no imóvel, que, segundo ele, persistem desde a implantação da obra.

De acordo com o vereador, as chuvas recentes agravaram a situação e atingiram móveis, equipamentos e parte da estrutura da entidade. Ele destacou que os móveis planejados adquiridos pela Rede Feminina custaram cerca de R$ 118 mil na época da compra e que há equipamentos de alto valor no local.

“Não é uma questão agora de defender quem fez ou quem deixou de fazer. É a questão de que nós temos que arrumar o telhado. É essa a solução disso.”

Joel afirmou que já conversou com o prefeito Fernando Cruzetta (PP) sobre o problema e que o município está realizando os encaminhamentos necessários para buscar uma solução. Segundo ele, será necessário elaborar o projeto, cumprir os procedimentos legais e realizar o processo licitatório para a execução dos serviços.

O vereador também ressaltou que a Rede Feminina não pode interromper as atividades enquanto o problema estrutural é resolvido.

“Nós não estamos aqui para relatar o problema. Agora nós temos que trazer solução e buscar a solução.”

A situação já havia sido apresentada anteriormente pela vereadora Mirele Debiasi (PSDB), que informou ter encaminhado um ofício ao Executivo em novembro de 2025, acompanhado de fotos e informações sobre os pontos de infiltração. Segundo a vereadora, durante a administração anterior, a empresa responsável pela obra chegou a ser acionada e realizou intervenções no imóvel, mas os problemas teriam continuado.

Ainda conforme informações apresentadas na Câmara, a empresa responsável pela obra teria decretado falência.

A discussão voltou a colocar em evidência a necessidade de manutenção e fiscalização das obras públicas. Apesar das divergências sobre quando e como os problemas começaram, os parlamentares convergiram na necessidade de buscar uma solução para evitar novos danos à estrutura, aos móveis e aos equipamentos da entidade.

Projeto de inclusão é aprovado

Durante a sessão, também foi aprovado o Projeto de Lei nº 013, apresentado pelo vereador Joel Cavanholi, relacionado à inclusão e à acessibilidade de crianças com deficiência.

O parlamentar destacou que a proposta busca ampliar a inclusão para além dos ambientes familiar e escolar, contemplando também espaços de lazer e convivência.

“Todos têm os seus direitos, todos têm os seus deveres. Acho que é dever nosso, como legislador, aprimorar e dar garantia a essas famílias e, principalmente, às nossas crianças.”

IDEB entra no debate

A educação municipal também foi tema de discussão. O vereador Dovagner Baschirotto (MDB) chamou atenção para os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), especialmente nas séries iniciais.

Segundo os dados apresentados pelo parlamentar, o índice teria passado de 6,8 para 6,4 nessa etapa. Dovagner  ressaltou, porém, que os resultados apresentaram comportamentos diferentes conforme a etapa de ensino e que a avaliação considera períodos distintos de gestão.

“A avaliação é feita de dois em dois anos. Então ela pegou, pelo que eu entendo, o último ano do governo anterior e o primeiro ano desse atual governo.”

Para o vereador, cabe à Secretaria Municipal de Educação analisar os números e estabelecer medidas para melhorar os indicadores.

Iluminação pública também é questionada

O vereador ainda levou à tribuna reclamações relacionadas à iluminação pública. Segundo ele, existem registros de moradores que já procuraram a Prefeitura para solicitar reparos, principalmente em comunidades do interior.

O vereador citou também situações na área central, como uma lâmpada que, segundo ele, estaria acesa durante meses na Rua Martinho Gazolla.

Outro ponto questionado foi a utilização de um caminhão destinado à manutenção da iluminação pública para atividades diferentes daquelas relacionadas ao serviço. Dovagner defendeu que o município avalie a estrutura utilizada atualmente para atender às demandas.

Debate sobre responsabilidade

A sessão também foi marcada por críticas à forma como os problemas municipais são discutidos entre situação e oposição. Em diferentes momentos, os vereadores fizeram referências a obras e problemas deixados por administrações anteriores e cobraram providências da atual gestão.

Dovagner defendeu que a fiscalização das obras públicas precisa ser contínua, independentemente de quem esteja à frente do Executivo.

“A fiscalização do governo anterior é a mesma fiscalização do governo atual. O que mudou foi o gestor da pasta, quem está lá no Executivo.”

O vereador também criticou a repetição de justificativas baseadas em problemas herdados e afirmou que indicações e requerimentos precisam resultar em providências concretas.

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