Para uma melhor experiência neste site, utilize um navegador mais moderno. Clique nas opções abaixo para ir à página de download
Indicamos essas 4 opções:

Google Chrome Opera Mozilla Firefox Microsoft Edge
Ok, estou ciente e quero continuar usando um navegador inferior.

Vereadora Mirele Debiasi contesta críticas sobre fiscalização da obra da Casa Rosa

Mirele afirma que Prefeitura e empresa responsável foram acionadas diversas vezes para tentar solucionar as infiltrações

Por Ligado no Sul19/08/2026 12h00
Foto/Redação

A situação do telhado da sede da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Orleans voltou a ser discutida na Câmara de Vereadores durante a sessão da última segunda-feira (17). Inaugurada há aproximadamente três anos, durante a gestão do ex-prefeito Jorge Koch (MDB), a Casa Rosa apresenta problemas de goteiras e infiltrações em alguns ambientes, principalmente durante períodos de chuva acompanhada de vento.

O assunto foi levantado pelo vereador Joel Cavanholi (PL), que demonstrou preocupação com possíveis danos aos móveis planejados da entidade, avaliados em mais de R$ 100 mil, além dos equipamentos utilizados nos atendimentos.

Durante a discussão, a vereadora Mirele Debiasi (PSDB) afirmou que o problema existe, mas contestou a informação de que a obra não teria sido fiscalizada ou que nenhuma providência teria sido tomada pela administração anterior.

Em entrevista ao Jornal da Guarujá na manhã desta quarta-feira (19), Mirele afirmou que a Rede Feminina procurou a Prefeitura e a empresa responsável em diferentes momentos.

“A obra da Rede Feminina, após concluída, apresentou alguns problemas quando chove, principalmente na chuva que está tendo agora, com vento. Alguns cômodos da Rede Feminina, algumas salas estão com vazamento. Porém, muitas partes da fala dele são inverdades. Sempre que a Rede Feminina procurou a antiga administração para falar sobre o problema, nós fomos recebidos. A gente tem as atas disso. Engenheiros da Prefeitura foram, engenheiros da empresa foram e a gente tem também uma arquiteta voluntária, que está 100% à disposição.”

Segundo a vereadora, foram feitas diversas tentativas para solucionar os vazamentos, incluindo impermeabilização, troca e adequação de calhas, substituição de telhas e reparos pontuais.

“Foi feita impermeabilização das telhas. Depois continuou ainda chovendo, foi trocada a calha porque viram que não tinha vazão quando tinha um volume muito grande de chuva. Depois foram trocadas as telhas. Teve até a contratação de pedreiros particulares e foram várias tentativas paliativas. Mas nessa última chuva, novamente, com o vento, teve vazamento.”

Apesar das intervenções, o problema voltou a aparecer. Mirele avalia que pode existir uma questão estrutural que ainda precisa ser identificada.

“Talvez seja um problema maior, até de um ângulo de telhado. Mas falta de fiscalização não foi.”

Atual administração também tem conhecimento

Mirele também afirmou que a atual administração municipal foi informada sobre os problemas. Segundo ela, um relatório com fotos, atas e informações sobre as providências tomadas ao longo dos últimos anos foi entregue ao prefeito Fernando Cruzetta.

“No ano passado, no dia 23 de novembro, inclusive, foi entregue novamente ao prefeito Fernando um relatório de tudo que tem sido feito nesses últimos três anos, com atas, datas de reuniões desde o governo Jorge. Foi entregue tudo à Prefeitura. E mês passado, oito voluntárias da Rede Feminina estiveram novamente na Prefeitura para pedir um socorro, porque a gente está aí com essa previsão de chuvas.”

A empresa responsável pela obra, segundo Mirele, decretou falência. Ela também explicou que a contratação ocorreu por meio de processo licitatório e que, após os problemas, a empresa ficou impedida de participar de novas licitações no município.

“A empresa que fez a obra decretou falência. Quando começaram esses problemas com a Rede Feminina, o jurídico da Prefeitura entrou em contato com a empresa. Ela ficou impossibilitada de fazer e participar de outras obras no município.”

Casa Rosa foi construída com mais de R$ 500 mil

Mirele também relembrou a trajetória para viabilizar a construção da sede própria da Rede Feminina. Segundo ela, antes de ser vereadora, já atuava como voluntária e presidiu a entidade. A construção da sede contou com mais de R$ 500 mil em recursos e apoio do deputado Marcos Vieira.

“Eu faço parte da Rede Feminina há muitos anos, muito antes de ser vereadora. Fui presidente da Rede Feminina e, na época, a gente escutava muito das voluntárias que queria ter um cantinho, ter a nossa casa. Eu me elegi vereadora e já no meu primeiro mandato a meta era construir a Casa Rosa. Tive um grande apoio do deputado Marcos Vieira, que foi quem mandou todo o recurso para essa obra.”

Para Mirele, apesar da discussão sobre responsabilidades, a prioridade agora deve ser encontrar uma solução para o problema e garantir a continuidade dos atendimentos realizados pela entidade.

“Não vai ser um problema no telhado que vai fazer com que a gente tenha que fechar a porta. A gente tem que resolver, porque a Casa Rosa é uma estrutura que poucos municípios têm. É uma sede própria da Rede Feminina e a gente tem que resolver essa situação e deixar um pouco essa discussão política de lado. Vamos resolver e tem que ser assim.”

Confira entrevista completa

0
0

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe essa notícia

VER MAIS NOTÍCIAS