Rede de Proteção à Vida retoma atividades em Criciúma
Iniciativa busca fortalecer a integração entre instituições e alinhar ações de prevenção ao suicídio, acolhimento e valorização da vida
A Rede de Proteção à Vida (RPV) está retomando suas atividades em Criciúma com o objetivo de fortalecer a articulação entre instituições que atuam na prevenção ao suicídio, no acolhimento e na valorização da vida. A nova etapa busca reunir novamente entidades de diferentes áreas, alinhar ações conjuntas e ampliar a participação de profissionais e voluntários.
A retomada será marcada por uma reunião geral, no dia 19 de agosto, na Associação Empresarial de Criciúma (Acic), com representantes das instituições parceiras, que terá como objetivo fortalecer a integração do movimento e definir os próximos encaminhamentos para as ações conjuntas de prevenção, acolhimento e valorização da vida. A proposta é reunir instituições da saúde, segurança, educação, assistência, atendimento de emergência, organizações religiosas e demais entidades que atuam na área.
“É uma recomposição e uma reestruturação da rede. Muitas pessoas que participavam anteriormente saíram, mudaram de endereço ou tiveram mudanças nas instituições que representavam. Então, precisamos reunir novamente todos esses atores para que a rede volte a funcionar de maneira integrada”, explica Almir Fernandes, coordenador do projeto.
Além disso, estão previstas ações de capacitação e a participação de voluntários em atividades como palestras e apoio às iniciativas da RPV. A proposta não é que a Rede de Proteção à Vida preste atendimento diretamente, mas que reúna e articule as entidades responsáveis pelos serviços, fortalecendo a capacitação das equipes, ampliando a participação de voluntários e facilitando o acesso da população aos serviços existentes.

História
A RPV tem uma trajetória que começou entre os anos de 2011 e 2012, a partir da mobilização de instituições diante do aumento dos casos de suicídio na região da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec). Em 2013, o movimento ganhou força com a campanha Criciúma Viva e, no ano seguinte, foi criada oficialmente a Rede de Proteção à Vida.
A experiência também antecedeu a chegada do movimento Setembro Amarelo ao Brasil, em 2015, consolidando a cidade como um dos municípios que já trabalhavam a temática antes da campanha nacional ganhar força. Com as mudanças ocorridas ao longo dos anos, a RPV inicia agora um processo de recomposição de seus integrantes.


