Agora que São Elas destaca mulheres influentes e reconhece trajetória de Regiane Volpato em Orleans
Ser reconhecida entre as mulheres mais influentes de Orleans foi um momento de emoção e reflexão para Regiane Volpato, de 47 anos. A homenagem ocorreu durante a 5ª edição do Agora que São Elas, promovido pela Rádio Guarujá, realizada no dia 30 de março. O evento tem como objetivo destacar e valorizar mulheres influentes de diferentes municípios da região Sul catarinense.
Mãe do Pedro, de 8 anos, e atuante na causa do autismo, Regiane descreve a homenagem como um marco profundamente simbólico em sua trajetória pessoal e profissional.
Regiane revelou que o reconhecimento ainda está sendo assimilado. “Foi algo que eu ainda, por vezes, fico pensando e processando no coração. Receber essa homenagem mexeu comigo de uma forma muito profunda”, afirmou. Segundo ela, o momento representou mais do que uma celebração: foi uma oportunidade de revisitar sua própria história. “Não foi só um momento bonito, foi um momento de significado, de olhar para trás e lembrar de tudo que a gente já viveu, de cada desafio, de cada lágrima, de cada oração feita em silêncio”, completou.
Apesar da relevância da homenagem, Regiane destaca que não esperava estar entre as escolhidas. “Sendo bem sincera, eu não imaginava estar entre as escolhidas, nunca nem nos meus melhores sonhos imaginei ter esse reconhecimento”, disse. Para ela, o foco sempre esteve no trabalho e no propósito, e não na visibilidade. “A gente por vezes fica tão focada em fazer as coisas acontecerem, em cuidar, em acolher, que nem sobra espaço para pensar em reconhecimento. Eu nunca fiz nada esperando isso”, ressaltou.
Filha de Celso e Anadir Volpato, Regiane possui uma sólida formação acadêmica. É formada em Administração de Empresas pela UNISUL, tem pós-graduação em Marketing pela UFRGS e também formação em Direito pelo UNIBAVE. Na vida profissional, atua na área administrativa da empresa da família, a Madereira Volpato, dando continuidade a um legado construído com trabalho e valores familiares.
No entanto, foi a maternidade que redefiniu seus caminhos. A partir da vivência como mãe atípica, encontrou um novo propósito: lutar por mais compreensão, respeito e oportunidades para crianças com autismo. Esse engajamento resultou na criação da Associação Pró Autismo de Orleans (APA), da qual é membro fundadora e atual presidente.
À frente da entidade, tem se dedicado à criação de projetos, ampliação de atendimentos e iniciativas voltadas à inclusão, autonomia e dignidade de pessoas com autismo e suas famílias.
Ao relembrar o momento em que teve seu nome anunciado, Regiane destacou o caráter coletivo da conquista. “Quando eu ouvi meu nome, passou um filme na minha cabeça, e ali eu tive uma certeza muito forte: isso não é só meu. É de muita gente”, afirmou. Ela reforça que o reconhecimento também pertence às famílias e às pessoas que fizeram parte de sua caminhada. “É de cada mãe que confiou, de cada criança que nos ensina tanto, de cada pessoa que caminhou comigo até aqui acreditando nesse propósito.”
- Foto/ Ana Rocha
- Foto/Ana Rocha
- Foto/ Ana Rocha
- Foto/Ana Rocha
A experiência, segundo ela, teve também um significado espiritual. “Foi uma experiência linda, mas, acima de tudo, foi um abraço de Deus no meu coração. Foi como se Deus dissesse assim: ‘eu estou vendo tudo, segue firme’”, relatou.
Com o reconhecimento, Regiane afirma que o compromisso com a causa se fortalece ainda mais. “Eu saí de lá com o coração transbordando, com muita gratidão, e ainda mais comprometida com tudo aquilo que eu acredito”, disse.
Para ela, a essência do trabalho permanece a mesma: “No fim, o que realmente importa é isso: fazer com amor, servir com propósito e confiar que Deus cuida do resto”.

Foto/Studio Debiasi



