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Ligado no Sul
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Saúde de Cocal do Sul acompanha caso de esporotricose e reforça orientações à população

Por Ligado no Sul04/02/2026 12h00
Foto/Assessoria de Comunicação Prefeitura de Cocal do Sul

A Secretaria de Saúde de Cocal do Sul acompanha e monitora um caso de esporotricose confirmado no município. O paciente teve contato direto com um animal que estava em tratamento, está em acompanhamento médico, utiliza medicação antifúngica fornecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e apresenta boa evolução clínica. Até o momento, não há outros casos suspeitos em humanos.

Segundo a secretária de Saúde, Giovana Galato, a situação está sob controle e vem sendo monitorada pelas equipes da Vigilância Epidemiológica. A pasta reforça que a doença não é transmitida de pessoa para pessoa e que os riscos podem ser reduzidos com cuidados simples no dia a dia.

De acordo com a Vigilância Epidemiológica de Cocal do Sul, nos últimos meses, 17 gatos foram avaliados no município por suspeita da doença. Desses, 11 tiveram diagnóstico positivo. A maioria dos animais está na fase final do tratamento ou já concluiu o acompanhamento, com regressão das lesões e sem novos episódios. Outros animais avaliados tiveram resultado negativo ou não apresentaram lesões compatíveis para a realização de exames.

Segundo a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, enfermeira Gilmara Corrêa Viel, a esporotricose não é considerada uma doença grave, mas exige atenção.

“A infecção ocorre principalmente pelo contato do fungo com a pele ou mucosa. Por isso, ao manusear animais com suspeita ou confirmação da doença, é fundamental o uso de luvas. O mesmo cuidado deve ser adotado em atividades como jardinagem, hortas e limpeza de quintais”, orienta.

Ainda conforme Gilmara, em casos de arranhaduras ou mordidas por animais suspeitos, a recomendação é lavar imediatamente o ferimento com água e sabão e procurar atendimento médico.

“Tanto o animal quanto a pessoa iniciam o tratamento com antifúngico logo após a suspeita. É um tratamento mais prolongado, mas apresenta bons resultados quando seguido corretamente”, explica.

A médica responsável técnica da Secretaria Municipal de Saúde, Lílian Jocken Stange, reforça a importância da atenção aos sinais. “Segundo o acompanhamento realizado, tivemos um caso confirmado em humano após contato com animal em tratamento. Ao perceber lesões na pele que não cicatrizam, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde para avaliação”, destaca.

A esporotricose é uma micose causada por fungos presentes no solo, em plantas, madeira e matéria orgânica. A transmissão ocorre quando o fungo entra em contato com a pele ou mucosas, principalmente por meio de ferimentos, arranhões ou mordidas de animais infectados, além de atividades como jardinagem sem o uso de luvas de proteção.

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Com presença regional, Biovita investe em tecnologia sem abrir mão do cuidado humano

Por Ligado no Sul04/02/2026 11h40
Foto/Redação

O Jornal da Guarujá recebeu, na manhã desta quarta-feira (4), no estúdio da emissora, Vana Schultz, sócia-proprietária do Laboratório Biovita, para uma entrevista presencial sobre a história do laboratório, os serviços prestados e a expansão das unidades na região Sul de Santa Catarina.

Durante a conversa, Vana destacou as mudanças no perfil da população brasileira ao longo das últimas décadas e como isso impacta diretamente a área da saúde. Segundo ela, os dados mostram uma inversão clara na pirâmide etária. “Há cerca de 30 anos, a gente tinha em torno de 30% da população com menos de 14 anos e apenas 5% acima dos 60. Hoje, esse cenário mudou completamente. Temos menos de 14% de jovens e já estamos chegando perto de 20% de pessoas com mais de 60 anos”, afirmou.

Para a empresária, esse movimento exige uma mudança de mentalidade da população. “As pessoas estão se prevenindo mais, estão se preocupando com qualidade de vida e longevidade, mas acima de tudo com saúde”, disse. Ela também comentou sobre o aumento da expectativa de vida, destacando que as mulheres já alcançam, em média, 80 anos, enquanto os homens chegam a cerca de 73. “O homem ainda é mais desleixado com a saúde, se cuida menos, mas muitas vezes é puxado pela esposa para fazer exames e consultas”, observou.

Vana relacionou esse cenário diretamente aos avanços tecnológicos. “A tecnologia não retrocede. As descobertas vão trazendo mais segurança e mais visibilidade de onde a gente pode chegar”, explicou. Para ela, assim como não faz sentido abrir mão de um carro para voltar a andar a cavalo, o mesmo vale para a evolução da medicina, dos medicamentos, suplementos e exames laboratoriais. “Tudo que se estuda hoje é para que a gente viva mais e viva melhor”, completou.

Ao relembrar o passado, a sócia-proprietária destacou que, nos anos 1980, muitos exames só podiam ser realizados em grandes centros. “Antes, quando precisava fazer uma bateria de exames, não tinha jeito: era Porto Alegre ou Florianópolis. Hoje isso mudou completamente”, afirmou. Segundo ela, atualmente cerca de 90% dos exames realizados pelo Biovita são processados internamente. “A gente não precisa mais enviar para grandes centros, exceto quando falamos de biologia molecular, que exige uma estrutura muito específica”, explicou.

Sobre a terceirização de exames mais complexos, Vana ressaltou que o laboratório adota critérios rigorosos. “Antes de fechar qualquer parceria, a gente faz visita técnica, precisa conhecer quem vai receber a amostra do nosso paciente. Para o paciente, o que importa é receber o que tem de melhor”, disse.

Um dos pontos centrais da entrevista foi o atendimento humanizado, que, segundo Vana, sempre foi um dos pilares do Biovita. “A gente automatizou processos, mas entendeu que não dá para automatizar atendimento. São pessoas”, afirmou. Ela explicou que, embora a qualidade técnica seja obrigação e responsabilidade dos órgãos fiscalizadores, o que o paciente percebe é o acolhimento. “O cliente precisa se sentir acolhido. É por isso que a gente levanta essa bandeira do cuidado humano”, destacou.

De acordo com Vana, o laboratório trabalha para que cada paciente seja tratado como único. “A gente sempre fala nos treinamentos: trate como se fosse o primeiro e o último paciente daquele dia”, disse. Ela reconheceu que nem sempre a experiência é perfeita, mas afirmou que o laboratório mantém pesquisa de opinião e uma equipe de retaguarda no pós-atendimento para acompanhar a jornada do paciente.

A empresária também falou sobre a adaptação do atendimento às diferentes faixas etárias e necessidades específicas. “Cada pessoa tem um comportamento diferente. Tem quem queira rapidez, tem quem queira conversar, tem quem não goste de toque e quem goste”, explicou. No caso de pacientes autistas, Vana ressaltou a importância do contato prévio com a família. “A gente pergunta o que faz sentido para esse paciente: se gosta de silêncio, de música, de desenho. A partir disso, a gente prepara o ambiente”, relatou.

Segundo ela, essa escuta ativa é fundamental. “Não é atender como eu gostaria de ser atendida, é atender como o paciente quer ser atendido”, afirmou. Vana destacou ainda que o laboratório oferece coleta domiciliar e agendamento específico para garantir mais conforto e segurança.

Ao falar sobre a trajetória do Biovita, Vana definiu o principal diferencial do grupo como o inconformismo. “A gente nunca se conformou. Sempre quis algo melhor, diferente, fora do padrão”, disse. Ela relembrou que o laboratório surgiu há 22 anos, fundado por duas jovens recém-formadas, em uma realidade desafiadora. “Desde o começo, a nossa bandeira foi ser diferente”, afirmou.

Atualmente, o Biovita possui unidades em Braço do Norte, Orleans, São Ludgero, Criciúma, Tubarão, Laguna e Grão-Pará, além de parcerias regionais. O grupo também oferece serviços como sala de vacinas, coleta em empresas e laboratório veterinário em Tubarão. “A gente não entrega só exames, a gente entrega uma jornada de cuidado”, concluiu.

Confira entrevista completa

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Reforço em ações de prevenção garante semana sem mortes por afogamento nas praias de Santa Catarina

Por Ligado no Sul04/02/2026 11h00
Foto: Roberto Zacarias / SECOM

O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) registrou um feito inédito na Operação Verão 2025/2026. O período entre 27 de janeiro e 2 de fevereiro terminou sem nenhum afogamento e sem mortes nas praias, algo que não acontecia desde 2022.

Nos anos anteriores, o mesmo intervalo acumulava casos mais graves. Em 2023, foram quatro afogamentos com recuperação e uma morte. Em 2024, houve um afogamento com recuperação e um óbito. Já em 2025, o período registrou dois afogamentos com recuperação e duas mortes, ambas em praias não guarnecidas por guarda-vidas. Em 2026, o cenário foi diferente: zero ocorrências graves nas áreas monitoradas e nenhuma vítima fatal nas praias.

Segundo o CBMSC, o resultado é reflexo do reforço nas ações preventivas, da ampliação das orientações aos banhistas e da presença constante de guarda-vidas nos pontos de maior movimento, especialmente em dias de mar agitado e grande fluxo de turistas.

Prevenção Recorde

Entre 15 de dezembro de 2025 e o início de fevereiro de 2026, o CBMSC ultrapassou a marca de 10 milhões de intervenções preventivas, incluindo orientações diretas aos banhistas, sinalização de correntes de retorno e alertas sonoros. No mesmo período da temporada anterior, foram 9 milhões de ações, um aumento de 11% na presença ativa de prevenção – reflexo direto na redução de ocorrências graves.

O raio-X da temporada

Mesmo com a semana histórica nas praias, o balanço geral da temporada aponta onde o risco está concentrado:

Temporada 2025/2026 (até 2 de fevereiro)

50 afogamentos com recuperação em praias
5 afogamentos com recuperação em água doce
2.139 salvamentos totais
10 mortes em praias (6 em áreas não guarnecidas)
10 mortes em água doce (100% em locais sem guarda-vidas)

Temporada 2024/2025 (mesmo período)

57 afogamentos com recuperação em praias
9 em água doce
2.848 salvamentos totais
14 mortes em praias (11 sem guarda-vidas)
9 mortes em água doce (todas sem cobertura)

O comparativo mostra queda nas mortes em praias (de 14 para 10) e redução expressiva no número de salvamentos, indicando que a prevenção está impedindo que o banhista entre em situação de risco. Os dados também revelam um padrão claro: a maioria das mortes acontece onde não há guarda-vidas. Nesta temporada, 60% dos óbitos nas praias e 100% das mortes em água doce ocorreram em áreas sem monitoramento.

“A marca que vivemos agora é resultado direto de estratégia e presença, por isso é fundamental que o banhista escolha a área protegida. Respeitar a sinalização e procurar um posto de guarda-vidas reduz drasticamente o risco de uma ocorrência grave”, concluiu o comandante-geral do CBMSC, Fabiano de Souza.

Números da Operação Estação Verão

Na última semana, entre os dias 27 de janeiro e 2 de fevereiro, foram 201 salvamentos e 716 mil ações preventivas das equipes de guarda-vidas civil e militar. Dos salvamentos, apenas a água doce registrou três afogamentos com recuperação. Não houve nenhum caso nas praias. Tampouco houve óbitos no período.

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Polícia Civil conclui investigação sobre morte do Cão Orelha e maus-tratos ao Cão Caramelo e pede internação de adolescente

Por Ligado no Sul04/02/2026 10h30
Imagem/PCSC

A Polícia Civil de Santa Catarina finalizou, nesta terça-feira, 3, a investigação sobre a morte do Cão Orelha e maus-tratos ao Cão Caramelo, em Florianópolis. Para chegar à autoria dos crimes, foi montada uma força-tarefa que envolveu as forças de segurança do Estado. Quatro adolescentes foram representados pelo caso Caramelo e um adolescente teve o pedido de internação no caso Orelha. Além disso, no caso Orelha, foram indiciados três adultos por coação a testemunha. As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (DEACLE) e pela Delegacia de Proteção Animal (DPA), ambas da Capital.

O Cão Comunitário Orelha foi atacado na madrugada do dia 4 de janeiro, por volta das 5h30 da manhã, na Praia Brava, no Norte da Ilha. De acordo com os laudos da Polícia Científica, ele sofreu uma pancada contundente na cabeça, que pode ter sido por um chute ou algum objeto rígido, como um pedaço de madeira ou uma garrafa. No dia seguinte, Orelha foi resgatado por populares e morreu em uma clínica veterinária por conta dos ferimentos.

Para chegar ao autor do crime, a Polícia Civil analisou mais de 1 mil horas de filmagens na região, em 14 equipamentos que captaram imagens. Foram 24 testemunhas ouvidas, 8 adolescentes suspeitos investigados, além de provas como a roupa utilizada pelo autor do crime, que foi registrada em filmagens. Um software francês obtido pela Polícia também analisou a localização do responsável durante o ataque fatal ao Cão Orelha.

O desenrolar dos fatos começou às 5h25 da manhã, quando o adolescente saiu do condomínio na Praia Brava. Às 5h58 da manhã, ele retornou para o condomínio com uma amiga feminina. Esse foi um dos pontos de contradição em seu depoimento. O adolescente não sabia que a Polícia possuía as imagens dele saindo do local e disse que havia ficado dentro do condomínio, na piscina. Além das imagens, testemunhas e outras provas também comprovaram que ele estava fora do condomínio.

O adolescente viajou para fora do Brasil no mesmo dia em que a Polícia Civil teve conhecimento de quem eram os suspeitos do caso e ficou no Exterior até o dia 29 de janeiro. No retorno, ele foi interceptado pela Polícia ao chegar no aeroporto.

Naquele momento, um familiar tentou esconder um boné rosa que estava em posse do adolescente, além de um moletom, que também foram peças importantes na investigação. Além disso, o familiar do autor tentou justificar a compra do moletom na viagem, mas o próprio adolescente admitiu que já possuía a peça, que foi utilizada no dia do crime.

Durante a investigação, a Polícia Civil teve o desafio de evitar vazamentos sobre o que estava sendo apurado. Como se tratava de um adolescente fora do País, ele poderia empreender fuga ou descartar elementos que comprovaram a autoria, como o celular.

A investigação seguiu o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e foi concluída após o depoimento do autor, durante esta semana. Diante dos elementos e provas, a Polícia Civil finalizou os procedimentos policiais dos casos Orelha e Caramelo e encaminhou para apreciação do Ministério Público e Judiciário. Por conta da gravidade do caso Orelha, a Polícia pediu a internação do adolescente, que é equivalente a uma prisão de adulto.
Ainda, com a conclusão da extração e análise dos dados dos celulares apreendidos, serão corroborados elementos probatórios já obtidos, bem como levantadas eventuais outras informações sobre o caso.

Confira informações sobre a investigação no INFOGRÁFICO.

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