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Ana Maria Dalsasso Educação
É Professora de Comunicação. Formada em LETRAS – Português/Inglês e respectivas Literaturas, Pós-graduada em Metodologia do Ensino pela Universidade Federal de SC - UFSC, cursou a primeira parte do Doutorado em Educação pela Universidade de Jáen na Espanha, porém não concluiu. Atua na área da Educação há mais de quarenta anos. Em sua trajetória profissional, além de ministrar aulas, exerceu a função de Diretora de Escola Pública, Coordenadora Pedagógica da Escola Barriga Verde, Pró-Reitora de Ensino de Graduação do UNIBAVE/ Orleans. Dedica parte de seu tempo livre com trabalhos de Assistência Social e Educacional, foi membro do Lions Clube Internacional por longos anos, hoje faz parte da AMHO – Amigos do Hospital, além de outros trabalhos voluntários na comunidade e seu entorno. Revisora de trabalhos acadêmicos: Graduação, Especialização, Mestrado e Doutorado.
Inversão de Valores. Por Ana Maria Dalssaso
Por Ana Maria Dalsasso21/10/2022 15h32
Sou de uma geração que foi educada segundo os princípios norteadores de toda família tradicional: responsabilidade, compromisso, ética, religiosidade (independente de credo), partilha, gratidão, fé, disciplina e, sobretudo, respeito aos pais, à família, aos professores, aos mais velhos, enfim lições que refletem por toda nossa vida, influenciando não só o nosso entorno, mas o mundo todo.
Partindo do princípio de que nosso cérebro é treinado e podemos fazer dele o que quisermos, é importante termos ciência de que o ambiente que frequentamos muda nosso pensamento negativa ou positivamente. Daí nos questionamos: o que temos visto de desmandos, anarquias, atentado ao pudor, desrespeito aos valores familiares, à criança, enfim ao ser humano como um todo, vem de onde? Os jovens de hoje não têm muito mais facilidade de vida do que outrora? Então, por que vemos o caos instalando-se na sociedade?
A educação vinda dos pais deixa marcas indeléveis, mas todo comportamento social será o reflexo da educação que é recebida no decorrer da vida. Assim, reafirmo que o ambiente que frequentamos é o que determina nossos caminhos. A família é a primeira sociedade que a criança conhece e muito cedo vai para a escola, onde passará grande parte de sua vida. Ali deve ser preparada para enxergar o mundo, desenvolver novas habilidades e competências para evoluir. E aqui reside o xis da questão…. Até que ponto nossas escolas estão cumprindo seu papel?
Hoje filhos mandam nos pais, alunos mandam nos professores…. Falta religiosidade, equilíbrio emocional, espiritualidade, respeito. Nos últimos dias temos visto coisas inacreditáveis: invasões em igrejas, espaços públicos, nos meios de comunicação, desacatos a religiosos, insegurança, desmandos…. Um verdadeiro inferno! Nunca imaginei que veria isso.
Nossas universidades estão falidas…. Não financeiramente, mas moralmente. Professores aproveitando o espaço da sala de aula para promover interesses próprios, opiniões, concepções ou preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias, tirando dos alunos o direito de receber educação moral de acordo com suas convicções. Independente de ideologia política, minha indignação com a recente paralisação da UFSC com viés político partidário. A pandemia trouxe prejuízo incalculável na aprendizagem. O tempo perdido é irrecuperável…. E agora fecham as portas para fazer política? Verdadeira baderna, tirando de quem quer estudar, o direito de fazê-lo. Alguém presenciou durante a pandemia atuação ativa de acadêmicos e da instituição em ajuda humanitária? O que de nobre fizeram para minimizar sofrimentos? O que fazem de social para serem gratos a quem paga seus estudos? São pagos com o nosso dinheiro, têm privilégios incríveis, mas estudar que é bom….
Lamentavelmente, falta equilíbrio moral, emocional e disciplina aos jovens de hoje…. Aos professores (doutrinadores) falta o compromisso com o futuro das gerações, esquecendo que a escola é lugar de semear respeito e aprendizagem, e não ideologias.
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Outubro das Comemorações. Por Ana Maria Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso13/10/2022 20h57
Outubro mês de múltiplas comemorações: Dia das Crianças, dia dos professores, dia de Nossa Senhora Aparecida, e neste ano, coincidentemente, mês de grandes eleições. Cada uma com sua especificidade, mas todas convergem para um mesmo ponto, se analisadas em relação ao mundo que nos cerca.
Cada religião tem sua crença. Eu sou católica, aprendi, desde a mais tenra idade, que Nossa Senhora Aparecida é a padroeira do Brasil, celebrada exatamente no dia da criança, aquele ser frágil e indefeso em quem depositamos todas as esperanças de um mundo cheio de paz, amor, fraternidade. Professor e Criança, duas forças que movem o mundo. Na criança a esperança de um futuro melhor; no professor a responsabilidade de formá-la para a inserção e atuação numa sociedade incerta que a espera. Nas eleições, o compromisso de escolher com responsabilidade quem regerá os destinos da nação na qual estão inseridas nossas crianças, responsáveis pelo futuro.
Vamos aproveitar este rico espaço de comunicação para umas reflexões sobre a Criança e o Professor no contexto atual. Vive-se um momento conturbado na sociedade: valores morais e éticos enfraquecidos, uma luta incessante na busca do ter em detrimento do ser, famílias desestruturadas, vícios, rancor, libertinagem… O mundo caminhando na contramão da paz!
Um filho é o maior patrimônio da família…. Ao entregá-lo ao professor, os pais delegam-lhe a responsabilidade de promover o seu crescimento tanto intelectual quanto pessoal. Em casa eles têm como modelo os pais; na escola buscam nos professores referência para construção de sua autonomia e liberdade. Assim, a escola representa a transição da criança para o mundo, cabendo ao professor o compromisso de promover, orientar, mediar, motivar fazendo a gestão da aprendizagem de forma prazerosa e transformadora para que o aluno se sinta parte integrante do processo, e não mero espectador.
Assim, atrevo-me a alguns questionamentos pela passagem do dia do professor: Em quantas escolas deste país imenso os professores, em seu dia, refletirão uma saída para os problemas da educação, a começar por sua escola? Será que estão cumprindo sua missão com integridade? São conscientes da grandiosidade da missão que exercem? Fazem valer cada minuto passado ao lado das crianças? Professores, lembrem-se: cada aluno é um terreno fértil, preparado, pronto para receber a semeadura e frutificar, mas tudo precisa ser feito com muito amor, cuidado, responsabilidade.
E vocês pais, que valores acrescentam a seus filhos no dia deles? Ou comemoram a data enchendo-os de brinquedos, priorizando apenas o material? Aproveitem o dia deles e curtam-nos, levem-nos para brincar, joguem bola, façam um piquenique, pulem corta, brinquem de esconde-esconde, ensinem-nos as suas brincadeiras de infância, arranquem-nos do celular, da televisão e vivam momentos inesquecíveis. Lembrem-se: o tempo passa muito rápido e vocês se arrependerão pelos momentos não vividos com eles.
Quero registrar meus cumprimentos a todos os professores e professoras lembrando-os que a matéria-prima do trabalho deles é o maior presente de Deus e deve ser trabalhada com esmero. Aos pais que curtam seus filhos, não só no dia da criança, lembrando que não precisamos dar a eles tudo o que querem, mas sempre devemos dar o que consideramos conveniente para torná-los seres humanos felizes e responsáveis.
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A hora é agora! Por Ana Maria Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso28/09/2022 19h34
Estamos a poucos dias da eleição mais importante na história de nosso país. Hoje somos muito mais esclarecidos e devemos estar conscientes do nosso compromisso ao escolher quem conduzirá os destinos de nossa pátria e, consequentemente, de nossas famílias, o maior patrimônio que Deus nos deu. Por dever e direito temos a responsabilidade e a liberdade de escolher aqueles que nos representarão nos próximos quatro anos.
Na era da internet nada mais fica escondido. São enxurradas de (des) informações para todos e a todo momento. Pelas redes sociais tivemos tempo suficiente para analisar propostas, intenções, atitudes e vida pregressa de cada candidato. A decisão é nossa, por isso nosso voto tem de ser bem pensado, consciente e inteligente, pois é através dele que o poder de governar e fazer as leis se origina. Ele é a nossa maior arma para mudar os destinos do país e podermos usufruir nossa liberdade. É individual, mas suas consequências refletem na essência da sociedade: a coletividade. E, pensar no coletivo na hora do voto é pensar no futuro das próximas gerações, pois a mudança só acontecerá se todos nós, independente de ideologia política, cor, raça, posição social, situação econômica, assumirmos o compromisso com o país. Se escolho mal meus representantes coloco em risco o bem-estar de todos, pois quem administra deve fazê-lo para o povo e não para uma sigla partidária.
Vivemos num país abençoado por Deus; um país capaz de dar aos nossos descendentes uma vida digna, próspera e plena. No entanto, hoje se dissemina, através das mídias de comunicação, uma total inversão de valores na sociedade, que ganhou mais força e destaque na campanha eleitoral, quando muitos candidatos, para garimpar votos, abraçaram bandeiras nocivas à sociedade, a exemplo de liberação de drogas, aborto, ideologia de gênero, e tantas outras ideias que vão na contramão dos valores defendidos pela família. A internet escancarou as portas e chegamos ao limite da tolerância quanto à corrupção e ansiamos por políticos mais comprometidos com o bem-estar e desenvolvimento da nação.
A hora é agora…. As urnas nos esperam…. É a oportunidade que temos de limpar da política brasileira a corrupção, votando com consciência, lembrando que só há políticos corruptos porque existe povo corrupto.
Talvez não encontremos o candidato com o perfil que gostaríamos, mas vamos procurar aquele que mais se aproxima do ideal, votando com a RAZÃO e não com o CORAÇÃO.
Críticas e/ou sugestões pelo e-mail: [email protected] ou WhatsApp: 999274742.
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Analfabeto Político. Por Ana Maria Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso22/09/2022 08h39
Analfabeto, de acordo com os dicionários, é o cidadão que não sabe ler nem escrever, que não tem instrução primária. No entanto, o termo abrange outras situações, além do ler e escrever. Sempre que alguém não domina o conhecimento de outra área qualquer é um analfabeto nesta área. Existe o analfabeto funcional, o analfabeto digital, o analfabeto político etc. Eu posso ser “expert” em um assunto, mas analfabeto em outro.
Sob esse olhar, o que seria então um “analfabeto político”?
Para justificar minha exposição sobre o significado do tema parto da afirmação do dramaturgo e poeta alemão Bertolt Brecht: “o pior dos analfabetos é o analfabeto político, porque ele não ouve, não fala e não participa dos acontecimentos políticos”.
É aquela pessoa que não se interessa, não pesquisa, não se informa, não participa da política do país, como se nossa vida em nada dela dependesse. Participar não significa estar filiado a um partido, seguir uma ideologia, sair fazendo campanha. Nada disso! Quando nos interessamos pela política estamos preocupados com o desenvolvimento do país, como o bem-estar social, com a comunidade na qual estamos inseridos. É sair do individual para pensar no coletivo. Não nascemos para viver isolados. Ao elegermos nossos representantes entregamos a eles uma procuração para que nos representem, e para isso precisamos saber da vida pregressa de cada um, pois toda decisão política refletirá em nosso dia a dia, queiramos ou não. Consumimos bens e serviços, precisamos ter acesso à educação e saúde, e tudo, de uma forma ou de outra, está interligado a desejos e decisões políticas, pois são os políticos que traçam os destinos da nação, e consequentemente interferem em nossas vidas.
Estamos desencantados com a postura da maioria dos políticos, mas convém lembrar que, quanto mais nos afastamos, mais livres eles ficam; e percebendo a indiferença da população, aumentam o descaso para com a sociedade, tornando-nos reféns de um sistema que explora e exclui o cidadão.
É fácil dizer: “odeio política”, “não quero saber”, “não me interessa”, “me deixa fora”, “não dependo de política”… Todo aquele que assim pensa está contribuindo para o desiquilíbrio da realidade social e política. Quanto mais o cidadão se distancia da política, mais enfraquece a democracia.