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Ana Maria Dalsasso Educação
É Professora de Comunicação. Formada em LETRAS – Português/Inglês e respectivas Literaturas, Pós-graduada em Metodologia do Ensino pela Universidade Federal de SC - UFSC, cursou a primeira parte do Doutorado em Educação pela Universidade de Jáen na Espanha, porém não concluiu. Atua na área da Educação há mais de quarenta anos. Em sua trajetória profissional, além de ministrar aulas, exerceu a função de Diretora de Escola Pública, Coordenadora Pedagógica da Escola Barriga Verde, Pró-Reitora de Ensino de Graduação do UNIBAVE/ Orleans. Dedica parte de seu tempo livre com trabalhos de Assistência Social e Educacional, foi membro do Lions Clube Internacional por longos anos, hoje faz parte da AMHO – Amigos do Hospital, além de outros trabalhos voluntários na comunidade e seu entorno. Revisora de trabalhos acadêmicos: Graduação, Especialização, Mestrado e Doutorado.
Cidadão e cidadania. Por Ana Maria Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso01/12/2022 15h41
Uma eleição bastante conturbada, e me arrisco dizer, a mais vergonhosa perante o mundo, colocou o país numa situação de insegurança e revolta, pela forma como foi conduzida por um judiciário parcial, que com o falso discurso de defesa à democracia, desrespeitou o cidadão ao protagonizar a maior fraude eleitoral vista na história do país e, quem sabe no mundo.
Faço essa introdução para contextualizar os conceitos das palavras que intitulam meus escritos de hoje. Qual o verdadeiro conceito de cidadão? O que é cidadania? Será que todos sabem? Será que exercemos nossos deveres como tal? Será que nossos representantes públicos e a justiça brasileira estão agindo dentro dos princípios cidadãos? Ou estão defendendo interesses escusos? Parece-me que cidadania é algo apenas na teoria, considerando os desmandos e o desrespeito para com o povo e a nação brasileira oriundos da classe política, e agora também daqueles que deveriam zelar pela soberania da pátria: ministros e juízes, nos quais mantínhamos a esperança de justiça.
Conceituando: “cidadão é o indivíduo que participa de forma autônoma e ativa na sociedade, com a adoção de medidas individuais e participação em ações coletivas que contribuem para a construção de um modelo social mais livre e democrático”. O conceito de cidadania está diretamente imbricado ao de cidadão, uma vez que para a efetivação da cidadania de um indivíduo torna-se necessário o exercício dos seus deveres e o respeito aos seus direitos. A verdadeira cidadania está presente no cidadão desde o seu nascimento, pois a partir de então, por lei, lhe é assegurado o direito à vida digna com saúde, segurança, educação, liberdade, trabalho justo. É no seio familiar que se inicia a educação para o exercício da verdadeira cidadania.
Assim, falar de cidadania é falar dos direitos e deveres inerentes a todo indivíduo que vive em sociedade e com ela tem o compromisso de contribuir para seu crescimento, desenvolvimento e bem-estar. O verdadeiro cidadão é aquele que ultrapassa barreiras, desafia o novo, faz com que as coisas aconteçam, promove o crescimento do meio em que vive, age coletivamente consciente de que o mundo real, na maioria das vezes, é bem distante do ideal, mas é a persistência, o comprometimento, a atitude, o espírito cidadão que tem o poder de transformação social.
Refletindo: o que significa para você leitor, esse número expressivo de brasileiros há mais de trinta dias nas ruas clamando por justiça, após uma eleição comprovadamente fraudada? Para mim, são cidadãos corajosos que se colocam em defesa da democracia do país. Verdadeiros heróis que, no exercício da cidadania, põem em jogo o emprego, o sossego, a paz, o conforto de um lar, a companhia de familiares, buscando a construção de uma nova sociedade. Enquanto isso, nós, por comodismo, nos omitimos e fugimos à luta…. Eles merecem todo o nosso respeito e pedido de perdão por nossa omissão. Vencidos ou vencedores passarão para as páginas da história do Brasil! Oxalá como vencedores!
Parabéns, guerreiros! Que Deus cubra vocês de bênçãos.
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A língua é a alma de um povo. Por Ana Maria Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso17/11/2022 15h55
Na semana anterior conversamos aqui sobre a importância do uso correto da língua, pois através dela, falada ou escrita, revelamos nossos pensamentos, nosso nível cultural, nossa capacidade de adaptação, nossa forma de ser e ver o mundo. Dominar o idioma não é apenas uma necessidade, mas um dever cívico de todos. Daí o compromisso e a responsabilidade de todo usuário com o que escreve, tanto com o conteúdo quanto com as normas gramaticais.
Fazendo essa breve introdução quero hoje falar do uso indevido e indiscriminado da língua nas redes sociais. A internet veio para facilitar a vida de todos, pois a comunicação que outrora era de difícil acessibilidade, hoje escancarou as portas para o mundo. As pessoas são informadas pelas mais variadas formas, bastando apenas a habilidade de selecionar o que agrega conhecimentos, levando-nos ao crescimento, e descartando as desinformações que desagregam. E aí reside o grande problema da internet, pois muitos ignoram os limites entre o bem e o mal no seu uso. Mas, não falaremos disso hoje. Ficará para um outro dia. O assunto hoje é o mau uso da língua, onde a ausência das regras gramaticais, os erros ortográficos, a sequência lógica, concordância maculam a bela e culta língua portuguesa.
Já comentei que a língua que falamos, tanto pode nos abrir quanto fechar portas. Todos sabemos que hoje empresas mantém-se atentas às redes sociais, tanto para contratar quanto acompanhar a vida de seus colaboradores lá fora. Ficamos fragilizados quando expomos demasiadamente nossas vidas nas redes sociais, por isso muito cuidado.
Deparamos diariamente com erros absurdos, até mesmo por parte de cidadãos letrados, que erram nos detalhes, o que os torna ridículos. Por isso, resolvi resgatar alguns escritos que tenho e, acrescentando outros, deixar algumas dicas interessantes. Fuja de situações que comprometem seriamente a comunicação.
Hoje vamos explorar o verbo “haver” que coloca os desatentos em maus lençóis diariamente. Quem nunca teve dúvida se usa “nada haver” ou “nada a ver” quando quer determinar a incoerência entre dois objetos, dois assuntos, duas situações diferentes? Lembre-se: o verbo “haver” no sentido de existir, nada tem “a ver” com a forma que vem sendo usado. Exemplificando: “Deve haver preocupação com o uso correto da língua, pois o idioma não tem nada “a ver” com nossa displicência ao escrever”. Entendeu?
Mas, não é apenas nessa situação que o tal verbo complica a vida da gente. Mais gritante ainda é a dúvida “houve” ou “houveram”? O verbo “haver” quando empregado no sentido de existir ou indicando tempo decorrido, é impessoal, portanto, não tem sujeito e é sempre usado no singular. Portanto: “ Houve momentos que quase desisti da caminhada”.
Mais uma cilada do verbo “haver”. Usa-se “Há alguns anos atrás” ou “Alguns anos atrás”? Neste caso o verbo “haver” está indicando tempo decorrido (Faz alguns anos) e não admite o uso do advérbio “atrás”. Então, escreve-se: “Há alguns anos” ou somente “Alguns anos atrás”.
É bom lembrar também “há” ou “a” como expressão de tempo. “Há” indica passado e “A” indica futuro ou distância: “Cheguei há alguns minutos, mas partirei daqui a pouco”.
Fica a dica: “Use e abuse do idioma; ele é nosso. Mas, faça-o com responsabilidade e respeito para ganhar credibilidade do mundo que te cerca”.
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Ler … Pensar… Escrever. Por Ana Maria Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso10/11/2022 19h45
Em toda minha trajetória profissional, como professora de Língua Portuguesa, sempre encarei o grande desafio de, no primeiro dia de aula, ouvir dos acadêmicos, um tanto tímidos, a impactante frase: “odeio Português, professora, mas nada contra a senhora”! E a queixa sempre a mesma: são as regras e convenções que a língua impõe, como qualquer outra.
Preocupada, mas convicta do meu compromisso como mediadora de conhecimentos, juntava-se a responsabilidade de despertar o gosto e o interesse pelo aprendizado da língua, nosso grande patrimônio. Primeiro grande desafio é conscientização de que quando falamos, revelamos mais do que o nosso pensamento; revelamos também quem somos socialmente, isto é, nosso nível cultural, nossa posição social, nossa capacidade de nos adaptar em certas situações, nossa timidez, enfim, nossa forma de ser e de ver o mundo. Por isso, a língua que falamos, tanto pode nos abrir quanto fechar portas. É preciso ter comprometimento com o que escrevemos, tanto com o conteúdo quanto com as normas gramaticais. Praticar o português correto em qualquer situação não é apenas um compromisso, mas uma necessidade, pois tudo em nossa vida envolve comunicação, tanto oral quanto escrita. A língua se aprende moldando-a corretamente ao nosso cotidiano.
Mas, qual o melhor caminho para isso? Só há uma resposta: LEITURA.
A leitura é o caminho para aprimorar a comunicação. Ler é fundamental para o ato escrever, porque para dominar a escrita precisa-se antes saber ler e pensar. Pensamos, registramos nossos pensamentos por meio da escrita e interpretamos a escrita pela leitura. Assim, a leitura enriquece nosso vocabulário, dá-nos poder de argumentação, clareza e eficiência na exposição das ideias. E aqui quero registrar uma frase, pela qual sou apaixonada, e que sempre usei para iniciar minhas aulas: “escrever é vestir os pensamentos com a roupagem das palavras facilitando o acesso de outros indivíduos às suas ideias”.
Portanto, tenha um livro sempre ao seu alcance… Leia também textos na internet, revistas, notícias etc. Leia algo todos os dias, nem que seja uma página apenas. Habitue-se a consultar o dicionário sempre que deparar com um vocábulo novo. Houve uma época (antes da chegada da internet) que eu orientava meus alunos enfatizando que em cada casa e em cada sala de aula de aula, na mesa do professor, um dicionário era material obrigatório. Tente aprender pelo menos uma palavra nova por dia, converse com pessoas diferentes, escreva todos os dias, faça palavras cruzadas, instale jogos de palavras no seu celular, use sinônimos para evitar ser repetitivo, leia e releia o que escreve antes de publicar. Pense e repense antes de falar, de se expor publicamente para evitar o ridículo.
Lembre-se: “a preguiça mental e a falta do hábito de leitura são os males da comunicação”.
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O seu voto importa. Por Ana Maria Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso26/10/2022 07h16
Estamos a poucos dias de um grande evento nacional, talvez um dos mais importantes da história, por isso precisamos tomar consciência de nossa participação neste processo, pois nos é dado o direito de usufruir nossa liberdade usando a maior arma que temos: o voto. Porém, este direito vem imbuído de grande responsabilidade.
Votar é uma oportunidade que nos é dada para termos o país que queremos, pois por meio do voto entregamos os destinos dele nas mãos das pessoas que nos representarão. É como assinar uma procuração em branco e confiarmos aos eleitos a terra em que vivemos e, queremos vê-la rica, próspera, evoluída, abençoada para que as futuras gerações possam aqui viver felizes. Exercer o direito do voto é uma forma de exercermos nossa cidadania. Assim o fazendo, estamos participando da construção do país, devendo fazê-lo com responsabilidade, lembrando sempre que o voto é individual, mas refletirá na sociedade. E não queiramos nos abster da culpa dizendo “meu voto não muda nada”, porque cada voto impacta sim. Passou o tempo em que éramos alienados pela falta de informação do que acontecia no meio político. Hoje a internet escancarou as portas com informações que nos tiraram da obscuridade, apesar das chamadas “fakes news”, porém é preciso que se desenvolva a habilidade de analisar o que nos chega e buscar fontes que comprovem a veracidade. Não nos esqueçamos: “conhecimento e voto têm poder”.
No primeiro turno percebemos o elevado número de abstenções, votos nulos, brancos…. Muitos estão desencantados com os políticos, não acreditam em mais ninguém, perderam a esperança. O que mais se ouve: não voto em ninguém, vou viajar, prefiro pagar a multa, vou anular meu voto, só voto se me pagarem, não gosto de nenhum candidato…. Agindo assim não estamos valorizando o direito de votar, uma conquista tão sofrida de nossos antepassados. Alegram-se os políticos oportunistas, pois quanto menos votantes, menos votos serão necessários para a vitória.
É pelo voto que o poder de governar e fazer leis se origina, devendo, portanto, ser bem pensado, consciente e inteligente. Embora desencantados com a crise política, é preciso que participemos do processo eleitoral. Muitas vezes nos decepcionamos com nossas escolhas, mas não podemos fugir a esse compromisso para o exercício da cidadania. Está difícil escolher alguém. É possível que não encontremos o candidato com o perfil que gostaríamos, mas vamos procurar aquele que mais se aproxima do ideal. É decepcionante termos que dizer isto, mas é a realidade: “escolha o menos pior”.
Como diz o grande Alexandre Garcia: “o voto é uma semente que pode gerar o bom ou mau político, por isso tem de ser consciente e inteligente”. Assim, é preciso que semeemos com qualidade para que a colheita seja produtiva.
Por nossos filhos, netos e todas as gerações futuras, não nos omitamos!