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Ana Maria Dalsasso Educação
É Professora de Comunicação. Formada em LETRAS – Português/Inglês e respectivas Literaturas, Pós-graduada em Metodologia do Ensino pela Universidade Federal de SC - UFSC, cursou a primeira parte do Doutorado em Educação pela Universidade de Jáen na Espanha, porém não concluiu. Atua na área da Educação há mais de quarenta anos. Em sua trajetória profissional, além de ministrar aulas, exerceu a função de Diretora de Escola Pública, Coordenadora Pedagógica da Escola Barriga Verde, Pró-Reitora de Ensino de Graduação do UNIBAVE/ Orleans. Dedica parte de seu tempo livre com trabalhos de Assistência Social e Educacional, foi membro do Lions Clube Internacional por longos anos, hoje faz parte da AMHO – Amigos do Hospital, além de outros trabalhos voluntários na comunidade e seu entorno. Revisora de trabalhos acadêmicos: Graduação, Especialização, Mestrado e Doutorado.
Resiliência Humana. Por Ana Maria Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso05/01/2023 15h39
Talvez nunca tenhamos escutado tanto a palavra resiliência como nos últimos tempos. E quem sabe, este momento que se inicia um novo ano seja o mais propício para fazermos uma reflexão sobre o tema, uma vez que esta é a época de reavaliarmos as ações que desenvolvemos, para traçarmos novos planos. E nesta autoavaliação nossa consciência dirá se somos ou não resilientes. Se não somos, precisamos desenvolver essa habilidade, possível e necessária a qualquer ser humano nestes tempos de mudanças desenfreadas, independente de faixa etária.
Resiliência é a capacidade de o ser humano enfrentar desafios, pressões, obstáculos, traumas, tragédias e tantas outras situações adversas que surgem todos os dias na vida, mantendo o equilíbrio, encontrando soluções para lidar com os problemas, encarando as dificuldades como passageiras, e sendo flexível para adaptar-se às mudanças. O que passou não pode ser mudado, mas o “aqui e agora” requer de cada um a habilidade de se adaptar a novas situações, buscar alternativas para superar os traumas, pois o tempo não para e ninguém ficará juntando os cacos do outro. A vida continua e dá novas oportunidades, mas está dentro de cada um a força de recomeçar e ser feliz. Ela é cheia de dificuldades, submetendo todos a desafios constantemente: a perda de emprego, uma doença, um acidente, fim de um relacionamento, a morte de um ente querido, um roubo, enfim, de uma forma ou de outra todos são testados sempre, às vezes castigados até, mas tudo precisa ser administrado. Por pior que seja a situação vivida, é preciso passar por cima encarando os fatos e buscando um novo caminho. Fechar um capítulo e começar escrever outro. A vida é um desafio constante para todos, mas se fosse tudo fácil não teria tanto sentido. A beleza do encontro reside exatamente nas lutas pela procura.
Mas, como desenvolver e utilizar a grande virtude chamada resiliência? O primeiro passo para ser resiliente é ser otimista e reescrever a própria história após as adversidades da vida; adaptar-se às mudanças; vislumbrar uma nova realidade; ser flexível e aprender a lidar com os imprevistos do caminho, pois nem sempre o vento é favorável. É preciso olhar o lado positivo da vida minimizando os problemas e maximizando as coisas boas, porque os ciclos não são permanentes, nada é para sempre. Aprenda a manter o autocontrole diante das tempestades da vida exercitando a paciência, controlando suas emoções, mas, acima de tudo, aprenda a se colocar no lugar do outro.
Enfim, viver num mundo onde tudo muda numa velocidade incrível, ser resiliente é uma habilidade indispensável para vencer desafios, melhorando continuamente para adaptar-se às novas situações, sem permitir que os percalços do caminho impeçam a realização dos sonhos. As dificuldades sempre existirão… Mas, viver é preciso e é maravilhoso demais!
Carlos Drumond de Andrade nos dá um perfeito conceito de resiliência: “A dor é inevitável. O sofrimento, opcional”.
*Artigo reeditado
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Natal. Por Ana Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso22/12/2022 14h50
Dezembro comemora-se o aniversário mais importante da humanidade. É tempo de refletir sobre um ser maravilhoso que veio ao mundo para nos deixar as maiores lições de vida, mostrando que é preciso viver a humildade, a caridade, o amor, o respeito, a solidariedade, a união da família… Lições essas tão pouco vivenciadas no momento.
Natal é tempo de celebrar a ternura do passado, o valor do presente e a esperança do futuro, com o mais sincero desejo de ser e fazer o próximo feliz. É hora do “balanço” interior para jogar longe tudo o que representa impedimento de paz, de amor, de fraternidade. É tempo de renascimento, de perdão…
É possível ter um Natal feliz diante de tantas dificuldades que o mundo atravessa? Independentemente do que se passa na sociedade, as pessoas ainda devem ser movidas pelo amor, pela emoção, pela esperança, pela fé e pela certeza de que Cristo veio ao mundo para que o ser humano seja feliz, respeitado e amado.
Grande parte da humanidade mergulha na onda do consumo atendendo apelos midiáticos esquecendo-se que a essência do Natal está em outra dimensão; não a encontramos em loja alguma, não há dinheiro capaz de comprá-la, pois reside dentro de cada um de nós. É a hora de visitar nosso interior e refletirmos se estamos fazendo jus à vida que Deus nos deu. O que temos feito para tornar o mundo melhor? Estamos permitindo nos envolver pelo espírito de fraternidade? É tempo de amar e ser amado, de agradecer o milagre da vida e o dom de ser e ter família. É tempo de solidariedade, de amor, conversas, abraços, doação, enfim de transformar em prática o discurso de paz e fraternidade, de amor e equidade, que mora dentro de cada um, caso contrário o Natal será apenas comercial, mera futilidade. É preciso enxergar o outro além das aparências. Festejar o Natal não significa vestir roupas novas, comprar ricos brinquedos, desfilar carros novos, consumir excesso de guloseimas.
Natal é pura magia com canções de paz, hinos de louvor, doces mensagens, ruas cheias de luz, cores, presentes, confraternizações criando um clima de amor e união. É tempo de viver valores inerentes a todo ser humano. É importante que se aproveite os encantos da data para construir nas crianças as lições de solidariedade: dividir, emprestar, ser generosa, compartilhar, criar o hábito de doar, para que aprendam desde a tenra idade que a doação e preocupação com o próximo são compromissos de todo cristão.
Natal é a prática diária do bem, o envolvimento dos pensamentos e corações em cada gesto, cada atitude. Façamos, pois, que a comemoração não seja apenas no dia do Natal, mas seja o início de uma nova postura frente às necessidades diárias do mundo, redescobrindo o amor ao próximo, indispensável para um mundo novo e melhor.
Que tenhamos todos um santo e abençoado Natal junto aos nossos familiares e que o Menino Deus proteja nosso Planeta!
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Cartilha antirracista. Por Ana Maria Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso15/12/2022 14h38
Enquanto o país passa por uma grave crise política protagonizada por uma eleição cheia de controvérsias, conduzida de forma bastante atípica para atender interesses pessoais, o Tribunal Superior Eleitoral, responsável pela instalação do problema, ao invés de preocupar-se com a resolução do mesmo, está preocupado em criar uma cartilha banindo palavras do vocabulário brasileiro com a alegação de que são termos ofensivos a pessoas negras e sugere que sejam substituídos por termos não discriminatórios.
Às vezes, eu chego à conclusão de que quanto mais atitudes são tomadas com intuito de diminuir a discriminação, mais realce é dado a ela. Por exemplo, sobre a cota nas universidades, eu, particularmente, vejo-a como um ato discriminatório. Não é a cor da pele que afasta um negro da universidade, mas sim o seu desempenho. Ele tem competência de disputar de igual para igual com qualquer outro cidadão.
Mas, vamos a algumas considerações sobre a tal cartilha intitulada “Expressões Racistas: por que evitá-las”, lançada no último dia 30, por iniciativa da Comissão de Promoção de Igualdade Racial, coordenada pelo corregedor-geral eleitoral Benedito Gonçalves, e pode ser acessada gratuitamente no site do TSE. Lá estão disponíveis todas as explicações, origens dos termos e sugestões de substituição. Para mim, verdadeiros absurdos…. Sugiro que acessem, tirem suas conclusões e, se quiserem, compartilhem suas opiniões comigo. Quem sabe nossas ideais se completam…
Elencarei aqui quarenta expressões que, segundo o TSE, devem ser abolidas do nosso vocabulário. No meu ponto de vista é muita hipocrisia, mas como estamos vivendo uma censura desmedida temos que calar.
São elas : a coisa tá preta – barriga suja – boçal – cabelo ruim – chuta que é macumba – cor de pele – criado-mudo – crioulo – da cor do pecado – denegrir – dia de branco – disputar a negra – esclarecer – escravo – estampa étnica – feito nas coxas – galinha de macumba – humor negro – inhaca – inveja branca lista negra -macumbeiro – magia negra – meia-tigela / de meia-tigela – mercado negro – mulata – mulata tipo exportação – não sou tuas negas – nasceu com um pé na cozinha – nega maluca – negra com traços fino – negra de beleza exótica – negro de alma branca – ovelha negra – preto de alma branca – quando não está preso está armado – samba do crioulo doido – serviço de preto – teta de nega – volta pro mar, oferenda.
Se buscarmos a origem etimológica de cada palavra veremos que na sua maioria nada tem a ver com questões raciais, mas tem gente que gosta de procurar cabelo em ovo. Temos tantas coisas a serem revistas para o bem de todas as raças, no entanto desvia-se a atenção para futilidades. Mas, como diz o velho proverbio: “manda quem pode, obedece quem tem juízo”.
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Advento. Por Ana Maria Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso08/12/2022 11h29
Foto/Reprodução
É comum na sociedade de modo geral, a começar pela família, o hábito de ao receber uma visita ilustre ter um ritual de preparação para que tudo saia a contento, de forma a não decepcionar o visitante. Da mesma forma uma família grávida se prepara carinhosamente para receber o novo ente. O ato de se preparar para algo muito especial recebe a denominação de advento. Assim, também é o Natal…. As quatro semanas que antecedem a comemoração do nascimento do Menino Deus deve ser um período celebrado intensamente.
As quatro semanas do advento são carregadas de simbologias que muitos cristãos desconhecem. Duas semanas refletem a grandiosidade do nascimento de Jesus e o impacto na vida da humanidade; outras duas levam-nos a uma reflexão sobre Sua vinda quando chegar o fim do mundo.
Dentre as simbologias existe uma coroa confeccionada com ramos verdes, na qual é colocada uma fita vermelha e quatro velas nas cores: verde, vermelha, roxa e branca, que serão acendidas uma a cada domingo, seguindo um ritual pré-estabelecido. No primeiro domingo a vela verde, significando a esperança que a vinda de Jesus nos traz; no segundo a vermelha, que significa o amor de Deus por nós; no terceiro a vela roxa, simbolizando a reflexão que este tempo requer das pessoas, mas com alegria pela vinda de Jesus; no quarto a branca, representando Jesus, a luz que ilumina o mundo, tirando-o da escuridão. A forma circular da coroa simboliza a eternidade e o ramo verde representa a esperança na vida.
Outra curiosidade, eu também não sabia, é sobre a montagem da árvore de natal, um dos mais tradicionais símbolos cristãos relacionados ao nascimento de Jesus, pois representa a vida. Não pode ser aleatória. Pelo ritual a data exata para isso é sempre o primeiro domingo do advento, porém pela tradição, os enfeites na árvore só devem ser colocados a partir do terceiro domingo, quando a Bíblia começa a enfatizar o nascimento de Jesus. O mesmo vale para o presépio: primeiro você coloca a gruta e depois os enfeites e os animaizinhos. Jesus, Maria e José só devem chegar à decoração o mais próximo possível do dia 25 de dezembro. Você sabia disso? Eu não…. Quanto ao desmonte da árvore, a tradição é que seja no dia seis de janeiro, data em que os Reis Magos chegaram a Belém para visitar Jesus.
Sem ignorar as simbologias, a materialização do espírito natalino, o período do advento deve ser um profundo mergulho na espiritualidade…É preciso que façamos deste tempo uma profunda vivência da fé; é tempo de oração, é tempo de reconhecer Jesus em nossos irmãos, consertar nossos caminhos, sair da nossa pobreza interior e estender nosso olhar ao próximo contribuindo para uma existência mais justa e humana.