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BLOG

Ana Maria Dalsasso
Educação

É Professora de Comunicação. Formada em LETRAS – Português/Inglês e respectivas Literaturas, Pós-graduada em Metodologia do Ensino pela Universidade Federal de SC - UFSC, cursou a primeira parte do Doutorado em Educação pela Universidade de Jáen na Espanha, porém não concluiu. Atua na área da Educação há mais de quarenta anos. Em sua trajetória profissional, além de ministrar aulas, exerceu a função de Diretora de Escola Pública, Coordenadora Pedagógica da Escola Barriga Verde, Pró-Reitora de Ensino de Graduação do UNIBAVE/ Orleans. Dedica parte de seu tempo livre com trabalhos de Assistência Social e Educacional, foi membro do Lions Clube Internacional por longos anos, hoje faz parte da AMHO – Amigos do Hospital, além de outros trabalhos voluntários na comunidade e seu entorno. Revisora de trabalhos acadêmicos: Graduação, Especialização, Mestrado e Doutorado.

Retorno às aulas. Por Ana Dalsasso

Por Ana Maria Dalsasso12/02/2023 12h30

Entre decepções, incertezas, tumultos, sobressaltos e medos, chegamos em fevereiro, um mês muito especial, porque após um período de solidão e vazio, voltam à vida os ambientes escolares, preparados para receber nossas crianças, jovens e adolescentes, matéria-prima mais valiosa do Planeta. A escola sem eles é um espaço morto.

Milhares de estudantes retornam aos bancos escolares. E é para as crianças, jovens, pais, professores, dirigentes de escola que quero falar.

Estudar não é apenas ir à escola. A escola é uma rica fonte onde nos abastecemos de saberes indispensáveis ao nosso crescimento pessoal, intelectual e profissional. O professor é o mediador do caminho que precisamos e queremos percorrer. Ele nos dá o direcionamento, mas o caminho somos nós que traçamos. Podemos estar na melhor escola do mundo, ter os mais brilhantes professores, tecnologia de ponta, mas de nada adiantará se não temos metas traçadas, princípios e critérios estabelecidos para que os objetivos sejam atingidos. Quem não sabe para onde quer ir, qualquer caminho serve.

Estudante querido, encare com seriedade os estudos, cumpra seus horários, busque o conhecimento além da sala de aula, porque o mundo mudou e quem faz a diferença é aquele que detém o melhor saber possível. Não existe mais espaço para quem faz-de-conta que estuda. Leia muito, analise o mundo que te cerca, critique e busque sugestões para evolução, seja cidadão participativo. Faça valer teu papel de construtor da sociedade em que estás inserido. Cumpra teu papel e cobre da escola aulas bem dadas, professores bem preparados, responsáveis e éticos, porque a escola é e sempre será o melhor lugar para buscares alternativas para realização dos teus sonhos. Porém, só podes exigir se fores responsável, comprometido, cumpridor dos deveres inerentes aos cidadãos de bem. Cumprindo teus deveres, tens argumentos para cobrar teus direitos. Mas, se queres ser eternamente um dominado, um submisso, sem sonhos, sem metas, fique sem estudos e serás.

Estimados pais, conversem com os professores, com a direção, visitem frequentemente a escola, mas, sobretudo, acompanhem a vida escolar de seus filhos. Conversem com eles sobre seu desempenho, seu relacionamento com os professores, quem são seus amigos. A escola não educa sozinha, mesmo que fizesse o maior esforço do mundo.  Juntos, família e escola, desempenharão o papel de educadores. Para isso é preciso que haja cumplicidade: pais valorizando o contato com a escola e a escola recebendo com prazer os pais, porque as crianças precisam de direção, apoio e ânimo para crescer e amadurecer.

Professores, diretores, funcionários, façam a parte que lhes compete, afinal sois responsáveis pela transformação social. Tendes em vossas mãos o poder maior: conviver diariamente com essas crianças e jovens, que vêm buscar o saber, mais o saber “ser” do que o “ter”, porque se a escola ensinar que mais vale “ser” do que “ter”, com certeza o cidadão terá tudo o que precisa para uma vida digna. Lembrem-se que a escola é o instrumento da educação que enfrenta desafios e tem como compromisso fazer a criança crescer como ser humano e escrever sua própria história. É uma grande responsabilidade.

Esperamos, pois, que 2023 seja um ano repleto de inovações, realização de sonhos, e que a escola resgate a qualidade de ensino e lute pelo  retorno dos valores morais e éticos tão dispersos na sociedade atual.

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Escola e Família. Por Ana Maria Dalsasso

Por Ana Maria Dalsasso01/02/2023 17h00

Com a aproximação do início de mais um ano letivo faz-se necessária uma reflexão sobre a inevitável parceria entre escola e família, uma vez que esta é o alicerce da sociedade, a outra é a extensão da família.

É impossível pensar o bom desempenho de uma escola sem considerar que a família é a base de toda educação e formação, pois é a representação mais influente no desenvolvimento da personalidade da criança, mesmo com as mudanças que vem enfrentando no contexto social, econômico e formação.  A escola, por sua vez, é o instrumento da educação que enfrenta desafios e tem como compromisso fazer a criança crescer como ser humano e escrever sua própria história. Assim, a ação de educar e ensinar deve ser compromisso compartilhado entre a família e escola.

De acordo com o Art. 205 da Constituição Federal “A educação é um direito de todos, bem como dever do Estado e da própria família, devendo ser promovida e incentivada com a colaboração de toda a sociedade, para o desenvolvimento pleno da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.

A lei afirma que a educação é um dever do Estado e da família, promovida e incentivada pelos segmentos sociais, porém o que temos visto muitas vezes é a família terceirizando para a escola toda a responsabilidade da educação dos filhos. Por acomodação ou por falta de tempo, foge à responsabilidade esquecendo que a criança é um ser humano com necessidades a serem supridas, precisando de orientação, de carinho, de amor, de bons exemplos, incentivos para que construa um caráter com bases sólidas. Por mais que o mundo evolua, por maiores que sejam os avanços tecnológicos, as relações humanas, raízes responsáveis pela formação do caráter, não mudam jamais

 Assim, família será sempre família, e tem o compromisso de ser família educadora, porque os filhos precisam de pais que lhes mostrem a direção, com disciplina e apoio para crescerem e amadurecerem, tornando-se cidadãos independentes e autônomos. A família precisa ter tempo para os filhos, e nesse tempo inclui-se a escola. Hoje as crianças estão indo cada vez mais cedo para a escola e lá permanecerão até a idade adulta.  A escola não pode assumir sozinha a obrigação de educar e ensinar, pois seu compromisso maior é ensinar, levando a todos o maior saber possível, para que o saber adquirido aliado aos valores transmitidos pela família, formem o cidadão integral, o ser humano na essência da palavra.

Então, se a família é responsável pela educação dos filhos tanto quanto a escola, é preciso que sejam parceiras para que o trabalho aconteça. Mas, para isso há necessidade de se estabelecer princípios e critérios para que os objetivos sejam atingidos. A escola não educa sozinha, mesmo que fizesse o maior esforço do mundo.  A participação dos pais na vida escolar da criança é fundamental, pois juntos, família e escola, desempenharão o papel de educadores.

Assim sendo, é preciso haver cumplicidade: pais valorizando o contato com a escola e a escola recebendo com prazer os pais, porque as crianças precisam de direção, apoio e ânimo para crescer e amadurecer. Vale lembrar que a maior responsabilidade cabe à família, porque filho é para sempre e aluno é temporário.

 

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Respeito. Por Ana Maria Dalsasso.

Por Ana Maria Dalsasso25/01/2023 16h44

De origem latina, a palavra respeito significa “atenção” ou “consideração”. É um dos valores inerentes ao ser humano, porém ausente na sociedade atual. Viver esse valor significa reconhecer  que o ser humano tem direitos e deveres a serem cumpridos para que haja paz, harmonia, igualdade social.

Infelizmente, vivemos hoje uma inversão de valores ímpar; parece que o não cumprimento das obrigações é a regra do jogo.  Assistimos pacificamente aos desmandos políticos, à  desobediência às leis, ao abuso do poder, à impunidade,  barbaridades, que geram a violência e infelicidade nos seres humanos.

A falta de respeito é a maior causadora dos problemas na sociedade. Está em todos os lugares: nos lares, nas escolas, nas ruas, nos consultórios, nas autoridades, nos governantes, no meio ambiente… Toda  vez que deixamos de cumprir nossas obrigações e cobrar nossos direitos como pais, profissionais, alunos,  responsáveis por instituições,  representantes do povo, estamos contribuindo para a desagregação social. Sempre que somos coniventes com os erros do outro, que desobedecemos um sinal de trânsito,  deixamos de educar um filho, um aluno,  não cumprimos o que falamos,  não respeitamos horários, furamos uma fila, jogamos lixo na natureza, traimos alguém, colocamos o favorecimento pessoal em detrimento do coletivo, enfim tantos outros delizes, estamos sendo cidadãos desprovidos do grande valor chamado: respeito. E onde não há respeito o bem-estar inexiste… É como se fosse uma terra de ninguém, um barco à deriva, um avião sem comandante, uma sociedade em desarmonia.

O que fazer então, para que se restabeleça a vivência desse valor tão essencial à sobrevivência humana? Só existe uma saída: educação! Precisamos educar as pessoas para o exercício da cidadania, mas isso só se faz com mudanças. É preciso mudar a mentalidade, ter atitude, exercitar e usar o emocional paralelamente ao racional , ressignificar a educação como um todo.

Temos de buscar urgente  uma saída:  por nossos filhos, pela família, pela Pátria, pelo meio ambiente,  por uma sociedade melhor.  É lamentável que em pleno século XXI, era em que o progresso domina desenfreadamente o mundo, tenhamos seres humanos que agem de forma tão irracional. E essa forma de viver desregradamente manifesta-se no desamor à família, no desrespeito à própria vida e à do próximo. Falta educação ao nosso povo.

Nosso país é o melhor país para se viver: é rico, alegre, hospitaleiro. Por que não contribuirmos para que seja cada vez melhor, espalhando o perfume da boa educação, vivendo os valores imutáveis da sociedade como: dignidade, ética, responsabilidade, mas acima de tudo RESPEITO, por si e pelo outro? E isso é tão fácil… Basta querer!

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Linguagem Neutra. Por Ana Maria Dalsasso

Por Ana Maria Dalsasso19/01/2023 16h00

É possível que ao expor meu ponto de vista sobre o assunto que dá título a este artigo, eu vá provocar alguma encrenca por divergências de opinião, mas, com base na liberdade de pensamento e expressão, justifico minha contrariedade a este absurdo que estão querendo impor à Língua Portuguesa: uma verdadeira destruição ideológica do idioma.

Vem ganhando espaço debates sobre a inclusão da linguagem neutra nos currículos escolares, no entanto percebe-se resistência por grande parte das comunidades escolares, nas quais me incluo, porque é claro que trará transtornos no ensino e aprendizagem. A criança não conhece outra orientação sexual que não seja o masculino e feminino, e expô-la a algo que foge ao seu entendimento seria um crime. A diversidade da sexualidade, e tantas outras que a vida apresenta, ela terá tempo suficiente para familiarizar-se na sua trajetória de vida. Cada coisa no seu tempo.  É preciso respeitar o tempo da criança.

Não é novidade que o ensino da leitura, escrita e interpretação é deficitário em todos os níveis de ensino. As estatísticas de exames têm trazido à tona a carência de conhecimento não só em língua portuguesa, mas em todas as áreas de conhecimento. Se o domínio da língua oficial é deficitário, como propor o uso de uma escrita através de simbolismos estranhos? Na minha opinião é ridículo e desprezível…

Assunto polêmico e que deve preocupar pais, escolas, sociedade como um todo, pois há uma insistência e interferência de ministros do STF querendo também legislar para as escolas. Um absurdo… A educação não é competência da mais corte do país; a eles compete manter a ordem promovendo a harmonia na nação. Aliás, que há muito não fazem… Mas, sob a alegação de que a linguagem neutra assegura o direito à igualdade sem discriminação insistem na implantação desta aberração. É preciso que as instituições educacionais se posicionem e impeçam o pior. A educação dos nossos filhos é sagrada e precisa ser preservada. Não permitamos que fatores alheios interfiram no processo educacional de nossas crianças.

Falaremos mais sobre ao assunto em outro momento, mas sugiro que cada um procure se informar em sua escola, com professores, autoridades educacionais enfim, fique atento e participe dos destinos da sua comunidade escolar.

Enfim, aderir à ideia da linguagem neutra é desconstruir a bela e culta Língua Portuguesa. Se eu pudesse perguntaria aos ministros: é legal em nome da inclusão dos indefinidos, roubar o direito dos definidos que são maioria?

 

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