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BLOG

Ana Maria Dalsasso
Educação

É Professora de Comunicação. Formada em LETRAS – Português/Inglês e respectivas Literaturas, Pós-graduada em Metodologia do Ensino pela Universidade Federal de SC - UFSC, cursou a primeira parte do Doutorado em Educação pela Universidade de Jáen na Espanha, porém não concluiu. Atua na área da Educação há mais de quarenta anos. Em sua trajetória profissional, além de ministrar aulas, exerceu a função de Diretora de Escola Pública, Coordenadora Pedagógica da Escola Barriga Verde, Pró-Reitora de Ensino de Graduação do UNIBAVE/ Orleans. Dedica parte de seu tempo livre com trabalhos de Assistência Social e Educacional, foi membro do Lions Clube Internacional por longos anos, hoje faz parte da AMHO – Amigos do Hospital, além de outros trabalhos voluntários na comunidade e seu entorno. Revisora de trabalhos acadêmicos: Graduação, Especialização, Mestrado e Doutorado.

COMO ANDA A FORMAÇÃO DE NOVOS PROFESSORES? Por Ana Dalsasso

Por Ana Maria Dalsasso08/04/2023 11h23

Hoje vamos falar um pouco de educação, a grande preocupação nacional pela baixa qualidade que a cada ano se intensifica, e a prova disso são os resultados divulgados há poucos dias pelo Ministério da Educação e Cultura sobre a avaliação de centenas de cursos de graduação, cujos resultados foram classificados como insatisfatórios, um verdadeiro caos.

 Vários cursos foram submetidos à avaliação, porém vamos nos ater às Licenciaturas, onde são formados os profissionais responsáveis pela formação de nossas crianças e jovens, futuros guardiões da Pátria. E para surpresa de muitos, foram os que obtiveram os piores resultados, merecendo grande preocupação e uma especial atenção por parte das autoridades educacionais.

Participaram do processo os seguintes cursos de formação de professores: Artes Visuais, Ciências Biológicas, Ciências Sociais, Ciência da Computação, Educação Física, Filosofia, Geografia, História, Matemática, Música, Letras (Inglês, Português,  Espanhol) , Química e Pedagogia. Em TODOS eles, os estudantes, que num futuro breve serão os professores de nossas crianças, tiveram desempenho abaixo de 50, numa escala de 0 a 100 pontos. O que esperar do professor de seu filho que não consegue atingir nem um regular na prova que fez? Como provará às crianças que o conhecimento é fundamental para o progresso profissional e pessoal, se ele próprio não o tem? Na sala de aula no ensino fundamental e básico com nota abaixo de 5 é reprovado. Mas, com que autoridade um professor que foi avaliado pelo MEC com nota 3,0, mas se forma na faculdade, pode reprovar uma criança? Daí a pergunta que não quer calar: que providências o MEC tomará frente às instituições descomprometidas com o ensino?  Qual a finalidade do exame? É para corrigir as distorções? Ou deixar o barco correr de qualquer jeito? Quero acreditar que a partir dos resultados busque-se alternativas para a mudança.

É preciso que se reconheça que o profissional da educação deveria ser o melhor dentre todos, pois do mais humilde cidadão a mais alta autoridade, todos passam pelas mãos de um professor. No entanto, esse reconhecimento deve passar primeiro pelo próprio acadêmico fazendo valer seus direitos e deveres. E isso só acontece quando valoriza cada minuto de aula, exige professores competentes, instituições comprometidas, cobra o conhecimento capaz de abrir-lhe as portas do sucesso.

E pensar que quando se discute a qualidade da educação muitos professores querem justificar a falta de qualidade por causa dos baixos salários. Isso é mediocridade…. Passei os melhores anos de minha vida dentro de escolas…. Foram mais de quarenta anos no exercício do magistério e não admito que o baixo salário seja a justificativa para o mal exercício da função. Ganhar mal não é desculpa para trabalhar mal. Se não somos felizes com o que ganhamos, procuremos outro trabalho. O exercício da docência é lindo demais e deve ser permeado de muita dedicação, amor, responsabilidade e até de renúncias…

É preciso que se busque alternativas para mudar a educação no país. Não podemos mais esperar…. É preciso que cobremos dos nossos representantes atitudes, de nossas instituições de ensino mais qualidade, dos professores consciência, de nossos acadêmicos mais discernimento, das famílias mais parceria para numa operação conjunta a mudança aconteça. UTOPIA? Quem sabe…, Mas, o pior é não tentar!

 

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Tempo de Reflexão. Por Ana Maria Dalsasso

Por Ana Maria Dalsasso29/03/2023 15h17

Estamos nos aproximando do final da quaresma, período de reflexão, para a preparação da Páscoa, ocasião em que se celebra “ a passagem da escravidão para a liberdade, da morte para a vida, das trevas para a luz”.

Quaresma é a oportunidade que nos é dada para pararmos e ouvirmos a voz de Deus, reconhecermos nossas limitações, reconstruirmos nossa espiritualidade buscando o equilíbrio emocional para superarmos os obstáculos que encontramos no caminho. É hora de refletir sobre as vaidades humanas e a efemeridade da vida que nada é diante da morte que um dia chegará implacavelmente.

 O período da quaresma nada mais é a preparação para a celebração da Páscoa, ocasião em que, mais do que nunca, três ações devem permear a vida de todo cristão: oração, penitência e caridade. E quando se fala na penitência do jejum não significa necessariamente deixar de alimentar-se, mas é obrigatoriamente abandonar tudo o que de negativo cerca nossas vidas: nossos vícios, maldades, desamor, incompreensões, egoísmo. Precisamos fazer jejum das palavras que ferem nosso semelhante, dos julgamentos injustos que fazemos sem medir consequências, das ofensas e injúrias que praticamos cotidianamente, da nossa falta de amor e caridade para com o outro. É a oportunidade de fazermos uma retrospectiva em nossas vidas e estabelecermos um ponto de recomeço, de sermos melhores, de sairmos da zona de conforto e cumprirmos nossa missão de verdadeiros cristãos, mesmo que tenhamos limitações. É preciso parar e ouvir a voz de Deus! É preciso que analisemos se o sacrifício feito por Cristo, ao morrer na cruz por nosso amor, está sendo recompensado.

Mas, nos dias atuais será que a humanidade está dignamente preparada para celebrar a Páscoa?  Será que não estamos matando Cristo todos os dias nas mais variadas formas? Sim, matamos Cristo a todo o momento: na pessoa que deixamos de ajudar, quando somos indiferentes com os que passam fome de justiça social, nas pessoas que caluniamos, nas fofocas que fazemos, nas vezes que viramos as costas para quem precisa de nós, na nossa falta de coragem para denunciar uma injustiça, toda vez que nos acomodamos. O mundo está cheio de hipócritas, mentes vazias que valorizam o “ter” em detrimento do “ser”. Seres fúteis!

Cristo morreu na cruz para redimir a humanidade. Pregou incessantemente a paz, o respeito, a igualdade, a caridade, o amor ao próximo, mas acima de tudo a humildade. Mas, ignoramos suas lições e preparamos sua ressurreição com festas, pompas, vaidades, esquecendo-nos de preparar o melhor lugar para recebê-Lo: nosso coração. Por isso, Páscoa é tempo de repensar nossa vida, corrigir nossas falhas, buscar alternativas contribuindo para um mundo melhor, mais justo e fraterno, onde as pessoas possam ser amadas, respeitadas e valorizadas.

Somos caminhantes e às vezes erramos, tropeçamos, pecamos, mas este período é uma oportunidade de fazermos uma retrospectiva. Façamos, pois deste tempo de quaresma um tempo de encontro com Deus para que sejamos e façamos os outros felizes. Sejamos diferentes!

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Bem-criadas e mal-educadas. Por Ana Dalsasso

Por Ana Maria Dalsasso23/03/2023 09h45

Há poucos dias deparamos com um assunto nas redes sociais que, embora muitos tenham considerado insignificante, considero relevante sim, devendo ser discutido por se tratar do direito que todo ser humano tem de ser respeitado, independentemente de cor, raça, sexo, idade, classe social.

Refiro-me aqui a falta de respeito à jovem senhora, ingressante de uma universidade, por parte de três jovens acadêmicas mal-educadas, arrogantes, mimadas, as verdadeiras “patricinhas” cujo mundo gira em torno do próprio umbigo. Sentem-se donas do universo, mas não sabem nada da vida. Discutem futilidades, ignoram os problemas e as dificuldades alheias, são alienadas do mundo real. Bem-nascidas, mas malcriadas. Teoricamente abominam o preconceito, mas na vida real praticam o etarismo com uma senhora que por circunstâncias da vida, só aos 45 anos de idade, conseguiu entrar em uma universidade para realização do sonho de juventude.

Talvez essas jovens sejam, como tantas outras:  são favoráveis ao aborto, defendem a legalização das drogas, acham normal a igualdade de gênero, apoiam linguagem neutra  e tantas outras coisas que corrompem a juventude. Vivem de “status”, mas são desprovidas dos valores morais e éticos, bases de uma sociedade sadia. Sabem tantas coisas desnecessárias, mas não sabem as dificuldades pelas quais tantos passam. Talvez não saibam nem o valor da mensalidade, pois entregam o boleto aos pais, e saem por aí envergonhando-os com atitudes descabidas. Que maravilhoso seria se acolhessem com carinho aquela senhora, provavelmente deslocada no novo mundo, ajudassem-na a minimizar a ansiedade, a timidez, até mesmo o medo do desconhecido. Perderam uma grande oportunidade de praticar algo edificante…. Quanta aprendizagem é possível absorver pela vivência e experiências de uma pessoa madura…. Que bagagem de vida!  A vida é a nossa maior escola.  Nela somos atores e autores de uma história que passará para as futuras gerações, porque nem um de nós passará pelo mundo sem deixar sua marca.

Casos como esse são comuns hoje nas escolas em todos os níveis. Ainda essa semana circulou um vídeo de estudantes adolescentes presenteando uma professora negra com uma esponja de aço, em alusão aos seus cabelos. Bem-humorada, sorriu e agradeceu deixando-os sem ação. Talvez, magoada por dentro, mas mostrou sua superioridade.

E assim, caminha a educação neste país…. É preciso que os pais, professores e sociedade cobrem postura dessa juventude “bem-criada e mal-educada” que se coloca acima de tudo e de todos porque, a continuar como está, o futuro nos mostrará muitas surpresas.

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Dia do Consumidor. Por Ana Dalsasso

Por Ana Maria Dalsasso17/03/2023 14h06

Esta semana comemora-se o Dia Mundial do Consumidor, data criada para lembrar, em especial às empresas, comércios, prestadores de serviços o compromisso de respeitar todas as leis que protegem os seus consumidores, dando a eles segurança, informação, direito à escolha e direito de ser ouvido.

Trata-se de uma iniciativa datada do século XX, mas que vem ganhando adaptações em função das transformações que vêm ocorrendo no mundo, mas focando sempre na garantia do respeito à dignidade humana, saúde e segurança, a proteção de seus interesses econômicos, melhoria de sua qualidade de vida, bem como a transparência e harmonia das relações de consumo, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC).

É inegável que o avanço tecnológico mudou o perfil do consumidor do novo século, devendo as empresas adotar determinados princípios ou incorporar saberes e informações que não faziam parte do antigo cotidiano.  Precisam se adaptar ao comportamento do novo consumidor criando estratégias para persuadi-lo, caso contrário o perderão. É comum ouvirmos queixas de empresários sobre queda nas vendas atribuindo a diversos fatores, quando na verdade o problema está neles próprios que não modernizaram suas atividades, não adaptaram suas técnicas de vendas, não são adeptos às novas tecnologias de comunicação, não conhecem a linguagem do novo consumidor, não prepararam seus times para as mudanças, e tantos outros fatores.

Quero exemplificar o despreparo das pessoas que têm suas vidas atreladas a consumidores, usando um pequeno município aqui da região que, segundo alguns comerciantes, vem enfrentando dificuldades nas vendas varejistas no centro da cidade e, delegam a culpa a mudanças de trânsito na rua central. Tais mudanças ocorreram para embelezando e criação de uma nova cultura para o povo, com espaço adequado para o transeunte, ornamentação, uma nova visão do centro da cidade. No entanto, não há como negar que alguns ajustes deveriam ser feitos, o que é normal em qualquer obra pública.  No entanto, por se tratar de uma questão político-partidária, um grupo, adversário do mentor do projeto (hoje fora do poder), reivindicou junto ao poder público municipal o desmonte da obra. Prontamente aceito…. Uma média de dez comerciantes decidiram jogar fora os impostos de toda população em favorecimento próprio. Será que esta postura melhorará as vendas ou criará revolta nos consumidores?

Mas, como falado anteriormente, o perfil do novo consumidor é outro. Será que este tal consumidor que tem tudo a um click em suas mãos deixou de comprar pelo simples fato de não poder estacionar na frente da loja? Por que as lojas não se reinventaram a exemplo de tantas outras? A pandemia acendeu um alerta vermelho… Depois dela nada mais continuou a mesma coisa. Ou você se adapta ou vai nadar muito e morrerá na praia.   O consumidor no novo século está conectado 24 horas por dia. Com um bom celular nas mãos ele não precisa de espaço para estacionar. Do conforto do seu lar, no intervalo do trabalho, no ônibus, namorando, enfim a qualquer hora em qualquer lugar ele pesquisa, pergunta, compara, compra, acompanha o andamento da entrega e inclusive reclama com apenas alguns toques na tela do seu dispositivo. Por isso, ele está mais exigente, mais seletivo, mais crítico na busca pelo melhor produto e serviço. As informações chegam a ele o tempo todo. Ninguém mais compra sem antes pesquisar.

Assim, é preciso admitir  que a internet impulsionou enormemente o comercio online, mas acredito que as lojas físicas sobreviverão desde que haja uma mudança de comportamento. Não adianta dispor de uma alta tecnologia se as pessoas não forem preparadas para atender e encantar os clientes. Atrás das máquinas é necessário que haja pessoas que atendam e entendam os clientes. O que faz a diferença hoje não são só preços baixos e qualidade, mas sim as pessoas.

Espero que daqui uns tempos possa compartilhar com o leitor se a reforma das calçadas no tal município surtiu efeito.

 

 

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