FETAESC busca solução para prejuízos de produtores de tabaco por semente de floração precoce
Reunião realizada na comunidade de Invernada, em Grão-Pará, reuniu mais de 150 produtores e definiu novos encaminhamentos para buscar uma solução para o problema
Mais de 150 produtores de tabaco participaram, na noite desta quarta-feira (12), de uma reunião na comunidade de Invernada, em Grão-Pará, para discutir os prejuízos atribuídos a uma semente de fumo distribuída e comercializada por empresas do setor. Segundo os agricultores, a planta apresenta crescimento abaixo do esperado e floração precoce, comprometendo a produtividade e gerando perdas na lavoura.
A reunião foi promovida pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Santa Catarina (FETAESC) e contou com a participação de representantes dos sindicatos rurais de Grão-Pará, Orleans e Paulo Lopes, além de vereadores, secretários municipais de Agricultura, produtores, técnicos e representantes jurídicos.
O presidente da FETAESC, José Walter Dresch, explicou que o encontro teve como objetivo reunir informações e definir os próximos passos para tentar responsabilizar os envolvidos pelos prejuízos.
“É uma semente que foi distribuída, comercializada pelas empresas, pela indústria que industrializa essa semente, que tem uma floração precoce e traz sérios problemas para a próxima colheita”, afirmou.
Segundo Dresch, o primeiro encaminhamento será o levantamento de dados técnicos e jurídicos que possam dimensionar as perdas registradas pelos agricultores. O assunto também será discutido na próxima reunião da Câmara Setorial do Tabaco, vinculada ao Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural (CDR), que será realizada na segunda-feira (17), em Florianópolis.
“Vamos fazer todos os levantamentos, os pareceres técnicos, vamos encaminhar para as autoridades e, a partir dali, propor uma medida, uma forma de discutir administrativamente esse prejuízo”, explicou o presidente da FETAESC.
A entidade defende que os produtores não sejam os responsáveis por absorver as perdas decorrentes do problema. “Quem não pode pagar esse prejuízo são os agricultores. Alguém tem que arcar com isso porque o agricultor fez a sua parte”, declarou Dresch.
A intenção, neste primeiro momento, é buscar uma solução pela via administrativa, com base nos levantamentos técnicos que serão realizados. Caso não haja acordo, a FETAESC avalia adotar outras medidas para buscar a reparação dos prejuízos.
Dresch também reforçou a necessidade de organização dos produtores para tratar da questão de forma coletiva. “Precisamos fazer isso em conjunto, porque individualmente a gente não terá esse resultado”, afirmou.
A federação deverá acompanhar os próximos encaminhamentos e reunir informações sobre os municípios e produtores atingidos para subsidiar a discussão junto às autoridades e representantes do setor.
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