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Rotativo sem monitores e mensagens de professora sobre mulheres conservadoras movimentam sessão em Orleans

Na 41ª Sessão Ordinária, vereadores cobraram soluções para o estacionamento rotativo, discutiram publicações direcionadas a mulheres conservadoras e aprovaram requerimentos

Por Ligado no Sul27/10/2026 11h30
Fotos/Redação

A falta de monitores no estacionamento rotativo de Orleans, as críticas a publicações feitas por uma professora da rede estadual e os pedidos de melhorias na infraestrutura do município estiveram entre os assuntos da 41ª Sessão Ordinária da Câmara de Vereadores, realizada na noite de segunda-feira, dia 26 de outubro. A reunião, marcada por debates cordiais entre os parlamentares, teve a aprovação unânime de dois requerimentos, além da apresentação de quatro indicações e demandas encaminhadas por entidades da cidade.

O estacionamento rotativo ganhou destaque após o vereador Dovagner Baschirotto (MDB) informar que o único monitor que ainda trabalhava no serviço pediu desligamento na semana passada, depois de receber uma proposta de emprego na iniciativa privada.

Em entrevista ao Jornal da Guarujá, o parlamentar explicou que a ausência de funcionários já compromete a fiscalização presencial das vagas.

“Essa informação eu tive na quinta-feira passada, de que o único monitor que realmente estava trabalhando no rotativo pediu exoneração por ter recebido uma proposta melhor de emprego. Na sexta-feira teve um monitor até o meio-dia. À tarde não teve. Ontem, na segunda-feira, não tivemos monitores trabalhando”, afirmou.

Dovagner também revelou que, conforme informações recebidas, o número de multas e autuações aplicadas desde que a Prefeitura assumiu a administração do estacionamento rotativo ultrapassa quatro mil. O dado ainda precisa de confirmação oficial.

A preocupação do vereador é que a falta de fiscalização prejudique o funcionamento do sistema e o comércio, principalmente com a proximidade das compras de fim de ano.

“As nossas festas de final de ano estão aí. O comércio, com certeza, será o mais prejudicado, e eu acho que nós precisamos de uma solução urgente para o rotativo”, declarou.

O parlamentar também destacou as dificuldades enfrentadas por moradores que não utilizam o aplicativo de estacionamento, especialmente pessoas do interior. Outro questionamento foi sobre os custos dos equipamentos utilizados pelos monitores, mesmo durante os períodos em que não há funcionários disponíveis.

Durante a sessão, também foi mencionada a possibilidade de rever a remuneração oferecida aos monitores, como alternativa para atrair profissionais. Conforme relatado na tribuna, o processo seletivo pode não contar mais com candidatos disponíveis para contratação.

Requerimento cobra explicações sobre o estacionamento rotativo

As dificuldades no serviço motivaram a apresentação do Requerimento nº 0025/2026, de autoria dos vereadores Dovagner Baschirotto (MDB), Maiara Dal Ponte Martins (MDB), Marlise Zomer (PSDB), Mirele Debiasi (PSDB) e Pedro João Orben (MDB).

O documento, aprovado por unanimidade, solicita que o Executivo informe quantos funcionários e monitores atuam no estacionamento rotativo, quantas placas de trânsito foram instaladas, quais são os pontos de venda dos cartões e quantas multas foram aplicadas desde que a atual administração assumiu o sistema.

Com a aprovação, os parlamentares aguardam as informações oficiais da Prefeitura para avaliar a situação e cobrar providências.

Vereadora critica publicações de professora nas redes sociais

Outro assunto que ganhou espaço na tribuna foi a repercussão de publicações de uma professora de um colégio da rede estadual de ensino de Orleans.

A vereadora Jana Coan (PL) criticou mensagens com referências políticas e comentários direcionados a mulheres conservadoras.

Conforme relatado pela parlamentar, antes do segundo turno das eleições presidenciais, a professora teria publicado que, caso Luiz Inácio Lula da Silva perdesse a disputa, ela ficaria com os maridos de mulheres conservadoras. A mensagem utilizava a expressão “Ou é Lula ou é corna”.

Após a eleição, uma segunda publicação atribuída à profissional afirmava que ela não precisaria mais ficar com os maridos feiosos das conservadoras e utilizava a expressão “conservadias”.

Em entrevista ao Jornal da Guarujá, Jana afirmou que considera o conteúdo ofensivo e ressaltou a responsabilidade dos profissionais da educação.

“Quando eu falo professora, é uma profissão muito nobre. Nós somos exemplos para crianças e adolescentes. Eu sei que cada um tem a sua rede social e dela você pode fazer o que quiser. Mas você não pode usar um ato político para desmerecer ou até mesmo ofender mulheres”, declarou.

A vereadora afirmou que sua manifestação não tem relação com a preferência partidária da professora, mas com o conteúdo das mensagens.

“Eu quero deixar claro que a crítica não é a um partido, nem ao direito de qualquer pessoa de apoiar um candidato ou expressar sua posição política. A gente sabe que esse direito é fundamental. A questão é o teor da fala e o que ela produz quando transforma mulheres em alvo de deboche e desrespeito”, afirmou.

Jana também reagiu à expressão utilizada na segunda publicação.

“Eu sou uma mulher, sou conservadora e não sou vadia. E represento muitas professoras e represento muitas mulheres que trabalham o dia todo”, disse.

Vereadores aprovam pedido de esclarecimentos sobre a educação

A educação também esteve na pauta de votações. O Requerimento nº 0026/2026, apresentado pela vereadora Marlise Zomer, foi aprovado por unanimidade.

O documento solicita a convocação da secretária municipal de Educação, Elisabeth Menegasso Bagio, para prestar esclarecimentos sobre os serviços oferecidos pela pasta.

Entre os assuntos estão o transporte escolar, as atividades extracurriculares no período de férias e outros trabalhos e atendimentos realizados pela Secretaria de Educação.

Indicações pedem melhorias em ruas e espaços públicos

Quatro indicações também constaram na ordem do dia.

O vereador Dovagner Baschirotto apresentou a Indicação nº 0166/2026, que propõe denominar Rua João Brighente a via pública atualmente identificada como Rua nº 600, que dá acesso à DG Fábrica de Rações, no bairro São Jerônimo.

Já o vereador Pedro João Orben, por meio da Indicação nº 0170/2026, solicitou que uma via da comunidade de Taipa, com início na Rua Augustinho Boger e término na Rua Lino Warmling, receba o nome de Rua Irmãos Boeger.

A vereadora Marlise Zomer apresentou a Indicação nº 0171/2026, que pede o conserto e a manutenção dos parquinhos das praças Celso Ramos e da Lomba. Conforme o documento, os equipamentos estão bastante danificados e necessitam de melhorias urgentes.

O presidente da Câmara, Murilo Oliveira Hoffmann, apresentou a Indicação nº 0172/2026, solicitando uma vistoria técnica na Rua Dorvalino Cenichel, no bairro Barro Vermelho. O objetivo é identificar as causas do afundamento do pavimento asfáltico e adotar as providências necessárias para solucionar o problema.

Moradores de Oratório pedem melhorias no acesso à comunidade

Durante o expediente, a Câmara recebeu um documento da Associação de Moradores de Oratório, que solicita apoio dos vereadores para encaminhar reivindicações ao Poder Executivo.

Entre os pedidos estão a implantação de um trevo de acesso à comunidade, medidas para prevenir alagamentos e melhorias na infraestrutura da Escola Municipal de Oratório.

A solicitação busca chamar a atenção do poder público para as condições de acesso, segurança e infraestrutura da localidade.

 

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