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Operação investiga fraudes em internações e suspeita de desvio de recursos no Hospital de Imaruí

GAECO cumpriu três mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira (23); investigação apura cobranças indevidas por serviços médicos e possível uso irregular de dinheiro público

Por Ligado no Sul23/10/2026 11h00
Foto/Gaeco

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), deflagrou na manhã desta sexta-feira (23) a segunda fase da Operação Prontuário Frio, que investiga suspeitas de fraudes e desvio de recursos públicos no Hospital Municipal de Imaruí, no Sul do estado.

Durante a operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão nos municípios de Imaruí, Florianópolis e São José. A ação contou com o apoio da Promotoria de Justiça da Comarca de Imaruí.

Segundo o Ministério Público, as investigações apontam indícios de registros fraudulentos de internações em sistemas utilizados pelo hospital. A suspeita é de que informações falsas tenham sido inseridas para justificar cobranças indevidas de procedimentos custeados com recursos públicos.

As apurações também identificaram possíveis pagamentos por serviços médicos que não teriam sido realizados, além de indícios de utilização de recursos destinados ao hospital para custear despesas particulares e realizar transferências a terceiros sem vínculo comprovado com a instituição.

Esta segunda fase da operação teve origem em provas e informações reunidas durante a primeira etapa da investigação, que permitiram identificar novas circunstâncias e a possível participação de outros envolvidos.

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam aparelhos eletrônicos, documentos físicos e digitais, além de registros contábeis e financeiros. O material será analisado para esclarecer a movimentação dos valores e identificar possíveis responsabilidades.

O nome da operação, Prontuário Frio, faz referência à suspeita de utilização de registros hospitalares irregulares para justificar cobranças e permitir a destinação indevida de recursos públicos.

As investigações seguem sob sigilo judicial. Até o momento, o Ministério Público não divulgou a identidade dos investigados nem o valor dos recursos que podem ter sido desviados.

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