Laguna cria plano para resposta a enchentes, ciclones, deslizamentos e outras emergências
Documento estabelece protocolos de atuação, identifica áreas de risco e prevê mobilização dos órgãos responsáveis em até duas horas
Laguna passou a contar oficialmente com um Plano Municipal de Contingência de Proteção e Defesa Civil (PLAMCON 2026), criado para organizar a atuação do município diante de situações de emergência e desastres. O documento foi instituído pelo Decreto nº 7.893, de 30 de setembro.
Elaborado pela Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (COMPDEC), o plano estabelece responsabilidades e procedimentos que vão desde o monitoramento e a prevenção até o socorro à população, abertura de abrigos e recuperação das áreas atingidas.
Entre os cenários previstos estão alagamentos, enxurradas, inundações, deslizamentos, vendavais, ciclones, granizo, incêndios em vegetação e acidentes envolvendo produtos perigosos. O transporte dessas substâncias pela BR-101 e pelos acessos estaduais também recebeu protocolos específicos.
O planejamento identifica pontos considerados mais vulneráveis do município. Ribeirão Pequeno apresenta risco de enxurradas e interrupção de acessos, enquanto Barranceira e Cabeçuda estão sujeitas a alagamentos. No Centro Histórico e em Campo de Fora, a atenção está voltada para inundações relacionadas à maré meteorológica e às cheias. O documento também aponta áreas de risco nas encostas do Morro da Glória, Morro do Céu e Morro da Barbacena.
Mobilização em até duas horas
Uma das principais definições do plano é o prazo para resposta. Quando o PLAMCON for oficialmente ativado, os órgãos envolvidos deverão ser mobilizados em até duas horas, independentemente do dia ou horário.
O planejamento estabelece diferentes níveis de atuação. Diante da previsão de condições meteorológicas severas, as equipes poderão permanecer de plantão. Com o agravamento da situação, órgãos municipais e forças de resposta serão acionados e os abrigos entrarão em sobreaviso.
Em caso de desastre iminente ou já em andamento, está prevista a abertura dos locais de acolhimento e, quando necessário, a adoção dos procedimentos para decretação de situação de emergência ou estado de calamidade pública.
Sete locais previstos para abrigar moradores
O município também cadastrou sete estruturas que poderão funcionar como abrigos temporários. Entre as maiores estão o Ginásio de Esportes da Udesc, no Centro, com capacidade para 1,7 mil pessoas, e o Ginásio de Esportes de Cabeçuda, que poderá receber até 1.350 pessoas.
Outras estruturas estão previstas em Passagem da Barra, Caputera, Ribeirão Grande, Progresso e Magalhães.
O plano prevê ainda a atualização anual dos abrigos, mapas de risco e contatos dos órgãos envolvidos, além da realização de treinamentos e exercícios simulados para preparar as equipes responsáveis pela resposta às emergências.
Outro ponto incluído no planejamento são os protocolos para resgate e acolhimento de animais durante situações de emergência. Estão previstas ações de triagem, transporte e disponibilização de espaços separados para os animais em alguns dos abrigos, mantendo como prioridade as operações destinadas à preservação da vida humana.
O Plano Municipal de Contingência deverá ser revisado anualmente e servirá como referência para a atuação integrada da Prefeitura, Defesa Civil, forças de segurança e demais instituições envolvidas em situações de emergência no município.
