Setembro Amarelo: alimentação pode contribuir para a saúde mental, explica nutricionista
A alimentação também pode ter relação com a saúde mental. Durante a campanha Setembro Amarelo, que reforça a importância da prevenção ao suicídio e da atenção aos sinais de sofrimento emocional, o nutricionista Fábio Bianco falou ao Jornal da Guarujá sobre como os hábitos alimentares podem influenciar o funcionamento do cérebro e contribuir para o cuidado com a saúde.
Segundo o profissional, existe uma comunicação direta entre intestino e cérebro, e a alimentação pode interferir em processos relacionados à inflamação cerebral e à produção de neurotransmissores.
“O cérebro também come. Essa relação começa no intestino, existe uma comunicação direta entre intestino e cérebro e, dependendo da nossa alimentação, isso vai influenciar na inflamação cerebral e na produção de neurotransmissores”, explicou.
Fábio destacou, porém, que a alimentação não deve ser apontada como causa isolada de transtornos como depressão e ansiedade. Para ele, fatores genéticos e a predisposição individual também precisam ser considerados.
“A má alimentação não tem o poder de causar uma depressão, mas influencia naquelas pessoas que já têm uma genética, já têm uma predisposição. Ela vai criar um ambiente mais propício para a depressão ou a ansiedade se instalar”, afirmou.
Ansiedade e alimentação
Durante a entrevista, o nutricionista também falou sobre a relação entre ansiedade e hábitos alimentares. Segundo ele, os dois fatores podem acabar se influenciando mutuamente, formando um ciclo difícil de interromper.
Fábio também chamou atenção para a importância de alguns nutrientes para o funcionamento cerebral. Entre eles, citou as vitaminas D, B12 e B9, também conhecida como ácido fólico.
De acordo com o nutricionista, a deficiência desses nutrientes pode estar relacionada a alterações no comportamento e ao funcionamento adequado do organismo. Ele ressaltou que a avaliação individual é importante para identificar possíveis carências e definir a necessidade de intervenção.
Para Fábio, o acesso a informações sobre alimentação aumentou nos últimos anos, principalmente com as redes sociais. O desafio, segundo ele, está em transformar esse conhecimento em hábitos que possam ser mantidos no dia a dia.
“As pessoas já têm um conhecimento bem avançado. Hoje em dia, a questão é o que é difícil: a pessoa sozinha encontrar um processo. Todos nós precisamos de um processo para seguir de manhã, almoço, de tarde, à noite, final de semana”, explicou.
O nutricionista defende que o acompanhamento profissional pode ajudar a adaptar as orientações à realidade de cada pessoa, evitando que mudanças alimentares se transformem em mais uma fonte de estresse.
“Esse é o meu trabalho: trazer essas mudanças para a rotina da pessoa, de forma que ela consiga fazer sem sentir mais uma forma de estresse”, afirmou.
Setembro Amarelo
Além da alimentação, Fábio reforçou a importância de buscar ajuda diante de situações de sofrimento emocional. Durante a entrevista, ele lembrou o trabalho do Centro de Valorização da Vida (CVV), que atende pelo telefone 188.
O serviço oferece apoio emocional gratuito e sigiloso. Em situações de sofrimento intenso ou pensamentos relacionados ao suicídio, a orientação é buscar ajuda profissional e também acionar serviços de emergência quando houver risco imediato.
A campanha Setembro Amarelo busca ampliar o diálogo sobre saúde mental e prevenção do suicídio, reforçando que o cuidado deve envolver diferentes áreas e, principalmente, a procura por ajuda quando necessário.
O nutricionista Fábio Bianco atende de forma presencial e online em Orleans, Braço do Norte, Criciúma e Tubarão. Os agendamentos podem ser feitos pelo WhatsApp (48) 9 9615-2662 ou pelo perfil @fabiobianconutri, no Instagram.
Confira entrevista completa


