Afrânio Boppré defende fim da escala 6×1, das bets e aumento real do salário mínimo
Candidato do PSOL ao Senado também fala sobre democracia, relação entre Santa Catarina e Brasília e atuação que pretende ter no Congresso
O Jornal da Guarujá conversou na manhã desta segunda-feira (14) com Afrânio Tadeu Boppré, candidato do PSOL ao Senado Federal por Santa Catarina. Durante a entrevista, o candidato falou sobre sua trajetória política, defendeu o fim da escala de trabalho 6×1, o combate às bets, o aumento real do salário mínimo e uma maior aproximação entre Santa Catarina e o governo federal.
Natural de Florianópolis, Afrânio Boppré tem 65 anos, é economista e professor. Entre os cargos que já ocupou estão o de vice-prefeito de Florianópolis, secretário municipal de Finanças, deputado estadual e vereador da Capital, função que exerce atualmente. Ele também já participou do movimento estudantil e afirmou que entrou na política ainda jovem, durante o período da ditadura militar.
Segundo o candidato, a defesa da democracia é uma das principais razões para sua candidatura ao Senado. Ele citou os atos de 8 de janeiro de 2023 e as investigações sobre uma tentativa de golpe de Estado como exemplos de situações que, na avaliação dele, precisam ser superadas pelo país.
“Eu quero que o Brasil se torne um país definitivamente democrático, que a gente não sofra mais esse tipo de situação que nós já vivemos”, afirmou.
Afrânio também criticou a atuação da oposição ao governo federal e citou a relação do ex-presidente Jair Bolsonaro com o ex-governador de Santa Catarina Carlos Moisés. Para ele, o estado perdeu espaço na política nacional nos últimos anos.
Entre as principais propostas que pretende levar ao Senado está o fim da escala 6×1. O candidato defende uma jornada de cinco dias de trabalho por dois de descanso, sem redução salarial, e jornada de 40 horas semanais.
“Eu gostaria que o Senado votasse o fim da escala 6×1 ainda antes da eleição. Mas me parece que não é prioridade a vida do povo dentro do Senado”, disse.
Outra bandeira apresentada durante a entrevista foi o combate às apostas esportivas, conhecidas como bets. Afrânio defendeu o fim desse tipo de atividade e afirmou que as apostas estão prejudicando financeiramente muitas famílias brasileiras.
“As bets estão criando uma desgraça no ambiente familiar”, declarou.
O candidato também defendeu aumentos reais do salário mínimo, acima da inflação. Na avaliação dele, o momento econômico permite ampliar o poder de compra dos trabalhadores e avançar na distribuição de renda.
Afrânio ainda falou sobre a relação entre Santa Catarina e Brasília. Segundo ele, o estado precisa ter uma maior aproximação com o governo federal, independentemente de quem esteja no comando do Executivo estadual.
“Eu quero ir para o Senado para deixar o Senado ativo, fortalecido, para que a gente possa apoiar as mudanças que o Brasil precisa”, afirmou.
Para o candidato, uma das funções de um senador catarinense deve ser aproximar o estado do governo federal e trabalhar pela liberação de recursos e pela realização de obras em Santa Catarina.
“Dar a mão para o governador eleito, não importa quem seja, dar a mão para o presidente eleito e trabalhar junto. Essa é a minha função política como senador, é diminuir a distância e procurar entendimento”, afirmou.
Ao final da entrevista, Afrânio pediu votos aos eleitores catarinenses e apresentou os nomes que apoia na disputa eleitoral.
Afrânio Boppré concorre ao Senado pelo PSOL com o número 500. Seus suplentes são Luci Choinacki (PT) e Cida da Silva (PT), de Laguna.
Durante a entrevista, o candidato também declarou apoio a Gelson Merisio, para o governo de Santa Catarina, e a Décio Lima, para o Senado. Para a Presidência da República, pediu votos para Luiz Inácio Lula da Silva.
Ao pedir votos para sua candidatura, Afrânio lembrou que, neste ano, cada eleitor catarinense poderá escolher dois candidatos para o Senado, já que duas vagas estarão em disputa. Ele pediu que seu nome seja escolhido em uma das duas opções.
“Cada brasileiro terá direito a votar duas vezes para o Senado. Se você não votar no Afrânio na primeira opção, dê a chance, vote na segunda opção: Afrânio 500, senador”, afirmou.
“Quero ser senador para bem representar Santa Catarina, ser parceiro do nosso povo, defender a democracia e fazer política pública para a distribuição de cada vez mais justiça social”, finalizou.
Confira entrevista completa


