Setembro reúne campanhas de conscientização sobre saúde mental e doação de órgãos
Setembro Amarelo chama atenção para a prevenção do suicídio, enquanto Setembro Verde incentiva a conversa sobre doação de órgãos e tecidos
O mês de setembro chega acompanhado de duas campanhas que colocam a saúde e a vida no centro do debate: o Setembro Amarelo, dedicado à conscientização e prevenção do suicídio, e o Setembro Verde, que busca incentivar a doação de órgãos e tecidos.
Embora tenham propostas diferentes, as duas campanhas têm um ponto em comum: a importância da informação e da conversa.
Setembro Amarelo: falar também é uma forma de prevenir
O Setembro Amarelo reforça, ao longo do mês, a necessidade de falar sobre saúde mental e prevenção do suicídio. Segundo o Ministério da Saúde, o suicídio é um fenômeno complexo e pode atingir pessoas de diferentes idades, condições sociais e histórias de vida. A prevenção é possível, e reconhecer sinais de sofrimento e buscar ajuda pode fazer diferença.
O dia 10 de setembro marca o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. A data busca ampliar a conscientização, reduzir o estigma e estimular a procura por ajuda.
Por isso, a campanha não deve ser lembrada apenas quando alguém apresenta uma situação extrema. Mudanças de comportamento, isolamento, sofrimento intenso e falas relacionadas à falta de esperança podem indicar que uma pessoa precisa de atenção e acolhimento.
Setembro Verde: uma conversa que pode salvar vidas
O mês também é marcado pelo Setembro Verde, campanha de conscientização e incentivo à doação de órgãos e tecidos. O Dia Nacional da Doação de Órgãos é celebrado em 27 de setembro.
Um dos principais objetivos da campanha é estimular uma conversa que muitas famílias ainda evitam: o desejo de ser ou não um doador de órgãos.
No Brasil, a manifestação da vontade precisa ser conhecida pela família, já que a autorização para a doação após a morte depende dos familiares. Por isso, não basta apenas ter a intenção de doar. É importante comunicar essa decisão às pessoas próximas.
Rins, fígado, coração, pulmões, pâncreas e córneas estão entre os órgãos e tecidos que podem ser utilizados em transplantes, dependendo das condições clínicas e dos critérios médicos estabelecidos.
Para quem está na fila por um transplante, a doação representa a possibilidade de continuar vivendo. Em 2024, por exemplo, o Ministério da Saúde registrou mais de 4,5 mil órgãos e 8,2 mil córneas doados apenas nos primeiros seis meses do ano.


