Jorge Koch confirma candidatura a deputado estadual e defende maior representação do Sul de Santa Catarina
Ex-prefeito de Orleans afirma que pretende levar à Assembleia experiência como delegado, vereador e prefeito e cita infraestrutura, segurança e recursos aos municípios entre as prioridades
A série de entrevistas com candidatos da região Sul de Santa Catarina teve sequência nesta quinta-feira (6), no Jornal da Guarujá, com a participação do ex-prefeito de Orleans e ex-delegado regional Jorge Koch, que teve a candidatura a deputado estadual pelo MDB homologada em convenção partidária no último sábado.
Durante a entrevista, Koch explicou que a decisão de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa começou a ser construída no fim de 2024, quando foi procurado pelo então deputado estadual Volnei Weber. Segundo ele, Weber informou que não pretendia disputar um novo mandato e colocou seu nome como possibilidade para assumir a candidatura.
“Eu fui procurado pelo deputado Volnei Weber ali na prefeitura. Eu lembro que foi em dezembro de 2024. Volnei veio me procurar, dizer que não seria mais candidato a deputado e perguntou se eu estava preparado para assumir a condição de pré-candidato na vaga dele”, relatou.
Koch disse que inicialmente ficou surpreso com a decisão, mas passou a conversar com familiares e lideranças políticas antes de aceitar o desafio. Em março de 2025, segundo ele, um encontro com lideranças em São Ludgero consolidou a decisão de disputar a eleição.
O ex-prefeito afirma que pretende apresentar ao eleitorado a experiência acumulada ao longo da vida pública. Ele foi vereador por oito anos, delegado de polícia por 27 anos e prefeito de Orleans por dois mandatos.
“Eu vou entregar ao eleitor os meus oito anos de experiência como prefeito municipal, vou entregar ao eleitor os meus 27 anos como experiência de delegado de polícia e a minha experiência como oito anos vereador, quatro na cidade de Braço do Norte e quatro anos aqui em Orleans”, afirmou.
Segurança pública e representação regional
Entre as bandeiras apresentadas durante a entrevista está a segurança pública. Koch destacou os 27 anos de atuação como delegado e afirmou que pretende utilizar essa experiência caso seja eleito.
“Eu vivi segurança 27 anos. Eu posso estar lá na Assembleia, colaborar com os demais 39 deputados porque um é professor, um vai ser empresário, outro é comerciante e talvez um delegado lá dentro possa estar trabalhando sobre a segurança pública. Nós precisamos alguém que viveu segurança pública”, declarou.
O candidato também defendeu a manutenção e ampliação da representação política do Sul catarinense. Segundo Koch, a região precisa recuperar um atraso histórico em áreas como infraestrutura, aeroportos e logística.
Ele citou a duplicação da BR-101, a implantação do Aeroporto Regional Sul Humberto Ghizzo Bortoluzzi, em Jaguaruna, e o desenvolvimento do Porto de Imbituba como exemplos de investimentos que, na avaliação dele, demoraram a avançar.
Para Koch, a quantidade de representantes eleitos também interfere na capacidade da região de buscar recursos públicos.
“Quanto mais deputados no Sul, mais recursos. Se eu pegar aqui cada deputado estadual, dispõe de 20 a 22 milhões a mais de demanda positiva. Quanto mais deputado, mais recursos vão aparecer aqui no Sul”, afirmou.
O candidato também defendeu que os municípios tenham maior autonomia para decidir onde aplicar recursos recebidos do Estado.
“Menos Brasília, menos Florianópolis e mais recursos no nosso município”, resumiu, retomando uma posição que, segundo ele, já defendia durante o período em que esteve à frente da Prefeitura de Orleans.
Entre as demandas que pretende levar para a Assembleia, caso seja eleito, Koch citou a infraestrutura rodoviária. Ele criticou as condições da SC-370, entre Braço do Norte e Tubarão, e defendeu melhorias na ligação entre os municípios.
O candidato também mencionou a duplicação da SC-108 na região de Urussanga e outras obras de infraestrutura que, segundo ele, precisam avançar.
Outra área destacada foi a indústria do plástico. Koch afirmou que o setor tem forte presença econômica no Sul e que pretende defender a atividade diante das discussões sobre redução da produção e utilização de materiais plásticos.
“Hoje a indústria plástica emprega 12 mil de forma direta. Hoje nós temos quase 300 pequenas empresas aqui na região Sul vinculadas ao plástico. O plástico está sendo muito massacrado em nível nacional e mundial para se eliminar a fabricação do plástico”, disse.
Segundo ele, a atuação parlamentar também deverá ser construída a partir das demandas apresentadas por prefeitos e vereadores da região.
“São demandas regionais, locais, que a gente vai buscar e vai ouvir dos prefeitos e vereadores. E são essas demandas que vão chegar no nosso gabinete que a gente vai trabalhar”, afirmou.
Posicionamento na eleição presidencial
Durante a entrevista, Koch também foi questionado sobre a influência da disputa presidencial nas eleições para os demais cargos. Ele avaliou que a polarização entre direita e esquerda pode acabar tirando a atenção do eleitor das candidaturas a deputado estadual, deputado federal, senador e governador.
Na disputa presidencial, Koch declarou apoio a Ronaldo Caiado (PSD) no primeiro turno, seguindo, segundo ele, a posição definida pelo MDB. Ao ser questionado sobre a possibilidade de um segundo turno, afirmou que, nesse cenário, apoiaria o candidato que estivesse em melhores condições de enfrentar o atual governo.
O candidato também defendeu uma mudança no comando do governo federal.
“Eu vejo um bom momento para que a população analise exatamente o que está acontecendo. Pena é essa briga da direita e da esquerda, que realmente atrapalha cada vez mais o eleitor”, declarou.
Confira entrevista completa


