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Sindisaúde convoca trabalhadores da saúde para assembleias que podem confirmar greve na região
Em entrevista, presidente do Sindisaúde afirma que proposta do IMAS foi rejeitada pela categoria e assembleias irão definir possível paralisação dos trabalhadores da saúde
Por Ligado no Sul19/05/2026 10h30
Foto/Divulgação
O Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Criciúma e Região (Sindisaúde) convocou trabalhadores sindicalizados e não sindicalizados do Instituto Maria Schmitt (IMAS) para assembleias que irão discutir e ratificar a aprovação de greve da categoria. As reuniões acontecem nos dias 20 e 21 de maio, às 7h, nas entradas de funcionários do Hospital Regional de Araranguá, Hospital Dom Joaquim de Sombrio, Hospital São Marcos de Nova Veneza e das UPAs de Criciúma e Cocal do Sul.
Segundo o presidente do Sindisaúde, Cleber Cândido, a categoria tem data-base em março e, até o momento, não houve avanço significativo nas negociações salariais. O sindicato reivindica reajuste de 10% nos salários e aumento de R$ 50 no vale-alimentação.
De acordo com Cleber, a proposta apresentada pelo IMAS foi de 4% de reajuste salarial e 9% no vale-alimentação, o que representaria apenas 0,64% de ganho real para os trabalhadores. A proposta já foi rejeitada duas vezes pela categoria.
“A categoria entende que precisa ser mais valorizada. Nos últimos cinco anos tivemos praticamente reposição da inflação, sem aumento real. Agora buscamos uma melhoria maior para os trabalhadores da saúde”, afirmou o presidente do sindicato.
Ainda segundo o Sindisaúde, o IMAS manteve a mesma proposta mesmo após as rejeições, o que levou os trabalhadores a encaminharem a possibilidade de paralisação.
“A categoria decidiu que, caso a proposta não melhorasse, deveríamos encaminhar a greve. Tentamos conversar novamente para evitar a paralisação, mas não houve avanço”, disse Cleber.
O presidente relatou ainda que entrou em contato com a direção do instituto para tentar reabrir as negociações. Segundo ele, a resposta recebida foi de que não haveria nova proposta e que, em caso de greve, o assunto seria levado à Justiça.
Caso a paralisação seja ratificada nas assembleias desta semana, a greve poderá iniciar já na próxima terça-feira. O sindicato destacou que, por se tratar de serviços de saúde, haverá cumprimento dos percentuais mínimos de atendimento previstos em lei para evitar prejuízos à população.
Além das unidades administradas pelo IMAS, o Sindisaúde informou que também negocia reajustes com outros hospitais da região e afirma que as conversas seguem sem avanços significativos.