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Santa Catarina registra primeiro caso de hantavírus em 2026 e descarta relação com navio

Saúde destaca que vírus no estado não é transmitido entre pessoas

Por Ligado no Sul11/05/2026 09h30
Foto: Shutterstock/Reprodução

Santa Catarina registrou o primeiro caso de hantavírus em 2026 no município de Seara, no Oeste catarinense. A confirmação foi feita pela Secretaria de Estado da Saúde na última sexta-feira, 8.

Segundo as autoridades, o caso não tem relação com um surto recente da doença em um navio de cruzeiro de exploração que saiu da Argentina com destino a Cabo Verde e que chamou atenção após mortes registradas.

A Vigilância Epidemiológica explicou que o tipo de vírus identificado no estado é diferente. Em Santa Catarina, a transmissão ocorre principalmente pelo contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados.

A doença é considerada rara, mas pode ser grave. Os sintomas iniciais incluem febre, dor no corpo e cansaço, podendo evoluir para problemas respiratórios.

Dados da Secretaria de Estado da Saúde mostram que, nos últimos anos, o estado tem registrado casos e mortes pela doença:

  • 2023: 26 casos e oito mortes
  • 2024: 11 casos e quatro mortes
  • 2025: 15 casos e seis mortes
  • 2026: um caso, sem morte até o momento

A Secretaria de Saúde informou que segue monitorando a situação e reforça a importância de cuidados para evitar o contato com locais que possam ter presença de roedores.

Confira a nota completa da Secretaria de Saúde de Santa Catarina 

“A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), informa que a hantavirose é uma doença já monitorada em Santa Catarina. O aumento da repercussão sobre o tema ocorre em razão da ampla divulgação relacionada aos casos registrados recentemente em um navio de cruzeiro.

Entre 2020 e 2026, Santa Catarina registrou 92 casos de hantavirose. Em 2023, foram confirmados 26 casos; em 2024, 11 casos; e, em 2025, 15 casos. Em 2026, até o momento, foi registrado um caso no município de Seara.

A Dive esclarece ainda que a linhagem do vírus associada ao surto no navio é diferente da identificada em Santa Catarina. Essa variante possui característica de transmissão entre pessoas, o que não ocorre com a linhagem registrada no estado, cuja principal forma de transmissão está relacionada ao contato com secreções e excretas de roedores infectados.

A SES reforça que mantém vigilância ativa para identificação e acompanhamento de casos suspeitos. As amostras coletadas são encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen) para confirmação diagnóstica.”

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