Mesmo com queda nos casos, dengue mantém Santa Catarina em alerta
Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina aponta 187 municípios infestados pelo mosquito e circulação de três sorotipos da doença
O estado de Santa Catarina segue em alerta para as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, mesmo com a redução nos casos de dengue em 2026.
Segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina, houve uma queda de 60% nos casos prováveis da doença em comparação com o mesmo período do ano passado.
Apesar disso, a preocupação continua alta. Atualmente, 187 municípios catarinenses são considerados infestados pelo mosquito. Entre janeiro e abril deste ano, foram identificados mais de 25,8 mil focos em 249 cidades do estado.
A bióloga da DIVE, Tharine Aparecida Dal Cim, explica que esse cenário ainda favorece a transmissão da doença. “Esses municípios possuem grande densidade do vetor, o que pode favorecer a transmissão”, afirma.
No mesmo período, o estado registrou mais de 18 mil notificações de dengue, sendo 2.518 casos considerados prováveis.
Outro ponto de atenção em 2026 é a circulação de três tipos do vírus da dengue: 1, 2 e 3. Além disso, historicamente, os meses de abril e maio costumam ter mais casos da doença em Santa Catarina.
A preocupação também envolve a chikungunya, principalmente no Oeste do estado. Já foram 405 notificações da doença neste ano, com 93 casos prováveis. A maioria está concentrada na região de Xanxerê.
A bióloga reforça que a prevenção começa dentro de casa. “Um lixo mal acondicionado, uma caixa de água destampada, uma calha obstruída, materiais de construção. É sempre importante verificar esses locais que possam acumular água, eliminando e adequando para que o mosquito não encontre locais propícios para proliferação”, orienta.
Ela também destaca a importância da vacinação contra a dengue para quem faz parte do público indicado. “É importante manter a estratégia de vacinação para a população que já foi elencada para receber a vacina da dengue, auxiliando dessa maneira também no controle da transmissão das arboviroses no estado”, completa.
A DIVE reforça que as medidas de prevenção devem continuar, principalmente com a eliminação de locais que acumulam água, principal forma de evitar a proliferação do mosquito.
