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Autoconhecimento, tecnologia e protagonismo marcam debate sobre preparo para o futuro no Papo Empreendedor

Por Graziela Gislon08/04/2026 16h48
Fotos/Redação

Você está vivendo no automático ou construindo a vida que realmente deseja? Essa provocação guiou o mais recente episódio do Papo Empreendedor, apresentado por Thayni Librelato, que abordou o tema “Você está preparado para o futuro? O que ninguém te contou sobre o crescimento pessoal e profissional”. A conversa reuniu Vânia Hoepers, especialista em desenvolvimento humano, e Gustavo Nazário, empresário e mentor em inteligência artificial aplicada a negócios.

Fundadora da AJNA Consultoria e Treinamentos, Vânia Hoepers é treinadora de pessoas, certificada pela Carnegie University e atua diretamente no fortalecimento da comunicação e da autoconfiança. Sua trajetória no desenvolvimento humano ganhou força a partir de um momento desafiador em sua vida pessoal. “Foi onde parece que abriu um portal e ali, quando eu fiz uma determinada atividade mais holística, olhando realmente para dentro, muitas coisas começaram a acontecer de uma forma diferente”, relembra. Desde então, o autoconhecimento passou a ser uma busca contínua. “É inevitável essa busca ser constante a partir de então”, afirma.

Esse processo também é alimentado pelo hábito da leitura, que, segundo ela, ocorre de forma intuitiva. “Eu digo que os livros me chamam, eu não escolho eles. Eles trazem a mensagem exata para aquele momento”, explica, Vânia também destaca como os conteúdos acessados influenciam diretamente sua forma de pensar e agir.

Na prática profissional, Vânia observa que muitos ainda enfrentam barreiras importantes para evoluir. Um dos principais bloqueios está na mentalidade em relação ao desenvolvimento. “O primeiro bloqueio é a mentalidade de que um treinamento não é um investimento. As pessoas perguntam quanto vão gastar, não qual é o retorno”, pontua. Outro fator recorrente é a resistência à mudança. “É mais fácil reclamar do que tomar uma atitude diferente do que eu faço até então”, acrescenta.

A comunicação, segundo ela, é um dos pilares mais decisivos nesse processo. Mais do que falar, comunicar envolve estratégia e domínio emocional. “Não é o que eu vou falar que vai me dar resultado, é como eu comunico aquilo”, destaca. Ela reforça ainda que se trata de uma habilidade desenvolvível, e não de um talento inato: “Comunicar não é um dom, é uma habilidade”.

Enquanto isso, Gustavo Nazário trouxe para o debate a perspectiva do empreendedorismo e da inovação. Com mais de 10 anos de experiência no setor logístico, ele iniciou sua trajetória ainda adolescente, aos 16 anos, atuando diretamente na operação. “Meu pai falou: tu vai lá carregar caminhão. E ali eu entendi que, para chegar no escritório, eu teria que ralar na base”, relembra. A experiência prática, segundo ele, foi determinante para a construção de sua mentalidade profissional.

Ele compara esse processo ao jiu-jitsu, esporte no qual é faixa preta e a importância de respeitar as etapas de aprendizado. “Você não começa na faixa marrom. Começa na branca. É um processo de resiliência”, afirma.

A vivência no setor logístico também foi o ponto de partida para a criação da GV Plataforma, empresa fundada por Gustavo com o objetivo de resolver um problema recorrente nas indústrias: o tempo gasto com cotações de frete. “Eu comecei a notar que as indústrias perdem muito tempo fazendo cotação. A gente conseguiu reduzir de horas para segundos”, explica. A solução automatiza processos e centraliza informações, tornando as operações mais eficientes. “Eu resolvi um problema que era meu e que consequentemente reflete na indústria”, completa.

Outro tema da conversa foi o uso da inteligência artificial nos negócios. Apesar da popularização, Gustavo avalia que o uso ainda é limitado. “Quem utiliza de fato a inteligência artificial é como se fosse o estado de Minas Gerais no mundo inteiro”, compara. Para ele, o erro mais comum é tentar avançar sem dominar o básico. “A gente precisa aprender o básico, como conversar com a inteligência artificial. Tem empresário que já quer estar na faixa marrom sem entender o começo”, alerta.

Entre as recomendações, ele destaca o uso inicial de ferramentas mais acessíveis e integradas ao dia a dia das empresas Como o Gemini e o ChatGPT, antes de partir para soluções mais complexas. A ideia, segundo ele, é extrair o máximo do que já está disponível antes de buscar novidades.

A conversa também ganhou um tom mais pessoal quando Vânia compartilhou sua experiência na Índia, especialmente na cidade de Rishikesh, conhecida por sua espiritualidade. A vivência foi descrita como transformadora. “Eu entendi que a paz é interna, não é um fator externo. A felicidade é um estado de ser”, relata. Ao chegar ao destino, a sensação foi imediata: “Foi como se eu tivesse chegado em casa”.

Ao mesmo tempo, a experiência trouxe reflexões críticas sobre contrastes culturais. “A vaca é sagrada, mas muitas vezes está largada na rua. Isso me chocou bastante”, observa, ao destacar a dualidade entre valores simbólicos e práticas cotidianas. Outro ponto marcante foi a questão do papel da mulher, que evidenciou diferenças significativas em relação à realidade brasileira.

Entre os aprendizados mais profundos, Vânia destaca a importância da entrega e da confiança no processo. “A gente não precisa se frustrar porque não foi perfeito como queríamos. No final, pode acontecer algo ainda melhor”, afirma.

Conheça um pouco mais sobre cada um dos entrevistados:

Gustavo Nazário

  • Livro que mudou sua vida? 100 Coisas que pessoas de sucesso fazem – Nigel Cumberland
  • Um sonho ainda não realizado? Ir para a Disney
  • Maior conquista que te enche de orgulho? Construir a minha família
  • Medo que te impulsiona a melhorar? Estabilidade
  • Uma decisão que você repensaria? Não ter buscado apoio e algumas fases do meu negócio
  • Qual hábito diário mais impacta positivamente sua vida? Praticar atividade física
  • Filme ou série que te inspira a empreender? Steve Jobs
  • Qual conselho você daria ao seu eu mais jovem? Seja menos orgulhoso e ouça mais
  • Qual marca você quer deixar para o mundo? Que a gente está sempre em processo de evolução
  • Música pop ou rock que te dá energia? Além do horizonte – Jota Quest
  • O que seria seu “luxo” essencial? Estar presente para a minha família
  • Onde você se vê daqui a 5 anos? Viajando o mundo com a minha família

Vânia Hoepers

  • Livro que mudou sua vida? Como fazer amigos e influenciar pessoas – Dale Carnegie
  • Um sonho ainda não realizado? Conhecer Paris
  • Maior conquista que te enche de orgulho? Ter me desenvolvido a ponto de hoje poder impactar a vida das pessoas
  • Medo que te impulsiona a melhorar? O medo de não viver tudo o que eu poderia ter vivido
  • Uma decisão que você repensaria? Ter demorado pra começar o meu processo desenvolvimento pessoal
  • Qual hábito diário mais impacta positivamente sua vida? A gratidão
  • Filme ou série que te inspira a empreender? Joy- O nome do sucesso
  • Qual conselho você daria ao seu eu mais jovem? Peça mais ajuda, não queira carregar o mundo sozinha
  • Qual marca você quer deixar para o mundo? A de que podemos e devemos acreditar nos nossos sonhos
  • Música pop ou rock que te dá energia? Viva a vida – Felipe Duram
  • O que seria seu “luxo” essencial? Presença
  • Onde você se vê daqui a 5 anos? Levando outras mulheres a despertarem a espiritualidade na Índia ou onde for.

Assista aqui o episódio completo

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