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Greve no Hospital Materno-Infantil de Criciúma: trabalhadores anunciam paralisação a partir de sexta-feira

Paralisação pode começar às 6h desta sexta-feira caso problemas como diferenças salariais e pendências trabalhistas não sejam resolvidos pelo instituto que administra o hospital.

Por Ligado no Sul05/03/2026 10h30
Foto/Arquivo – SindiSaúde

Funcionários do Hospital Materno-Infantil Santa Catarina, em Criciúma, anunciaram que entrarão em greve a partir das 6 horas desta sexta-feira, dia 6. A paralisação ocorre após um mês de negociações sem acordo para resolver pendências trabalhistas apontadas pela categoria.

A unidade é administrada pelo Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas), responsável pela gestão do hospital.

Entre as principais reivindicações dos trabalhadores estão diferenças salariais, problemas envolvendo empréstimos consignados, além de atrasos e inconsistências no pagamento de benefícios como vale-alimentação e vale-transporte.

O anúncio da greve foi confirmado pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e Região (Sindisaúde), Cleber Cândido, durante entrevista concedida ao Jornal da Guarujá na manhã desta quinta-feira, dia 5.

Segundo o dirigente sindical, as negociações ocorrem há cerca de um mês e, apesar de algumas tratativas, os principais problemas ainda não foram solucionados.

“Estamos há cerca de um mês discutindo essas pendências. Já houve uma paralisação anteriormente e, embora algumas questões tenham sido tratadas, as principais continuam sem solução”, afirmou.

Entre as situações relatadas pela categoria está um erro no cálculo da folha de pagamento que estaria gerando prejuízo mensal aos trabalhadores.

“Hoje os trabalhadores têm um prejuízo médio de quase R$ 300 por mês por causa desse erro, que ainda não foi corrigido”, explicou Cândido.

Outro ponto citado envolve problemas com empréstimos consignados. De acordo com o sindicato, em alguns casos os valores teriam sido descontados dos salários dos funcionários, mas não repassados às instituições financeiras, o que acabou gerando transtornos.

“Há trabalhadores com o nome negativado e com queda no score de crédito por conta dessa situação”, disse o presidente do sindicato.

Além disso, os funcionários também apontam atrasos ou inconsistências no pagamento de benefícios e dificuldades relacionadas às condições de trabalho.

“Tudo isso foi se acumulando ao longo do tempo e acabou levando a essa mobilização”, acrescentou.

Paralisação pode começar nesta sexta

De acordo com o Sindisaúde, os trabalhadores aguardam uma solução ainda nesta quinta-feira. Caso isso não ocorra, a greve começará na manhã de sexta-feira.

“A posição dos trabalhadores é clara: se os valores não forem regularizados e não houver solução efetiva hoje, a paralisação começa amanhã”, afirmou Cândido.

Mesmo com a greve, parte dos serviços deve continuar funcionando. Conforme o sindicato, a legislação exige a manutenção de equipes mínimas em serviços considerados essenciais.

“Em setores críticos, como emergência e UTI, o funcionamento precisa ser mantido integralmente. Nos demais setores ligados diretamente ao atendimento ao paciente, pelo menos 50% dos trabalhadores devem permanecer em atividade”, explicou.

Confira entrevista completa

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