Sintramor aguarda reunião com prefeitura de Orleans para discutir reivindicações
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Orleans (SINTRAMOR), Janes de Lorenzi, manifestou preocupação com a falta de diálogo entre a entidade e a administração municipal para tratar das demandas dos servidores. Segundo ela, dois projetos de lei foram encaminhados na última sessão da Câmara de Vereadores sem que o sindicato fosse chamado previamente para discutir o tema.
Um dele é o Projeto de Lei nº 002/2026, que previa a revisão anual da remuneração dos servidores públicos municipais, ativos e inativos, além de pensionistas da administração direta, autarquias como o Samae e fundações como a Famor (Fundação Ambiental Municipal de Orleans). A proposta previa ainda reajuste salarial anual e também a atualização do vale-alimentação, que passaria de R$ 300 para R$ 312 — um acréscimo de R$ 12 — medida que não agradou parte dos servidores.
De acordo com a presidente, os servidores iniciaram um novo momento após as últimas eleições municipais, motivados pela expectativa de mudanças na relação entre a administração e a categoria.
“Como Presidente do SINTRAMOR represento aqui todos os Servidores e começamos a viver um tempo diferente, em 2025 movidos pela esperança, depois de termos passado oito anos de uma administração muito difícil e que acabou sentindo o peso dos Servidores nas urnas”, afirmou.
Ela destacou que, ao longo dos últimos anos, os trabalhadores enfrentaram dificuldades e desgaste, mas seguiram garantindo o funcionamento dos serviços públicos no município.
“Os Funcionários estavam esgotados e doentes, mas foram vencendo as dificuldades crendo que a situação seria melhor com as promessas de campanha. E o povo sabe disso, da competência e das dificuldades sofridas, afinal de contas mantemos os serviços funcionando todos os dias”, declarou.
Segundo o sindicato, a entidade optou por aguardar o primeiro ano da nova gestão sem apresentar cobranças formais, na expectativa de que as promessas feitas durante a campanha fossem colocadas em prática.
“Deixamos vencer um ano sem cobrança nenhuma, esperando que neste ano já se veria a luz brilhar no fundo do túnel. Mas infelizmente isso não aconteceu, faltando-se com o respeito ao negligenciar a presença do SINTRAMOR”, disse.
Ainda conforme Janes de Lorenzi, dois projetos de lei foram enviados ao Legislativo municipal na última semana sem que o sindicato tivesse sido chamado para dialogar sobre o conteúdo das propostas.
“Foram mandados dois Projetos de Lei para a Câmara de Vereadores na semana passada sem ao menos terem chamado o Sindicato para conversar e expor a necessidade do envio de tais projetos para a Câmara de Vereadores”, afirmou.
A presidente também lembrou que a pauta do acordo coletivo foi entregue ainda no ano passado e reúne diversas reivindicações dos servidores municipais.
“Entregamos a Pauta de Acordo Coletivo no dia 09 de dezembro e de lá pra cá nenhuma reunião foi marcada para conversarmos sobre os 19 itens levantados pelos servidores e que precisam ser discutidos”, destacou.
Segundo ela, a expectativa da categoria não é necessariamente que todas as reivindicações sejam atendidas, mas que exista diálogo para discutir as demandas.
“Sabemos da possibilidade de não serem atendidos na sua totalidade, mas precisamos conversar. E tem sido assim, sai Prefeito entra Prefeito e só prometem para os Servidores e nada cumprem”, afirmou.
Diante da situação, o sindicato informou que aguarda a reunião com o prefeito Fernando Cruzetta, marcada para esta sexta-feira, 6, quando pretende iniciar as tratativas sobre as reivindicações da categoria.
“Chegamos ao limite. Estamos aguardando a reunião com o Prefeito nesta sexta-feira, para iniciarmos as conversações porque sem o diálogo nada se resolve, só se complica. E desde o início do SINTRAMOR nosso desejo é sempre o diálogo e o bom entendimento que faz com que sigamos em frente de forma mais tranquila e segura”, concluiu.
