Reforma administrativa volta à pauta e revisão salarial é retirada na Câmara de Orleans
A sessão de segunda-feira (2) na Câmara de Vereadores de Orleans foi marcada pela retomada de pautas importantes para a administração municipal. Entre os principais assuntos esteve o retorno do projeto de lei complementar que trata da estrutura, organização e funcionamento do Poder Executivo — a chamada reforma administrativa.
Conforme já havia antecipado o prefeito Fernando Cruzetta em entrevista ao Jornal da Guarujá no início do ano, o texto que cria três novas secretarias — Esporte, Cultura e Turismo — voltou a tramitar na Casa após ter sido reprovado em 2025.
Projeto deve permanecer ao menos uma semana em análise
De acordo com informações apuradas junto a vereadores, a matéria deve permanecer em tramitação por pelo menos uma semana antes de ser levada à votação. Parlamentares ouvidos pela reportagem afirmaram que irão analisar se houve alterações significativas em relação ao texto rejeitado no ano passado.
Nos bastidores, a expectativa é de que o cenário possa ser diferente desta vez. Há indicação de que mudanças realizadas no projeto tenham ampliado o apoio entre os vereadores. Uma das possíveis alterações no cenário político envolve o presidente da Câmara, Murilo Hoffmann, que em 2025 votou contra a proposta.
Segundo informações de bastidor, o novo texto teria atendido a pontos que antes geravam resistência. Como presidente, Murilo Hoffmann (Novo) só vota em caso de empate, o que pode ser decisivo caso a matéria tenha placar apertado.
Revisão salarial é retirada para diálogo com sindicato
Outro tema debatido na sessão foi a retirada do Projeto de Lei nº 002/2026, que previa a revisão anual da remuneração dos servidores públicos municipais, ativos e inativos, além de pensionistas da administração direta, autarquias como o Samae e fundações como a Famor (Fundação Ambiental Municipal de Orleans).
O projeto previa reajuste salarial anual e também atualização no valor do vale-alimentação, que passaria de R$ 300 para R$ 312 — um acréscimo de R$ 12. A proposta, no entanto, não agradou parte dos servidores.
Segundo a presidente do Sintramor (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Orleans), Janes de Lorenzi, o envio do projeto ocorreu sem diálogo prévio com a entidade sindical. Diante da repercussão, o Executivo optou por retirar a matéria para reavaliação.
Uma reunião entre representantes do sindicato e o prefeito está marcada para sexta-feira, 6, quando o tema deverá ser discutido antes de eventual reenvio à Câmara.
