Prefeito de Tubarão avalia primeiro ano de mandato, fala sobre Amurel, obras e coleta de lixo
O Jornal da Guarujá conversou, na manhã desta terça-feira (13), com o prefeito de Tubarão, Estêner Soratto da Silva Júnior (PL), que também encerrou nesta segunda-feira, dia 12, seu mandato como presidente da Associação de Municípios da Região de Laguna (Amurel), cargo que passou ao prefeito de Gravatal, Clei Rodrigues.
Ao fazer um balanço do período à frente da Amurel, Soratto classificou o ano como intenso, especialmente por coincidir com o primeiro ano de seu mandato no Executivo tubaronense. Segundo ele, o trabalho foi possível graças ao apoio dos prefeitos da região e da equipe técnica da associação.
“Foi um ano bastante intenso porque coincidiu com o primeiro ano de mandato à frente da prefeitura de Tubarão. Mas, como a gente teve um forte apoio dos 18 prefeitos da nossa Amurel e também dos colaboradores, que já têm uma equipe muito bem coesa, nós conseguimos avanços importantes”, afirmou.
Entre as principais conquistas, o prefeito destacou a aquisição da nova sede da Amurel, localizada no antigo Clube Cidade Luz. De forma indireta, ele explicou que o imóvel possui mais de dois mil metros quadrados e deverá atender a associação e seus consórcios por décadas. De forma direta, ressaltou: “Nós adquirimos uma área muito grande, um imóvel que com certeza vai atender tanto a Amurel quanto os consórcios de saúde e multifinalitário por mais de 30 anos, sem precisar buscar uma nova sede”.
Soratto explicou ainda que seu foco foi a compra do prédio, enquanto a adequação e reforma do espaço ficarão sob responsabilidade do novo presidente da entidade. Além disso, citou a realização de treinamentos para servidores municipais e prefeitos e o início das operações da usina de asfalto da Amurel, que entrou em funcionamento em dezembro. Para ele, o mandato de um ano é curto. “Quando você está pegando o jeito da coisa, o mandato está acabando”, disse, defendendo a adoção de mandatos de dois anos, a exemplo da Fecam.
Balanço do primeiro ano de governo
Ao avaliar o primeiro ano à frente da Prefeitura de Tubarão, o prefeito afirmou que 2025 foi marcado por ajustes administrativos, desafios financeiros e entregas importantes. Ele destacou que, mesmo sendo tradicionalmente um ano sem grandes obras, a gestão rompeu esse padrão.
“Fizemos a pavimentação de mais de 52 ruas, um número histórico para um primeiro ano de mandato”, afirmou. Segundo ele, também foram iniciadas a construção do maior posto de saúde do município e da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas, além da implantação da telemedicina.
Na área da saúde, Soratto detalhou a criação do programa conhecido como “Uber da Saúde”, voltado a pacientes em tratamento oncológico e de hemodiálise. “Antes, o paciente tinha que esperar todo mundo terminar o procedimento para voltar para casa. Agora, cada paciente chama o transporte, vai para a clínica e, assim que termina, já retorna para casa, dando mais conforto para quem está em um tratamento severo”, explicou.
O prefeito também citou ações na infraestrutura urbana, como a substituição de antigas tubulações por galerias maiores em rios e riachos, com o objetivo de reduzir alagamentos. “Antes eram pequenos tubinhos que não davam vazão, agora a água escoa mais rápido para o rio e as ruas não ficam alagadas”, disse.
Na educação, Soratto destacou a reforma e ampliação de duas creches, que tiveram suas estruturas dobradas, além da renovação da frota escolar. Apesar das entregas, reconheceu as dificuldades financeiras enfrentadas pelo município, que possui dívidas com bancos, parcelamentos de impostos e precatórios. Segundo ele, a situação foi organizada ao longo do ano. “A dívida ainda existe, mas está bem equacionada. Entramos em 2026 muito melhor do que quando entramos em 2025”, afirmou.
Um dos principais desafios citados pelo prefeito é a coleta de lixo em Tubarão. Atualmente, o serviço é realizado de forma emergencial por uma empresa provisória. Soratto explicou que uma nova licitação será aberta no dia 20 e que a expectativa é firmar um contrato definitivo de cinco anos.
“Estamos com uma empresa emergencial que não consegue contratar mão de obra suficiente. Não está legal”, admitiu. Ele demonstrou confiança de que o novo contrato resolverá o problema. “Com um contrato de cinco anos, a empresa tem segurança para comprar caminhões novos e remunerar melhor os funcionários, fidelizando essa mão de obra, que hoje é a grande dificuldade”, afirmou.
O prefeito explicou ainda que a empresa atual não faz investimentos justamente por saber que o contrato é temporário. “Ela sabe que a qualquer momento pode sair, então não fideliza funcionário e não investe. Com o contrato definitivo, a gente tem muita convicção de que o problema será resolvido”, concluiu.
Confira entrevista completa