Trabalhadores da indústria plástica pedem 5% de aumento real e fim da escala 6×1
Foi concluída nesta sexta-feira (20) mais uma etapa da Campanha Salarial 2026/2027 dos mais de 8,5 mil trabalhadores das indústrias plásticas de Criciúma e região. O rol de reivindicações da categoria foi entregue ao secretário-executivo do Sinplasc, Elias Caetano, representante do sindicato patronal.
“Ao todo, são 40 cláusulas que regulam as relações de trabalho em mais de 150 empresas do ramo plástico”, ressalta Carlos de Cordes, o Dé, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região, que fez a entrega do documento acompanhado do vice-presidente, Lúcio Pelegrin.
Apresentado pela diretoria aos trabalhadores e aprovado em assembleias realizadas no sindicato e em trocas de turnos das principais empresas, o rol de reivindicações tem como destaque, no campo econômico, o aumento real de salários de 5% além da inflação do período.
“Ficamos impressionados com a repercussão em torno do debate sobre o fim da escala 6×1, especialmente entre as trabalhadoras, que, na atualidade, ocupam cerca de metade dos postos de trabalho na indústria de descartáveis plásticos”, ressalta Dé.
Segundo ele, “queremos mostrar que, neste debate do fim da escala 6×1, a produtividade e o lucro, que os patrões colocam em primeiro lugar, devem dar lugar à qualidade de vida dos trabalhadores e ao avanço dos processos produtivos nos últimos anos”.
A abertura das rodadas de negociação, esperam os trabalhadores, deve ocorrer o mais rapidamente possível, com as questões econômicas e salariais ficando para a segunda quinzena de abril, quando serão conhecidos os índices inflacionários do período (abril/2025 a março/2026).
“Defendemos, ainda, o retorno ao sindicato das homologações das rescisões de contrato de trabalho, evitando erros nas contas, cada vez mais frequentes e sempre prejudicando os trabalhadores, além de mais segurança nos locais de trabalho, entre outros pontos”, finaliza Dé.