Criciúma recebe o 7º Simpósio LAND sobre autismo
Coordenadora explica que a programação aborda infância, adolescência e vida adulta, com foco em inclusão e qualidade de vida
Pesquisadores, profissionais da saúde, educadores, estudantes, familiares e a comunidade em geral vão se reunir para discutir os desafios e as potencialidades que acompanham a vida de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em diferentes fases da vida.
O tema será abordado durante a sétima edição do simpósio Land, promovido nos dias 10 e 11 de abril, pelo Laboratório de Pesquisa em Autismo e Neurodesenvolvimento da UNESC, vinculado à Universidade do Extremo Sul Catarinense. Em entrevista ao Jornal da Guarujá nesta sexta-feira (20), a coordenadora do laboratório e organizadora do evento, Cinara Ludvig Gonçalves, destacou a relevância da pauta.
Segundo ela, dados recentes do IBGE apontam que a população autista representa uma parcela significativa da sociedade, acompanhando uma tendência global de aumento na prevalência do autismo.
O evento será realizado em Criciúma, na sede da ACIC. Nesta edição, o simpósio traz como tema central a jornada da pessoa autista para além do diagnóstico, abordando especialmente fases menos discutidas, como a adolescência e a vida adulta.
“Existe um foco muito grande na infância e no diagnóstico precoce, que é fundamental. Mas ainda se fala pouco sobre a transição para a adolescência e para a vida adulta, incluindo temas como sexualidade, inserção no mercado de trabalho e saúde mental”, explicou a coordenadora.
A programação contará com palestras ministradas por especialistas como psicólogos, neurologistas e neuropediatras, além de momentos de interação com o público. O evento ocorre em dois dias: na sexta-feira (10), no período noturno, e no sábado (11), com atividades ao longo da manhã e da tarde. Ao final, uma mesa-redonda reunirá pessoas autistas e familiares para discutir experiências e estratégias de inclusão, especialmente no ambiente profissional.
Outro ponto destacado é o papel da família no acompanhamento e desenvolvimento da pessoa com TEA. De acordo com Cinara, a identificação precoce de possíveis sinais é essencial para o início de intervenções. “Existem marcos esperados no desenvolvimento infantil, como fala, interação e comportamento. Quando há atrasos, é importante buscar orientação profissional e iniciar estímulos, mesmo antes de um diagnóstico fechado”, afirmou.
O simpósio é aberto ao público e busca promover um ambiente acessível, com estímulos reduzidos para garantir a participação de pessoas autistas. As inscrições são pagas, com valores diferenciados: R$ 70 para o público geral e R$ 30 para pessoas dentro do espectro. O cadastro deve ser realizado no site oficial do evento.

Confira entrevista completa