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Santa Catarina cresce acima da média nacional nos setores de indústria, comércio e serviços, aponta IBGE

Secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços comenta, em entrevista, os fatores do crescimento econômico

Por Ligado no Sul20/01/2026 09h30
Foto/Reprodução Instagram

Santa Catarina registrou crescimento acima da média nacional nos setores de indústria, comércio e serviços em 2025, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre janeiro e outubro do ano passado, a economia catarinense avançou 4,7%, enquanto o crescimento do Brasil no mesmo período foi de 2,4%.

O desempenho positivo ocorre em um cenário de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, que se aproxima de 5% em 2025.

Ao Jornal da Guarujá, o Secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, atribuiu o resultado ao reflexo da força da indústria catarinense, que impulsiona também os setores de comércio e serviços.

De acordo com o secretário, o crescimento está associado ao perfil empreendedor do empresariado e dos trabalhadores catarinenses, além de políticas públicas de incentivo ao desenvolvimento econômico. Entre os programas citados estão o Programa de Desenvolvimento da Empresa Catarinense (Prodec) e o Programa de Incentivo à Pesquisa e Inovação (Proipri).

“Só nesses dois programas, em dois anos e meio, foram investidos mais de 30 milhões de reais através do setor privado e gerados mais de 100 mil empregos”, ressaltou.

Mesmo diante de um cenário internacional marcado por conflitos e impactos no comércio exterior, Santa Catarina ampliou suas exportações em 4,4% em 2025 em relação a 2024. Houve aumento nas vendas para países como Argentina, Chile, Japão e Arábia Saudita, especialmente nos setores de carnes suína e de frango, forjados e motores elétricos. Em contrapartida, alguns segmentos, como madeira e móveis, registraram retração em função de barreiras tarifárias.

O agronegócio e a indústria seguem como pilares desse desempenho. Segundo Dreveck, o agronegócio deve ser compreendido como uma cadeia produtiva ampla, que envolve desde a produção no campo até a indústria de máquinas e equipamentos.

“Quando se fala em agronegócio, não é só soja e milho. Isso envolve indústria, envolve caminhão, trator, equipamentos. É uma cadeia muito forte”, explicou.

Outro fator relevante é a inovação. Atualmente, cerca de 7,5% do PIB catarinense é proveniente de atividades ligadas à ciência, tecnologia e startups. O Estado também mantém indicadores positivos no mercado de trabalho, com altos índices de emprego formal e baixos níveis de desemprego e dependência de programas sociais.

Entre os principais desafios para a indústria, comércio e serviços, o secretário apontou a escassez de mão de obra qualificada. Para enfrentar o problema, o governo estadual firmou parcerias com a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), por meio do Senai, para a oferta de cursos técnicos e profissionalizantes, inclusive no contraturno escolar. Atualmente, mais de 30 mil alunos participam dessas formações.

“Hoje, muitas vezes, o curso técnico é mais importante para a empresa, porque a pessoa precisa saber operar máquinas cada vez mais robotizadas”, afirmou.

A infraestrutura logística também foi citada como um entrave, especialmente em rodovias federais como a BR-101, BR-280 e BR-470, fundamentais para o escoamento da produção. O governo estadual defende soluções alternativas, como contornos viários e novos investimentos, para reduzir gargalos e melhorar a competitividade.

Para 2026, a expectativa do governo é manter o ritmo de crescimento com foco em educação, inovação, segurança pública e infraestrutura. Projetos como a Via Mar, que ligará Florianópolis a Joinville, e investimentos no setor energético e portuário estão entre as ações previstas para sustentar o desenvolvimento econômico de Santa Catarina.

Confira entrevista completa

 

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