Para uma melhor experiência neste site, utilize um navegador mais moderno. Clique nas opções abaixo para ir à página de download
Indicamos essas 4 opções:

Google Chrome Opera Mozilla Firefox Microsoft Edge
Ok, estou ciente e quero continuar usando um navegador inferior.

Santa Catarina confirma primeira morte por febre do Nilo Ocidental

Idosa de 77 anos morreu em Imbituba; Estado também confirmou um segundo caso, em Caçador

Por Ligado no Sul25/08/2026 10h30
Foto/Reprodução

Santa Catarina confirmou a primeira morte por febre do Nilo Ocidental. A vítima é uma mulher de 77 anos, moradora de Itapirubá, em Imbituba, no Sul do Estado. O óbito ocorreu no dia 8 de agosto e foi confirmado pela Secretaria de Estado da Saúde nesta segunda-feira (24).

A doença é uma arbovirose transmitida principalmente por mosquitos do gênero Culex, o conhecido pernilongo. O ciclo envolve aves, que carregam o vírus, e os mosquitos, que podem transmitir a infecção aos seres humanos após picarem uma ave infectada.

Segundo o médico infectologista e superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, Dr. Fábio Gaudenzi, a necessidade dessa cadeia de transmissão faz com que o risco de uma disseminação intensa da doença seja considerado baixo.

“São doenças transmitidas por vetores, basicamente por insetos que a gente costuma chamar de mosquitos. É uma doença causada por um vírus, e o reservatório, o animal que carrega esse vírus, são pássaros, principalmente aves migratórias”, explicou.

Maioria dos casos não apresenta sintomas

De acordo com Gaudenzi, a maior parte das pessoas infectadas não percebe que teve contato com o vírus. Cerca de 80% apresentam, quando muito, um quadro leve e inespecífico de febre.

A atenção maior está nos casos que evoluem para manifestações neurológicas. “Em torno de 20% das pessoas vão ter uma doença leve com um quadro febril inespecífico. Mas o que nos preocupa muito são em torno de 20% que fazem uma doença mais grave, com sintomas neurológicos”, afirmou.

As formas graves podem provocar complicações no sistema nervoso, como encefalite e meningite, e podem levar à morte. Idosos estão entre os grupos com maior risco de evolução grave.

Atualmente, não existe vacina disponível para uso humano nem antiviral específico contra a febre do Nilo Ocidental. O tratamento é baseado no controle dos sintomas e no suporte hospitalar, principalmente nos casos graves.

“Não existe nenhum tipo, até o momento, de antiviral específico para o vírus causador da febre do Nilo. Mas a gente tem todo um tratamento de suporte, internação, monitoramento em unidade de terapia intensiva para fazer com que essa pessoa consiga passar por esse período da doença”, explicou Gaudenzi.

Segundo caso foi registrado em Caçador

Além do óbito em Imbituba, Santa Catarina confirmou um segundo caso da doença. Um homem de 56 anos, morador de Caçador, também foi infectado, apresentou manifestações neurológicas, mas recebeu alta hospitalar e se recuperou. Os dois casos são os primeiros registros humanos confirmados no Estado.

A transmissão da febre do Nilo Ocidental ocorre principalmente pela picada de mosquitos infectados. A orientação das autoridades é reduzir a exposição aos mosquitos, utilizando repelente, roupas que cubram a pele e telas em portas e janelas, além de eliminar locais que possam acumular água.

0
0

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe essa notícia

VER MAIS NOTÍCIAS