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Câmara Setorial do Tabaco encaminha análise de sementes após casos de florescimento precoce em lavouras

Amostras recolhidas entre agricultores serão analisadas pelo Ministério da Agricultura; entidades também acompanham novos plantios no Estado

Por Ligado no Sul18/08/2026 13h00
Foto: Ilustrativa

A Câmara Setorial do Tabaco se reuniu na manhã desta segunda-feira (17) para discutir os problemas registrados em lavouras de fumo, principalmente no Sul de Santa Catarina. O principal assunto foi o florescimento precoce de plantas provenientes de determinadas sementes, situação que, segundo relatos apresentados durante a reunião, tem provocado redução no número de folhas e prejuízos aos produtores.

O vice-presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Santa Catarina (FETAESC), Luiz Sartor, participou da reunião e explicou ao Jornal da Guarujá que a Secretaria de Estado da Agricultura também acompanha o caso. A Câmara Setorial do Tabaco é vinculada à Secretaria da Agricultura.

Como encaminhamento, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (CIDASC) deverá enviar ao Ministério da Agricultura as amostras de sementes recolhidas nas propriedades afetadas. O material passará por exames e testes laboratoriais para identificar as causas do problema.

“O assunto principal a ser discutido foi a problemática do florescimento precoce que está acontecendo em variedade de tabaco, principalmente no Sul de Santa Catarina. Foi dado o encaminhamento de que a CIDASC irá encaminhar as sementes que foram recolhidas no campo com os agricultores para o Ministério da Agricultura.”

De acordo com Sartor, o representante do Ministério da Agricultura em Santa Catarina também participou da reunião. O resultado dos exames deverá orientar os próximos encaminhamentos sobre os prejuízos registrados pelos agricultores.

Enquanto a análise não é concluída, as entidades também pretendem acompanhar o comportamento das lavouras de outras regiões do Estado onde o plantio do tabaco ocorre mais tarde. A intenção é observar se o mesmo problema será registrado nos novos cultivos.

“Nós estaremos também acompanhando as demais regiões do Estado onde o plantio está sendo mais tarde, muitas regiões estão sendo plantadas agora, para ver como se desenvolve a partir de agora.”

Possibilidade de ressarcimento

Sartor afirma que, neste momento, a prioridade é aguardar o resultado dos testes realizados nas sementes. Segundo ele, a empresa responsável pela variedade também acompanha a situação.

“O que ficou de concreto e encaminhado é que nós vamos aguardar o resultado da semente. A informação que a gente tem é que a Profigen, que é a detentora dessa variedade, está muito preocupada com isso que está acontecendo também.”

A expectativa das entidades envolvidas é que, a partir de um laudo técnico do Ministério da Agricultura, seja possível definir as medidas necessárias e avaliar a possibilidade de ressarcimento aos agricultores que tiveram prejuízos.

“A gente quer buscar, a partir desse laudo técnico do Ministério, o encaminhamento para que o agricultor possa ser ressarcido desse prejuízo.”

Outro assunto apresentado durante a reunião foi o desenvolvimento de uma máquina de classificação de tabaco utilizando inteligência artificial. O equipamento está sendo desenvolvido no Instituto Federal Catarinense, no campus de Santa Rosa do Sul, por um professor e sua equipe.

Segundo Sartor, o projeto já está na fase de primeiras demonstrações. A proposta é utilizar a tecnologia para tornar o processo de classificação mais preciso e seguro, seguindo os critérios estabelecidos pelas portarias que regulamentam a atividade.

As entidades pretendem conhecer o equipamento com mais detalhes e acompanhar o desenvolvimento da tecnologia antes de avaliar sua aplicação no setor.

“A gente espera que, em um curto espaço de tempo, seja feita uma análise mais aprofundada. Pretendemos ir lá conhecer essa máquina com profundidade, para que ela possa ser um equipamento que dê mais segurança na hora da classificação.”

O desenvolvimento da tecnologia é mais um dos temas que vêm sendo acompanhados pelo setor do tabaco, enquanto produtores e entidades aguardam os resultados das análises das sementes envolvidas nos casos de florescimento precoce.

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