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Entre a Ideologia e a Realidade da Maternidade. Por Ana Dalsasso

Por Ana Maria Dalsasso26/05/2026 15h00
Foto/ Marcelo Camargo – Agência Brasil

A publicação da nova Carteira da Gestante 2026 pelo Ministério da Saúde reacendeu um debate que ultrapassa as questões administrativas e alcança temas fundamentais para a sociedade: a valorização da maternidade, a proteção da vida e o papel da família na formação humana.

Sob uma perspectiva conservadora, causa preocupação a substituição de termos historicamente ligados à maternidade por expressões genéricas que, na prática, acabam diluindo a identidade da mulher como mãe. A mulher não é apenas alguém que gesta. Ela é mãe. É quem carrega um filho em seu ventre, enfrenta as transformações da gravidez, dá à luz, alimenta, protege, educa e acompanha o desenvolvimento de seus filhos. A maternidade representa uma das mais nobres experiências humanas e merece reconhecimento, respeito e valorização.

Ao longo da história, a figura materna ocupou lugar central na constituição das famílias e das sociedades. É no colo da mãe que a criança recebe as primeiras lições de afeto, cuidado e convivência. Desvincular a gestação da maternidade significa ignorar uma realidade biológica, afetiva e social que acompanha a humanidade desde seus primórdios.

Outro aspecto que desperta inquietação é a percepção de que determinados conteúdos presentes na nova carteira podem abrir espaço para a ampliação de discussões relacionadas ao aborto. Para aqueles que defendem a vida desde a concepção, qualquer medida que enfraqueça a cultura da proteção ao nascituro representa um retrocesso moral e social. A vida humana é um valor inegociável e deve ser defendida em todas as suas etapas.

A família continua sendo o maior patrimônio da humanidade. É nela que se formam valores, princípios e referências que orientam a convivência social. Quando a família é fortalecida, toda a sociedade se fortalece. Quando é enfraquecida, multiplicam-se os problemas que hoje afligem os lares, como a violência, a desagregação familiar, a perda de referências éticas e a banalização da vida.

Mais do que debates ideológicos, o momento exige reflexão e responsabilidade. É necessário que a sociedade participe ativamente dessas discussões, defendendo aquilo que considera essencial para a preservação da dignidade humana. Valorizar a mãe, proteger a vida e fortalecer a família não são posições ultrapassadas; são compromissos que atravessam gerações e permanecem fundamentais para a construção de um futuro mais humano e mais justo.

Resgatar o respeito pela maternidade e pelos valores familiares significa reafirmar aquilo que há de mais precioso na experiência humana: o amor que gera, acolhe, educa e transforma vidas. Afinal, nenhuma sociedade prospera quando se afasta de suas bases mais sólidas, e a família continua sendo a principal delas.

*O conteúdo desta coluna é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal.

 

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