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Alta nos combustíveis preocupa setor, mas não há risco de desabastecimento em SC

Em entrevista, representante do SCPetro aponta impacto do petróleo e “efeito em cadeia” na procura

Por Ligado no Sul23/03/2026 10h30
Foto/Ilustrativa

A escalada do conflito entre Irã, Israel e Estados Unidos, somada à recente possível mobilização de caminhoneiros no Brasil, tem gerado preocupação sobre possíveis aumentos nos preços dos combustíveis e até risco de desabastecimento.

Sobre o tema, o Jornal da Guarujá conversou na manhã desta segunda-feira (23) com Alam Mafra, diretor jurídico do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Santa Catarina (SCPetro).

Segundo ele, o cenário internacional já impacta diretamente o mercado. “Toda essa crise geopolítica em nível mundial, de fato ele impacta. Primeiro porque ele tem puxado o preço do barril do petróleo para cima”, afirmou. Ele destacou que os valores têm se mantido elevados: “Tem ficado aí em patamares superiores a 100 dólares, se aproximando aí de 120 dólares”.

Mafra também apontou preocupação com a logística global, especialmente diante da possibilidade de fechamento do Estreito de Ormuz. Ele explicou que o Brasil depende de importações: “O Brasil importa aproximadamente um terço do diesel que é consumido aqui”. Segundo ele, embora nem todo o combustível passe pela região, “também tem uma grande influência daquela região”.

Sobre o aumento recente nos preços, o diretor do SCPetro afirmou que o movimento já reflete esse cenário internacional. “A gente tem visto um aumento nos preços. O preço sofre influência do mercado internacional”, disse. Ele ressaltou que, mesmo com mudanças na política da Petrobras, essa influência permanece: “Isso é inevitável, a oscilação do preço do barril de petróleo”.

Outro fator relevante foi o aumento da procura por combustíveis nos últimos dias. “Houve um aumento de procura, principalmente na semana passada, com aquela possibilidade de uma nova paralisação dos caminhoneiros”, afirmou. Segundo ele, esse comportamento gerou um efeito em cadeia no mercado.

Mafra também explicou que os custos das distribuidoras aumentaram, impactando o consumidor final. “As distribuidoras compram ou importam esses combustíveis e isso sofre influência direta do preço no mercado internacional”, disse. Ele acrescentou que, em alguns casos, a aquisição ocorre com valores mais altos: “Com ágio, que chega até a R$ 2,00 e pouco por litro”.

Apesar do cenário de instabilidade, ele afastou a possibilidade de desabastecimento no Estado neste momento. “Por ora, aqui no mercado de Santa Catarina ainda não há nada oficial e concreto que indique uma falta ou um racionamento de combustíveis”, garantiu.

Segundo Mafra, os casos registrados recentemente foram pontuais e causados pelo aumento repentino da demanda. “Esse desespero coletivo e a busca desenfreada para abastecer gera fila, aumento de consumo e, evidentemente, pontualmente em alguns estabelecimentos faltou combustível”, explicou.

Sobre a possibilidade de uma nova paralisação de caminhoneiros, ele afirmou que o movimento perdeu força. “Esse movimento começou no Porto de Santos”, relatou, destacando que a adesão foi limitada. “Me parece que a adesão foi abaixo do que era esperado”.

Ele também mencionou medidas adotadas para evitar impactos maiores. “A Justiça Federal conseguiu uma liminar no sentido de que quem aderisse aos movimentos não deveria bloquear rodovias”, disse. Além disso, segundo ele, negociações com o governo ajudaram a conter o avanço da paralisação.

“Por hora o movimento está em stand-by, pelo menos por mais uma semana”, concluiu, acrescentando que não há previsão de uma nova paralisação no curto prazo.

Confira entrevista completa

 

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