WhatsApp terá ferramenta de controle parental para contas de menores de 13 anos
Nova função anunciada pela Meta Platforms permitirá que pais e responsáveis controlem contatos, grupos e configurações de privacidade no WhatsApp
O WhatsApp anunciou uma nova funcionalidade que permitirá que pais e responsáveis tenham maior controle sobre as contas de filhos menores de 13 anos dentro do aplicativo. A novidade deve começar a ser disponibilizada gradualmente nos próximos meses.
De acordo com a Meta Platforms, empresa responsável pelo aplicativo de mensagens, o recurso permitirá que pais, mães ou responsáveis definam quais contatos poderão enviar mensagens para a conta da criança e em quais grupos ela poderá participar.
Além disso, os responsáveis poderão analisar solicitações de contato de números desconhecidos e gerenciar as configurações de privacidade da conta. Todas as alterações serão protegidas por um PIN criado pelos pais no dispositivo gerenciado, garantindo que apenas eles tenham acesso às configurações.
Mesmo com o controle parental, o conteúdo das conversas continuará privado. Segundo a empresa, as mensagens permanecerão protegidas por criptografia de ponta a ponta, o que impede que terceiros e a própria plataforma, tenham acesso ao conteúdo das conversas.
Para configurar a conta supervisionada, será necessário que o responsável tenha 18 anos ou mais e utilize a versão mais recente do aplicativo em dispositivos como iPhone ou Android. Durante o processo de configuração, o celular do responsável e o do menor deverão estar próximos para realizar a vinculação da conta.
A empresa informou ainda que as contas gerenciadas serão lançadas de forma gradual e podem não estar disponíveis em todas as regiões inicialmente.
Nova lei – Eca Digital
A novidade surge em um momento em que cresce o debate sobre a segurança de crianças e adolescentes no ambiente digital. No Brasil, entra em vigor em 17 de março de 2026 a lei conhecida como Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, que estabelece novas regras para a proteção de menores na internet.
A legislação determina que plataformas digitais adotem medidas para reduzir riscos relacionados ao acesso de crianças e adolescentes a conteúdos ilegais ou considerados impróprios, como exploração sexual, violência, assédio e práticas publicitárias enganosas. A lei também prevê mecanismos mais rigorosos para verificação de idade em redes sociais e reforça a importância da supervisão de pais e responsáveis no uso da internet por menores.
O que muda na prática
Mais responsabilidade para redes sociais e aplicativos
Plataformas digitais terão que adotar medidas para evitar que menores tenham contato com conteúdos considerados prejudiciais, como:
- exploração ou abuso sexual
- violência extrema
- assédio e intimidação
- incentivo a crimes
- jogos de azar
- publicidade abusiva direcionada a crianças
Verificação de idade mais rigorosa
Hoje, na maioria das redes sociais, a idade é informada apenas por autodeclaração (o usuário diz quantos anos tem).
A nova lei exige mecanismos mais confiáveis para verificar a idade, embora não determine exatamente qual tecnologia deve ser usada.
Isso pode levar a medidas como:
- confirmação de idade com documentos
- validação por responsáveis
- sistemas de verificação automática.
Mais controle e participação dos pais
A lei também reforça a necessidade de ferramentas de controle parental, permitindo que pais ou responsáveis:
- acompanhem o uso de aplicativos
- controlem contatos e interações
definam limites de privacidade. - Esse ponto se conecta diretamente com iniciativas como a nova função anunciada pelo WhatsApp.
Proteção contra publicidade e manipulação digital
A legislação também tenta reduzir práticas como:
- publicidade agressiva para crianças
- coleta excessiva de dados de menores
- manipulação de comportamento por algoritmos.
Possibilidade de fiscalização e sanções
Empresas que não cumprirem as regras poderão sofrer:
- advertências
- multas
- restrições de funcionamento em casos graves.
