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31% dos brasileiros estão obesos: número acende alerta no Dia Mundial de Combate à Obesidade

Nutricionista e educador físico explicam riscos e caminhos para prevenção

Por Ligado no Sul04/03/2026 09h30
Imagem/gerada por IA

Um em cada três brasileiros vive com obesidade. O dado, revelado pelo Atlas Mundial da Obesidade 2025, acende um alerta preocupante sobre o avanço da doença no país. Hoje, mais de 60% da população brasileira está acima do peso e cerca de 31% está obesa, um índice que vem crescendo de forma consistente e já é tratado como questão de saúde pública. No Dia Mundial de Combate à Obesidade, especialistas reforçam que o problema vai muito além da estética e exige mudanças estruturais nos hábitos de vida e acompanhamento profissional.

A nutricionista Mariella Reinol Steiner (CRN10-8690), doutora em Ciências da Saúde, explica que o aumento dos casos está ligado a uma combinação de fatores alimentares, comportamentais e ambientais.

“O aumento da obesidade está relacionado a um conjunto de fatores. Hoje temos maior acesso a alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar, gordura e sódio, além de uma rotina cada vez mais sedentária. Mesmo em cidades do interior houve uma mudança importante no estilo de vida: menos atividade física no dia a dia, mais tempo em telas e menos preparo de comida em casa”, afirma.

Segundo a nutricionista, estresse, privação de sono e questões emocionais também impactam diretamente no ganho de peso.

Mariella ressalta que a obesidade é uma condição multifatorial.

“Não é apenas uma questão de comer demais. Envolve aspectos hormonais, metabólicos, emocionais, genéticos e comportamentais”, explica.

Os riscos são amplos: diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares, problemas articulares, apneia do sono e até alguns tipos de câncer. Além disso, há impactos na autoestima e na saúde mental, podendo levar ao isolamento social.

A especialista alerta ainda para o perigo das dietas restritivas. “Elas podem gerar perda rápida de peso, mas não são sustentáveis e favorecem o efeito sanfona, o que prejudica o metabolismo e a relação da pessoa com a comida. O foco precisa ser mudanças reais de hábitos que possam ser mantidas a longo prazo.”

Exercício é essencial — mas não age sozinho

Para o professor de Educação Física Omar Caian Santos Barbosa de Oliveira (CREF 024375G-SC), a atividade física é peça-chave no processo de prevenção e tratamento.

“Para emagrecer, é necessário déficit calórico, ou seja, gastar mais calorias do que se ingere. Então estar ativo é muito importante”, explica.

Ele diferencia perda de peso de emagrecimento. “Perder peso é diminuir o número na balança. Emagrecer é reduzir gordura e aumentar massa muscular, que é o que realmente melhora a saúde.”

No entanto, ele reforça que exercício isolado não resolve o problema. “O treino já causa um impacto significativo na fisiologia do corpo, tornando-o mais saudável. Mas para o emagrecimento ser efetivo, precisa estar alinhado com uma dieta planejada por um nutricionista.”

Para quem está sedentário e acima do peso, a orientação é começar de forma progressiva.

“Primeiro estabeleça pequenas metas: vá caminhando até a padaria, movimente-se mais dentro de casa, depois matricule-se em uma academia. Não seja radical, seja constante”, orienta Omar.

Entre os erros mais comuns, ele cita metas extremas e uso de medicamentos sem orientação. “É preciso entender o porquê você chegou nessa condição. Ansiedade, traumas ou luto podem influenciar. Se possível, buscar apoio psicológico ajuda muito na mudança e na manutenção dos resultados.”

O educador físico destaca a importância do treino de força.

“A musculação aumenta a massa muscular, melhora a captação de glicose — principalmente para quem tem diabetes — eleva o metabolismo basal e aumenta o gasto energético, inclusive após o treino.”

A prescrição de exercícios, segundo ele, deve ser individualizada, especialmente para quem possui lesões ou restrições. A combinação de exercícios multiarticulares com atividades aeróbicas costuma trazer bons resultados.

Ambiente familiar também influencia

A nutricionista Mariella reforça que o ambiente social pode facilitar ou dificultar o processo.

“Quando a família apoia e participa das mudanças, tudo se torna mais fácil. Por outro lado, críticas, cobranças excessivas, ou a frequente oferta de alimentos pouco saudáveis podem  podem atrapalhar. Apoio, acolhimento e mudanças feitas em conjunto fazem toda a diferença”

Ela destaca que pequenas mudanças consistentes como organizar horários das refeições, reduzir ultraprocessados, melhorar o sono e hidratação são mais eficazes do que transformações radicais.

Disciplina acima da motivação

Para manter a prática de exercícios a longo prazo, Omar reforça que disciplina é mais importante que motivação.

“A motivação pode passar, mas a disciplina mantém você no foco. Andar com pessoas que têm o mesmo propósito e consumir conteúdos que inspirem também ajuda.”

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