Saúde de Cocal do Sul acompanha caso de esporotricose e reforça orientações à população
Situação está sob controle e autoridades destacam cuidados simples para prevenção
A Secretaria de Saúde de Cocal do Sul acompanha e monitora um caso de esporotricose confirmado no município. O paciente teve contato direto com um animal que estava em tratamento, está em acompanhamento médico, utiliza medicação antifúngica fornecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e apresenta boa evolução clínica. Até o momento, não há outros casos suspeitos em humanos.
Segundo a secretária de Saúde, Giovana Galato, a situação está sob controle e vem sendo monitorada pelas equipes da Vigilância Epidemiológica. A pasta reforça que a doença não é transmitida de pessoa para pessoa e que os riscos podem ser reduzidos com cuidados simples no dia a dia.
De acordo com a Vigilância Epidemiológica de Cocal do Sul, nos últimos meses, 17 gatos foram avaliados no município por suspeita da doença. Desses, 11 tiveram diagnóstico positivo. A maioria dos animais está na fase final do tratamento ou já concluiu o acompanhamento, com regressão das lesões e sem novos episódios. Outros animais avaliados tiveram resultado negativo ou não apresentaram lesões compatíveis para a realização de exames.
Segundo a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, enfermeira Gilmara Corrêa Viel, a esporotricose não é considerada uma doença grave, mas exige atenção.
“A infecção ocorre principalmente pelo contato do fungo com a pele ou mucosa. Por isso, ao manusear animais com suspeita ou confirmação da doença, é fundamental o uso de luvas. O mesmo cuidado deve ser adotado em atividades como jardinagem, hortas e limpeza de quintais”, orienta.
Ainda conforme Gilmara, em casos de arranhaduras ou mordidas por animais suspeitos, a recomendação é lavar imediatamente o ferimento com água e sabão e procurar atendimento médico.
“Tanto o animal quanto a pessoa iniciam o tratamento com antifúngico logo após a suspeita. É um tratamento mais prolongado, mas apresenta bons resultados quando seguido corretamente”, explica.
A médica responsável técnica da Secretaria Municipal de Saúde, Lílian Jocken Stange, reforça a importância da atenção aos sinais. “Segundo o acompanhamento realizado, tivemos um caso confirmado em humano após contato com animal em tratamento. Ao perceber lesões na pele que não cicatrizam, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde para avaliação”, destaca.
A esporotricose é uma micose causada por fungos presentes no solo, em plantas, madeira e matéria orgânica. A transmissão ocorre quando o fungo entra em contato com a pele ou mucosas, principalmente por meio de ferimentos, arranhões ou mordidas de animais infectados, além de atividades como jardinagem sem o uso de luvas de proteção.
