Após caso Orelha, delegado-geral da Polícia Civil e familiares passam a sofrer ameaças e ataques virtuais
Ulisses Gabriel anuncia medidas judiciais contra autor de acusações falsas e alerta para crimes de desinformação
O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, utilizou suas redes sociais para tornar públicas ameaças e ataques que ele e seus familiares vêm sofrendo nos últimos dias sobre o caso do cão Orelha. Segundo o delegado, as agressões virtuais partem de haters e envolvem a disseminação de informações falsas, atingindo sua honra, sua família e também sua atuação profissional.
Ulisses Gabriel afirmou que as acusações não têm qualquer fundamento e que as tentativas de associá-lo indevidamente a pessoas investigadas configuram crime.
“O cidadão Diego Diniz Fernandes está imputando a mim uma relação de amizade com um dos advogados que estaria atuando no caso dele. Eu não tenho relação de amizade, muito menos amizade íntima, com esse advogado. Ele foi delegado de polícia e se aposentou em 2023. A última vez que esteve comigo na Delegacia-Geral foi há mais de três anos”, esclareceu.
Diante da gravidade das acusações, o delegado informou que está tomando as medidas legais cabíveis.
“Estou ingressando com uma ação de indenização por danos morais contra Diego Diniz Fernandes e também registrando boletim de ocorrência pelos crimes de calúnia e difamação”, afirmou.
Fake news, calúnia e difamação nas redes sociais
Ulisses Gabriel fez um alerta à população sobre os riscos da disseminação de fake news e reforçou a importância de buscar informações em fontes confiáveis. Segundo ele, ataques virtuais baseados em mentiras não apenas prejudicam reputações, mas também configuram crimes previstos em lei.
“Peço que as pessoas tenham cuidado com a divulgação de fake news. Procurem fontes fidedignas de informação, não haters e não pessoas mentirosas que ficam espalhando calúnia e difamação pela internet”, destacou.
O delegado também lamentou ataques relacionados à adoção de um cão resgatado, reforçando que a iniciativa faz parte de um compromisso pessoal com a causa animal.
“Lamento profundamente os ataques que estou sofrendo em relação à adoção do Caramelo. Esse cão estava na rua, precisava de cuidado, precisava de apoio. Foi integrado à nossa família. Não é o primeiro animal que adoto e não será o último”, afirmou.
O delegado informou que seguirá firme no combate aos crimes, inclusive aos maus-tratos contra animais, e reiterou a necessidade de conscientização da sociedade.
“Precisamos levantar a bandeira da adoção responsável e também a bandeira contra os maus-tratos aos animais. Mas, acima de tudo, é fundamental combater a desinformação”, concluiu.