Polícia Civil deflagra operação contra suspeitos pela morte do cão comunitário Orelha
A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou nesta segunda-feira, 26, uma operação para avançar nas investigações sobre a morte do cão comunitário conhecido como Orelha, em Florianópolis. A ação tem como objetivo cumprir diligências e reunir provas para esclarecer os fatos e responsabilizar os envolvidos no caso, que ganhou grande repercussão em todo o estado.
Orelha vivia na região da Praia Brava e era cuidado por moradores e comerciantes locais. Ele foi encontrado gravemente ferido no início do mês de janeiro, chegou a receber atendimento veterinário, mas não resistiu à gravidade das lesões. Após a confirmação da morte do animal, o caso gerou forte comoção nas redes sociais, com manifestações de indignação, pedidos de justiça e cobranças por punição aos responsáveis.
Na sexta-feira, 23, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, informou que tomou conhecimento do caso e determinou investigação imediata por parte das forças de segurança. Segundo o governador, as provas já estavam sendo analisadas para garantir rapidez e rigor na apuração dos fatos.
O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina também se manifestou por meio das redes sociais, destacando que o estado é um dos que mais investem em proteção animal no país. Ele ressaltou a criação da Delegacia de Proteção Animal em Florianópolis e Blumenau e anunciou que novas unidades especializadas deverão ser instaladas nos municípios de Criciúma, São José, Itajaí, Palhoça e Chapecó.
O caso é acompanhado pelo Ministério Público de Santa Catarina. Novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço dos trabalhos policiais.
Entenda o caso
O cão comunitário conhecido como Orelha estava desaparecido há alguns dias, segundo relatos de moradores da Praia Brava, em Florianópolis. Durante uma caminhada, uma das pessoas que costumava cuidar do animal o encontrou caído em uma área de mata, em estado grave e agonizando.
Orelha foi recolhido e levado a uma clínica veterinária, mas, devido à gravidade dos ferimentos, não houve alternativa além da eutanásia, conforme orientação médica. O animal apresentava múltiplos traumas, provocados, segundo as primeiras informações, por agressões com pauladas.
Vivendo há mais de dez anos na região, Orelha era cuidado por moradores, pescadores e frequentadores da praia, tornando-se um dos mascotes da comunidade.
As suspeitas recaem sobre adolescentes e pelo menos um adulto. O caso ocorreu no dia 15 de janeiro de 2026 e está sendo investigado pela Polícia Civil de Santa Catarina, que segue apurando as circunstâncias do crime e reunindo provas.