18/10/2019  às 16hs19

Economia

Presidente da Coopermila faz análise a respeito do reajuste tarifário 2019

“A luta junto ao órgão regulador para obtenção de reajuste que não penalize demasiadamente os associados consumidores continua árdua”, afirma Alcimar Damiani de Drida.


Foto: ASCOM Coopermila

Foto: ASCOM Coopermila


Anualmente no mês de setembro, as permissionárias de distribuição de energia elétrica têm suas tarifas de fornecimento reajustadas. Sendo assim, a Cooperativa de Eletrificação Lauro Müller (Coopermila) informa aos associados que o reajuste anual irá vigorar de outubro de 2019 a setembro de 2020, quando ocorrerá o próximo reajuste.


Pela primeira vez, a metodologia resultante da aplicação das disposições contidas na Lei nº 13.360/2016 resultou em aumento tarifário superior às tarifas praticadas pela Celesc. Com um reajuste médio de 10%, as novas tarifas a serem praticadas aos associados e consumidores estão em conformidade com a resolução homologatória nº 2.604/2019, da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).


Para os consumidores do Grupo A (alta tensão), o efeito médio sobre as tarifas é de 7,79%, que alcança principalmente os consumidores industriais. Para os consumidores do Grupo B (baixa tensão), o efeito médio sobre as tarifas é de 14,56%. Para o consumidor residencial e demais classes, 6,50%. Já o consumo rural teve reajuste de 15,63%.


A situação é justificada pela aplicação do Decreto nº 9.642/2018, que determinou a redução do subsídio à classe de consumo rural, que era de 30%, sendo extinto em cinco anos à ordem de 6% ao ano. “Nota-se que mais uma vez a política governamental para com o homem do campo não deu a devida importância a esta camada da população que tem sempre participado para o desenvolvimento do país”, avaliou o presidente da Coorpermila, Alcimar Damiani de Drida.


A cooperativa, entretanto, comprometida com seus associados, optou por não aplicar na totalidade o reajuste homologado pela ANEEL, reduzindo o percentual de reajuste para todo o grupo “B” (baixa tensão), incluindo classe rural, em 3%, de forma que a tarifa tenha equivalência com o valor pago pelos consumidores da Celesc. “A luta junto ao órgão regulador para obtenção de reajuste que não penalize demasiadamente os associados consumidores continua árdua. Porém, ainda temos muito a fazer para os próximos anos, visto que necessitamos de legislação que defina claramente uma política de preço às permissionárias”, lamentou.


ASCOM Coopermila / Notícias JH


18/10/2019  às 16hs19